Feliz 2016!!

Para tudooooo!!

Sério, já é 2016!! E pior… já estamos na metade de fevereiro!!

O tempo está voando, para vocês também??

tempo

Meu Pedro já tem 2 anos e meio, ontem completamos 1 ano do nosso retorno à França e eu… já estou mais perto dos 40 que dos 30!!   :-0

piratas

anonovo

selinho

 

Brincadeiras a parte, um projeto para 2016, dentre tantos, é voltar a escrever aqui no blog. Em 2015 não viajamos muito, o que não é desculpa para abandonar esse espaço, mas tenho sim algumas viagens por escrever!!

Também quero diversificar um pouco, escrever sobre algum outro assunto que me peçam aqui nos comentários (hahahaha, rindo sozinha, imaginando tantos comentários com diferentes assuntos que eu nem daria conta!! 😛 ), ou sei lá sobre o que vier na telha: sobre costumes, esportes, roupas, estética…

Na próxima semana partiremos para uma viagem pela Borgonha e Champagne, acho que será bem interessante e trarei um post recheado de lindas fotos!!

Por enquanto… deixo um até breve!!

Meia maratona de Paris!! Agora vai!

Este post é especial para mim, vim aqui para contar sobre minhas corridas.

Bem, acho que no início desse blog comentei por aqui que queria muito aproveitar o fato de estar morando na Europa para fazer algumas corridas interessantes, para isso me preparei desde o Brasil (em 2011/2012) e fiz minhas primeiras provas longas em SP (10 milhas e Meia Maratona), no ano de 2012.

Chegando aqui na França naquele mesmo ano, corri alguns meses, e adorava… a cidade é a mais plana da França e tem um rio lindo, com trilha e pista de caminhada ao longo desse rio, além de vários parques, sendo o maior dele com 2,5km de extensão.

Ocorre que, como todos já sabem, logo engravidei, e precisei diminuir a intensidade dos treinos nos primeiros meses, pela delicadeza do momento e pelo cansaço físico que tomou conta desse corpitcho.

No segundo trimestre de gestação, quando estava mais disposta, tentei me preparar para a Meia Maratona de Paris (fiz minha inscrição algumas semanas antes de engravidar), mas o medo de que algo desse errado com minha gestação me fez desistir… fiquei bem frustrada na época (post aqui), mas segura de minha boa decisão.

 

Well… quando decidimos voltar para a França em 2015, uma das primeiras providências foi me inscrever novamente na Meia Maratona de Paris!!!

 

Mas quando fiz a inscrição, estava parada (não completamente, mas quase) desde o quinto mês de gestação, ou seja, há praticamente 1 ano e meio!

 

O jeito foi contratar novamente um professor  que já tinha me acompanhado em 2011/2012 e que me passa os treinos online.

DECISÃO CERTÍSSIMA, foi passar o primeiro treino e a vontade de correr aflorou!! Como dar um retorno negativo para cada dia de treino? Seria muita vergonha… então bora treinar!!

E assim passaram-se 4 meses de treinamento, com algumas dificuldade, como por exemplo, correr em Santa Maria, onde não há parques e a cidade é um sobe e desce sem fim, sem falar no calor de 28 graus às 7h da manhã. Ainda teve a fase da mudança duas semanas difíceis, em que passei encaixotando coisas, arrumando malas, e a noite só queria capotar (tudo além do normal, cuidar do Pedro). Depois a viagem e a adaptação ao inverno europeu (além de cuidar do Pedro, hehehe)!!

 

Um domingo chuvoso fui correr, já aqui em Grenoble, e pensava: “só eu mesma para sair com chuva para correr…”, e em pouco tempo passava alguém correndo ou fazendo caminhada (especialmente grupos de idosos, super dispostos), ou ainda uma família passeando e as crianças andando de bicicleta… sim, tudo na chuva!! Gente correndo? A todo momento!!

Então, não podia reclamar… eu coloquei essa prova no meu calendário, e correr 21km (em torno de 2h) não é para qualquer um. Um amigo meu diz que sim, é para qualquer pessoa, desde que se dedique ao treinamento, se for saudável (leia-se sem doenças ou impedimentos médicos) e se dedicar, todo mundo consegue! Então… não é para qualquer um se dedicar e se esforçar… é difícil sair da casa quentinha, deixar teu filho fofo brincando e ir correr no frio ou na chuva, mas é compensador!! Eu assino embaixo: vale muito a pena!!

Ninguém falou que seria fácil, e isso que torna ainda mais saborosa a vitória ao terminar uma prova.

 

E ela, a MINHA GRANDE PROVA,  será dia 08/03, no próximo final de semana: Meia Maratona de Paris, me aguarde!!!

 

E por aqui, aguardem fotos desse dia!! Em breve… muito breve…

Quem é vivo sempre aparece!!1

Falaaaaa galera!! Se é que ainda existe alguém que passe por aqui… e se passar deve ficar preso nas teias de aranhas, heuaheua!!

Well… depois de uma grande temporada fora do blog e da França, estou de volta: no blog e na França!!

Sim, estamos novamente morando em Grenoble, inicialmente por mais 2 anos! Neste tempo ficamos 10 meses no Brasil, curtindo a família, o Cris terminando o Doutorado e nos preparando para voltarmos.

E depois de muita choradeira, voltamos!

E como estar na França facilita, e muito, viajarmos, nada melhor que reativar o blog para escrever um pouco sobre nossas viagens (faltaram muitas da leva antiga, dessa vez prometo estar mais presente), sobre minhas corridas e quem sabe… sobre a chegada de um(a) segundo(a) herdeiro(a)!!

 

Bem, voltamos no dia 11/02 e ainda estamos hospedados na casa de amigos a procura de um apartamento para nos acomodarmos. Assim, minha missão no momento é: cuidar do Pedro (que está lindão e enorme, logo posto fotos aqui), buscar apartamentos e CORRER!!

 

Pois é, neste ano vai dar certo a MEIA MARATONA DE PARIS!! Estou treinando firme, será agora no dia 08/03, estou na reta final de treinamentos!! Mas eu escreverei a respeito logo logo!

 

Para reiniciar está bom né?

Espero que vocês não tenham desistido de mim!!

Abraços

 

Voltando à ativa!!

Depois de muito tempo sem escrever e muito mais sem correr, retorno para contar uma boa nova: estou de volta!!
De volta aos treinos, de volta às corridas de rua… Longe do sedentarismo, das terríveis dores nas costas, do cansaço e da indisposição!!

Parei de correr quando estava com 5 meses de gestação (em março de 2013) após fazer 17km e perceber que as articulações estavam sofrendo com a corrida… Abri mão da Meia Maratona de Paris em prol da segurança da minha gestação e da minha paz interior, mas essa foi uma decisão bem difícil!!!
Depois do nascimento do Pedro cheguei a correr umas 4 vezes ainda em Grenoble, mas desisti por conta do frio, do retorno ao Brasil que se aproximava e por preferir ficar com o Pedro a sair para fazer  qualquer coisa (mesmo que fosse correr) sem ele.

Bem, já aqui no Brasil, bem instalada e adaptada, ensaiei voltar a caminhar/correr por um bom tempo, mas era vencida pela preguiça e pelo cansaço decorrente do sedentarismo.

Então percebi que essa corrente de sedentarismo e cansaço precisava ser quebrada: estar cansada por não fazer atividade, e não me mexer por estar cansada… Continuar assim não ia dar certo!

Mas o ponto forte para decidir sair da zona de conforto foram minhas costas. Notei que em muito pouco tempo teria que parar de dar colo para o Pedro por conta das fortes dores… E isso certamente acabaria comigo. Então… Boa fazer alguma coisa para mudar essa situação.

Ajudou muito a chegada do momento em que o Pedro passou a dormir umas 2h a tarde. Perfeito!! Com uma pista do lado de casa e o marido trabalhando em casa, pude deixar o Pedro dormindo e sair me exercitar.

Caminhadas… 1200m de corrida… 2000m de corrida… E descubro uma prova de corrida de rua aqui na minha cidade: 4,8km. Era o empurrãozinho que estava faltando.

Sábado, 06/09, 21:00 – corrida noturna de Santa Maria. E lá estávamos eu e o maridão!!

Antes da prova, brincadeiras procurando o troféu dos últimos colocados… Mas a consciência de fazer um ritmo bem leve para conseguir terminar a prova bem.

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Dada a largada!! 30 segundos se passaram… E estávamos entre os 10 últimos!!! :O

O Cristiano apertou o ritmo, e eu respondi que aquela galera toda que  praticamente desapareceu na nossa frente ia diminuir o ritmo em breve, afinal início de prova é sempre super empolgante… E ainda acrescentei: “olha essas tiazinhas gordinhas… Certo que passaremos elas!”

E não passamos!!! #mordealíngua

Corremos forte, ritmo médio de 10km/h, e ficamos entre os 5 últimos colocados da prova!!

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Terminamos exaustos… Mas felizes e o principal: DETERMINADOS! Determinados a não sermos mais sedentários, a cuidar da nossa saúde, e a treinar…

E que venha a Meia maratona de Paris 2015 😉

Meu parto… um momento mágico!

Ontem o meu maior e melhor presente completou 5 meses de vida (fora da barriga)!  E não teria um dia melhor para retomar os posts aqui no blog!

E como o dia foi dedicado ao Pedro, o post é sobre a maravilhosa vinda dele para os nossos braços: o “relato do meu parto natural”!!

😉

Durante toda a minha gestação eu lia relatos, livros e mais livros, via vídeos na internet, e assim me preparava para o meu parto! Me emocionava muito com os relatos de partos, fossem normais ou cesáreas, especialmente no último mês de gestação. E claro, sempre pensava em escrever meu próprio relato para partilhar a nossa história, inspirar e encorajar outras mulheres ao parto natural e também para contar como é ter um bebê aqui do outro lado do mundo, na França, um país onde, diferentemente do Brasil, a cesárea é exceção.

Nosso pequeno Pedro chegou 16 dias antes da data prevista pelo médico, no dia 19 de julho, com 38 semanas e 5 dias de gestação.

Neste dia acordei às 05h20min, horário que normalmente levantava para ir ao banheiro durante toda a gestação. Porém, naquele dia senti algo diferente… uma leve dor, muito parecida com uma cólica menstrual. Como não era nada muito forte, voltei a dormir! Vinte minutinhos mais tarde acordei com a mesma dorzinha! Chamou-me atenção o intervalo de 20 minutos, tempo esse descrito como o primeiro intervalo entre as contrações regulares.

Tendo programado uma caminhada logo cedo com o maridão, às 7h, fiquei acordada até esse horário, sentindo meu corpo, reparando o tempo de intervalo e percebendo as mudanças que estavam por vir. Às 7h acordei o Cris, relatei o que vinha ocorrendo e fui para a bola suíça (aquela usada no pilates) administrar as dores, que até então eram suaves, ainda como uma cólica.

Devido ao fato de saber que caminhadas ajudam no trabalho de parto, e imaginando que pudesse ser o dia do nascimento do Pedro, decidimos manter a nossa caminhada. Enquanto nos aprontávamos, por volta das 8h, o tampão saiu… na teoria era bem mais fácil de identificar: líquido mais espesso, um pouco gelatinoso (como uma clara de ovo), de coloração clara ou levemente amarronzada (devido a presença de sangue) e cheiro de água sanitária! Ok, mas na prática, fiquei com um “será?!”… seguido de um “tudo bem, ACHO que é o tampão!”

Saímos para a caminhada: passeamos pela beira do rio, bem mais lentamente que a marcha habitual, precisando parar ao sentir algumas contrações, pois as danadas aumentavam, tornando-se mais freqüentes e doloridas. Aproveitando a caminhada, passamos na farmácia para comprar o Spaflon, um remédio que inibe falsas contrações, ou seja, tomando ele, se elas continuarem, é porque realmente chegou “a hora”. Ainda na farmácia, sob os olhares das atendentes e clientes (pois a dor neste momento já não podia ser disfarçada), abraçada no Cris, senti uma forte dor e um líquido descendo… minha bolsa estourou! Não escorreu líquido pelas pernas como li várias vezes, mas como o Pedro estava com a cabeça encaixada há dois meses, sabia que esse líquido poderia descer aos poucos.

De volta para casa, fui para um demorado banho quente para ajudar a relaxar. O Cris começou a arrumar as coisas que faltavam, segundo uma listinha já preparada por mim, enquanto eu me estiquei no colchão colocado na sala, fui para a bola suíça e caminhava pela casa, administrando as contrações. O líquido continuava a sair.

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Relaxando e conversando com o Pedro

Não pensei em anotar as contrações, na verdade nem sei bem o motivo de não ter feito… no meu coração já tinha certeza de que o Pedro estava a caminho, não precisava comprovar que estava em trabalho de parto. Ligamos para a sage-femme que pelo nosso relato confirmou tratar-se do grande dia, desejando “bon courage” (boa sorte).

11h15min eu e o Cris saímos para a maternidade, um dia quente de sol, todo perfeito pra que a mais linda das criaturas de Deus viesse para esse mundo! Foi um percurso, casa – maternidade, emocionante, cheio de dores e sorrisos… nem precisávamos falar nada, nossos olhares um para outro eram repletos de carinho e amor… sabíamos que nosso pequenino estava a caminho!

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Felizes indo “buscar” o nosso petit Pedro

Já na maternidade aguardamos em torno de 30 minutinhos até sermos encaminhados à sala de exames.

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Em um intervalo de contrações… feliz da vida!

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Durante uma contração… mas ainda feliz da vida!

Nesta sala as minhas contrações e os batimentos cardíacos do Pedro eram monitorados. Pouco antes das 13h o primeiro exame clínico constatou uma dilatação de 4cm. Confesso que neste momento fiquei um pouco tensa… diversas vezes escutei da minha mãe que ninguém da minha família tinha passado dos 4cm de dilatação, e que não seria diferente comigo por uma questão de genética 🙁

A sage-femme que nos acompanhava foi muito sábia (sage) ao me falar das contrações, dizia que elas eram, naquele momento, minhas melhores amigas, pois eram as responsáveis por trazer o meu filho aos meus braços. Orientou-me a respirar lentamente e me movimentar, saindo da cama. Foi muito bom e importante escutar aquelas palavras, pois me fez lembrar que a dor que eu estava sentindo era normal, era natural, e era a responsável por fazer com que o Pedro pudesse nascer… era meu corpo querendo me oferecer o melhor presente da minha vida!

Ficamos mais umas 2h30 nesta sala, freqüência e intensidade das contrações aumentando bastante. Eu e o Cris tentavamos de tudo… posições, rebolar, pontos de shiatsu que ele apertava a cada contração para aumentar minha tolerância a dor (esses são mágicos, leia a respeito aqui), bola suíça (onde passei a maior parte do tempo), massagens… ele, o meu maridão como chamo, esteve sempre presente, sempre ao meu lado, me dando suporte físico e emocional, realmente acreditando na minha capacidade de dar a luz por parto natural, algo tão intensamente desejado por mim. Contudo, apesar de todas essas manobras e todo o apoio que recebi, a esta altura, mesmo nos intervalos das contrações as dores continuavam, ainda que mais fracas.

Por volta das 15h30min um novo exame clínico… meu coração disparou: 7cm de dilatação!! Minha alegria foi enorme, e por alguns instantes pensei em continuar sem anestesia, pois estava ciente de tudo que a anestesia acarretaria, como a impossibilidade de eu fazer qualquer coisa para ajudar no parto, além de torná-lo mais lento, o que poderia desencadear em várias intervenções, como o uso do fórceps e até mesmo uma cesariana. Porém, as dores das contrações estavam intensas, e no intervalo entre elas já não era possível relaxar e descansar.
Decidi pela peridural, decisão 100% apoiada pelo maridão, que percebia que não estava sendo fácil para mim.

Assim, partimos para a sala do nascimento, e as 16h10min recebi a anestesia, uma dose leve, conforme solicitamos.
As dores passaram em seguida, restando um leve desconforto a cada contração, como se fossem as cólicas iniciais.

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Sem dores, no aguardo do meu pequeno!

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Melhor equipe de apoio do mundo! Obrigada!!

Perto das 18hs um novo exame clínico constatou que eu estava com quase 9cm de dilatação, quase dilatação completa!! Porém, as dores voltaram, somadas ao cansaço de mais de 10 horas de trabalho de parto. O fato de estar deitada na cama (eis que já tinha recebido a peridural e não poderia mais me movimentar como antes, deixando de ser tão ativa no parto) agravavam as dores, pois sempre tive dores nas costas, e estas já estavam cansadas. Piorando o meu quadro, precisei ficar na posição ginecológica para que o Pedro “descesse”, e ali fiquei bastante tempo. Para mim esta posição foi ruim,  pois além de todas as dores que eu estava sentindo, o cóccix também começou a doer (tinha quebrado o cóccix há 2 anos).

Solicitamos mais anestesia, porém devido ao fato das dores não serem das contrações, mas da posição do Pedro, costas e cóccix, nada mudou! Além da segunda dose da peridural, neste momento administraram 1,5ml de ocitocina por hora, com o objetivo de regular as contrações.

Chegando perto das 19h, percebemos que o nascimento seria um pouco “adiado”, pois neste horário ocorre a troca de profissionais da maternidade, e já não daria mais tempo de iniciar a fase de expulsão e terminar até às 19h. Ok, era hora de administrar a ansiedade!

As dores continuavam, um mistura de contrações, costas e cóccix, então as 19h20min foi administrada mais uma dose (a última) de anestesia, e elevaram a dose de ocitocina, agora para 3,5ml por hora.

Neste momento também começam a arrumar a sala para o grande momento… frio na barriga, medo da dor, ansiedade pela chegada do Pedro, dores, tudo se misturando!!

As 20hs ocitocina foi pra 5.5ml/h e iniciamos o trabalho de expulsão. Inicialmente a sage-femme me pediu para que eu fizesse força para a saída do bebê… contudo a força que eu fiz não era suficiente. Orientada a fazer a maior força que conseguiria, inclusive segurando as barras da cama para ajudar, segui meu trabalho. O Cristiano foi orientado a empurrar a minha nuca a cada contração, o que parece agressivo, mas facilitava muito o meu trabalho.

Por volta das 20h20min a sage-femme chamou o médico, é chegada a hora!!

Continuávamos a fazer força a cada contração, mas aqueles instantes foram tão intensos que, quando percebi o médico mandou eu parar: ops, eu sabia que ele só mandaria eu parar quando o Pedro estivesse saindo! Estávamos na reta final. Então olhei para o lado e vi o maridão emocionado que me falou “já vi a cabecinha dele”!!

Em poucos segundos meu filho já estava em meus braços! Foi o tempo que o Pedro teve para chorar, pois assim que foi colocado em meu colo, fazendo o “peau a peau” (pele a pele) ele se acalmou e ficou ali, olhando para a mamãe e o papai, conhecendo e curtindo a sua família… Essas duas horas foram inesquecíveis, somente nós três na sala, eu e o Cris nos conhecendo agora como pais e admirando o nosso pequenino que nos olhava com atenção e muito amor!

Às 20h46min do dia 19 de julho de 2013, com 2,880kg e 48cm de pura gostosura, Pedro veio ao mundo me mostrando que a vida poderia sim ser mais colorida, mais intensamente vivida e repleta de amor!

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Meu tesouro!

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Como diria o “Tio Dani”: a foto não é perfeita… mas o momento é!

 

Minhas impressões:

* o longo trabalho de parto, quando verdadeiramente vivenciado, passa tão rápido que até dá vontade de voltar no tempo;

* as dores são suportáveis se sentidas a cada contração (e não pensando nas 12h de trabalho de parto)… vivenciá-las uma a uma, eis o segredo!

* ao ser questionada sobre as dores, respondo que tive um parto atípico: senti muitas dores, mas tenho a consciência de que eram decorrentes de outros fatores (cóccix e costas). As contrações? Expulsão? Dessas tenho até saudades!

* a dor da expulsão, que realmente me assustava, foi mínima! O corpo é sábio… banhado em ocitocina torna esse momento mágico!

* quando mesmo posso encomendar o segundo baby e repetir a dose??

 

UM ADENDO: li em diversos lugares a informação de que a dor do parto normal é equivalente a dor de 20 ossos quebrando ao mesmo tempo – balela!!

Deixo o registro de que quebrar o cóccix dói muitoooo mais que ter um filho! 😉

 

 

As melhores férias da minha vida…

Sempre que leio blogs  eles estão sem atualizações o motivo é o mesmo: férias!
Sendo assim, passo aqui rapidinho para dizer que estou nas melhores férias da minha vida: cuidando do meu pequenino Pedro!

Hoje nem tão pequenino assim, uma vez que o rapazinho já completou 2 meses no último dia 19.

Estou preparando um post relatando o meu parto, que como desejado, foi natural! Em breve… tá saindo do forno.

Por enquanto deixo para vocês uma mini sequência de fotinhos do meu príncipe… cuidado para não babar no seu teclado! 😉

* Fechando com chave de ouro esse período maravilhoso da minha vida! Adorei minha gestação… mas nada melhor que ter o Pedro nos braços!

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* Pedro decidindo se autorizava ou não a postagem da foto dele aqui no blog… foi difícil, mas ele deixou!

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* Sendo torturado pela mamãe na sessão diária “mordidinhas de amor”

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* Deixando o papai emocionado!

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Barriguinha, barriga, barrigão!

POST ESCRITO NO DIA 18/07/2013 – UM DIA ANTES DA CHEGADA DO NOSSO PEDRO!

 

Enfim estamos chegando no final da nossa gestação!

Ando um pouco confusa com meus sentimentos… uma mistura de vontade de que o Pedro nasça – para que eu possa ver seu rostinho, pegá-lo nos meus braços, rir, chorar e vivenciar tudo o que sempre sonhei sobre o capítulo da minha vida “ser mãe” – com uma vontade de que a minha gestação não acabe.

Sempre escutei minha mãe e minha irmã falando que no final da gestação deu uma tristeza nelas… elas falavam que era pelo fato do bebê sair da barriga, ser entregue ao mundo, não ser “só teu, ali na tua barriga”… talvez seja um pouquinho disso que esu esteja sentindo!

Estes dias, conversando com o Cris sobre como esses nove meses passaram rápido, falei para ele “eu sempre quis estar grávida, e agora passou tão rápido!”. E é verdade! Desde a minha adolescência, planejava ter filhos cedo e já me imaginava com um barrigão… acho que quase todos da minha família e meus amigos mais próximos me viram alguma vez forçando a barriga e me imaginando grávida! E agora que esse momento chegou… passou tão rápido!!

Foram 9 meses muito bem vividos, não posso reclamar!

Apesar da saudade da família e dos amigos, e da vontade de partilhar mais de perto esse momento único com as pessoas que amamos, o fato de estarmos longe fez com que eu e o Cris nos uníssemos ainda mais e vivenciássemos juntos cada segundo da nossa gravidez.

Meu maridão (e não tem como não chamá-lo de outra forma, pois ele foi maravilhoso, sempre) esteve presente em todos os momentos: nas consultas ao obstetra, nas consultas à sage-femme, nas compras das roupinhas, na procura por berço, fazendo as fotos da evolução da barriga, fazendo fotos nas ruas de Grenoble, sempre preocupado perguntando se estava tudo bem comigo e com o Pedro, etc.

Nestes últimos dias, percebo que nós dois estamos mais emotivos! Conversamos muito imaginando como será a nossa vida com o Pedro, imaginando cada fase dele. Às vezes o papai fica olhando pra barriga, sem falar nada, com um leve sorriso no rosto… outras vezes, fica conversando com o Pedro e acariciando a barriga (como se eu não estivesse ali) num momento só dos dois!

Apesar de lermos que no final o bebê mexe menos, devido a falta de espaço, o nosso gurizão não para, especialmente à noite. O que me emociona mesmo é quando ele começa a mexer quando o Cris chega em casa e começa a conversar… nítido sinal de que reconhece a voz do seu papai!!

Minha barriga está enorme, e eu não canço de acariciá-la… segundo o Cris, não fico nenhum minutinho sem passar a mão nela. 😉

O meu peso quase não se alterou… especialmente no último mês, que em geral a gestante ganha até 500g por semana, eu não aumentei nadinha. Graças a Deus o Pedro, ao contrário, ganhou peso normalmente, o que me permite ficar tranquila. O fato é que tenho me dedicado muito às caminhadas e ao pilates, e assim consegui aumentar até então em torno de 9 quilos.

Abaixo segue a nossa sequência de fotos da barriga, mostrando a evolução de toda a gestação!!

38semanasEstou muito feliz com a minha gestação… foi um período maravilhoso, encantador, que jamais será apagado da minha memória e do meu coração! Agora é esperar a chegada do nosso pequeno príncipe e viver cada momento com muita intensidade!

 

Massagem – como ajudar a aliviar as dores da gestante!

POST ESCRITO NO DIA 18/07/2013 – UM DIA ANTES DA CHEGADA DO NOSSO PEQUENO PEDRO!

 

Está chegando a hora!! Começo a perceber que o momento está próximo quando recebo o primeiro desejo de “bom parto, que tudo ocorra bem!” ao me despedir de uma amiga que iria sair de férias… frio da barriga! Logo depois, ao verificar os dias agendados com a sage-femme, me deparo apenas com mais UM encontro?! É… tá chegando a hora de conhecer a carinha do nosso pequeno Pedro! Mas confesso que não me sinto ansiosa! Ahh essa é a pergunta campeã da atualidade… estou esperando, uma ansiedade boa poderia dizer, mas nada de nervosismo até agora! Eu e o Cris nos sentimos bem preparados para a chegada do Pedro, estudamos bastante, conversamos muito um com o outro, ele foi super dedicado me acompanhando em TODAS (sem faltar nenhuma mesmo) as consultas com o obstetra e a sage-femme, e nada mais natural que chegar o grande dia!   Bem, mas antes ainda tem esse relato do nosso último encontro com a sage-femme, um assunto delicioso e que eu amoooo: massagem! Confesso que a expectativa para esse encontro foi grande, afinal, quem não quer receber uma massagem?

Bem, inicialmente usamos mais da metade da consulta para tirar nossas dúvidas a respeito de tudo o que já tínhamos escutado nos nossos encontros e mesmo de nossos estudos. Super produtivo e importante, afinal a hora está chegando!

Num segundo momento chegou a hora da massagem: não sei se pelo fato de eu ser esteticista e trabalhar com massagem, já tendo atendido gestantes, estudado na faculdade massagem para gestante ou lido muito a respeito, ou ainda tudo isso junto (bem provável), mas saí um pouco frustrada desse encontro. O Cris também teve essa sensação, talvez por ser esposo de esteticista e até já ter feito algumas manobras de massagem em mim, mesmo antes da gestação (que maridão, não é?!).

Bem, o fato é que a massagem foi super simples. Desta forma decidi passar aqui algumas dicas de posicionamento e movimentos que são eficazes para o alívio da dor nas costas, que é a região mais sobrecarregada no período gestacional. Essas dicas são uma mistura do que a sage-femme nos passou e do que costumo aplicar nas minhas massagens.

* posicionamento da gestante: pode ficar deitada de lado (o ideal é colocar um travesseiro ou uma almofada de amamentação entre as pernas para alinhar a coluna, e um travesseiro que preencha o espaço entre o pescoço e o ombro) ou sentada na cadeira invertida ou na bola suíça apoiando a cabeça e os braços na maca/mesa/cama alta, mais ou menos como nas fotos abaixo.

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* musculatura a ser trabalhada: a musculatura que é mais exigida durante a gestação, devido a alteração do centro da gravidade da gestante, é a musculatura das costas, desde a região lombar até a cervical. Como o centro de gravidade é deslocado para frente, o corpo automaticamente força a musculatura das costas para que a gestante não caia para frente, sendo essa contração inconsciente.

No meu caso que adotei a mesma posição de dormir desde o princípio da gestação (de lado e para o lado esquerdo), as dores se concentram num mesmo local, musculatura ao lado da coluna mas especialmente do lado esquerdo e trapézio esquerdo.

No desenho abaixo temos duas linhas (em vermelho) que na medicina ocidental correspondem aos meridianos. A primeira, mais central, fica bem ao lado da coluna vertebral, enquanto a segunda fica do lado interno da escápula. Estas duas linhas (da nuca até a base da coluna) podem servir de base para a massagem nas costas da gestante. Importante lembrar que ao massagear essas linhas não devemos massagear a parte óssea (coluna e escápulas), apenas a musculatura.

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Nas fotos abaixo os polegares das massagistas estão posicionados nestas linhas referidas; perceba que na segunda foto a linha é menos central.

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* inicialmente, antes mesmo de passar qualquer produto, massagear todas as costas com uma bolinha (borracha ou de tênis), com o objetivo de soltar a região.

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* passar um creme ou óleo na região das costas – o ideal é que seja um óleo especial para massagem (passar sem exagero, o suficiente para deslisar), pois com o creme é necessário ficar repassando devido a absorção do mesmo;

* movimentos a serem feitos: na verdade qualquer manobra que movimente a musculatura vai ajudar, pois vai mobilizar e soltar a região que está sempre contraída. porém há algumas clássicas:

– na musculatura que fica ao lado da coluna vertebral, fazer os seguintes movimentos, nos dois sentidos (de baixo para cima e o inverso): círculos com os polegares, deslisamento com os polegares, pressão com os polegares.

– repetir os movimentos na linha que fica ao lado das escápulas (linha menos central).

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Pressão com os polegares

– massagear ao redor da escápula (e não em cima dela). É muito bom se conseguires massagear por baixo da escápula, erguendo-a um pouco e até mesmo mexendo (mobilizando) um pouco essa estrutura óssea (facilitará se você apoiar  com a mão que não está massageando no ombro, fazendo uma leve força contrária). imagem7 – com uma mão por cima da outra, massagear toda a lateral das costas em movimentos circulares e amplos, com a parte mais gordinha da palma da mão (reparar na foto abaixo). Caso a gestante esteja deitada de lado, o ideal é fazeres este movimento na região da coluna para cima e depois a gestante vira de lado para receber do outro lado das costas.

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 – para finalizar, com a gestante sentada, massagear a região do trapézio e pescoço. Nesta região é comum as pessoas fazerem uma espécie de “amassamento” (aquela massagem clássica que todo mundo faz nesta região) –> aconselho que seja realizado apenas o deslisamento com os polegares ou com a lateral da mão, da região do pescoço, passando pelo trapézio até os ombros, pois é uma região muito dolorida, e caso o amassamento não seja bem feito, pode causar forte dores.

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Com os polegares…

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…com a lateral das mãos

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Sentido da massagem

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como NÃO fazer (exceto se for profissional)

 

OBS.: muitas fotos deste post foram retiradas do google. Assim, caso o(a) autor(a) das mesmas desejem que eu as retire do blog, basta entrar em contato comigo pelo email abpetry@gmail.com

Você sabe como respirar durante o trabalho de parto?

No nosso sétimo encontro com a sage-femme aprendemos sobre a RESPIRAÇÃO. Ela nos explicou o porquê da importância de bem respirar, sendo os objetivos a boa oxigenação do bebê, e também a concentração no momento da contração no ato de respirar, o que fará com que não se perca o foco e acabe por dar uma atenção maior que a necessária para a dor. Ou seja, prestando atenção no ato de respirar durante a contração e dedicando-se totalmente a isso, a dor tende a não tomar uma proporção maior que a real.

No post do primeiro encontro com a sage-femme escrevi o seguinte:

“(…)ficou claro que o ideal é desligar do mundo e estar o máximo possível relaxada, sem preocupações… conhecer o que virá pela frente apenas para aceitar o trabalho de parto, as contrações e a dor, passando por cada contração com tranquilidade. Respirar, respirar, respirar!

É possível? Diferentemente do que a maioria das pessoas imagina, o trabalho de parto não é todo ele dolorido. Apesar de poder durar horas e horas (e isso também varia conforme a natureza de cada mulher, mas em média umas 10 horas – 1h para cada centímetro de dilatação), as contrações ocorrem, quando no trabalho de parto chamado ativo, a cada 5 minutos, e com duração de 60 a 90 segundos.

Bem, pensando nestes números, temos que a cada 1 minuto de dores, terei 4 de total ausência de dor! Pensando assim, fica mais fácil aceitar o momento e respirar, buscando a calma e a tranquilidade para mais 1 minutinho, e mais um… um após o outro.”

Então, vamos aprender como respirar neste momento tão dolorido mas igualmente especial.

Entre as contrações, a respiração deve ser a mais normal possível! Neste momento o útero encontra-se relaxado e o corpo descansa, buscando energia para a próxima contração. Não há desconfortos nesta etapa, por isso é importante a respiração normal da gestante.

Mas como é a sua respiração? Normal? A minha, por exemplo, não é nada do que podemos chamar de “normal”, respiro pela boca na maior parte do tempo e tenho uma respiração essencialmente abdominal. Pois é, cada pessoa tem o seu modo de respirar, e é importante conhecer o seu!

Durante as contrações, apesar de um pouco diferente, a respiração é muito simples de ser realizada. E tinha que ser assim, afinal, estar com dores e fazer algo complexo seria pedir demais né?!

Então em cada contração o que devemos fazer é inspirar lentamente, preferencialmente pelo nariz, sentindo o ar entrar no corpo e encher primeiro o abdômen e logo após os pulmões. Quando isso ocorrer, nosso abdômen e o tórax vão inflar (as costelas se afastam), e por fim os ombros vão se elevar. Após, expirar lentamente pela boca, fazendo um biquinho (como se estivesse soprando uma vela) para que o ar saia bem devagar – neste momento tórax e abdômen murcham.

Cada pessoa te o seu ritmo, mas é importante que faça a respiração lentamente e, preferencialmente que o tempo de inspiração seja o mesmo que levamos para expirar, podendo até contar.

No encontro, fizemos uma simulação do tempo das contrações. A sage-femme marcava no relógio 4 minutos de respiração normal, e após 1 minuto fazendo essa respiração, imaginando a contração. Após algumas repetições, ela passou a diminuir gradualmente o tempo entre as contrações, para 3 minutos, 2 minutos e enfim um minuto, mantendo a duração de 1 minuto para cada contração.

No meu caso, por exemplo, eu conseguia fazer umas 4 respirações completas em 1 minuto. Passava rapidinho… e isso foi muito bom para que eu pudesse perceber que é possível aguentar a dor, além de notar que o tempo que ficamos sem contração é essencial para uma boa recuperação para a próxima contração.

Uma coisa muito importante é treinar a respiração! E uma ótima hora para treinar é quando estamos tendo as contrações de treinamento (aquelas que vem antes do trabalho de parto, e são irregulares e indolores – no meu caso começaram mais ou menos com 34 ou 35 semanas, mas conheço mulheres que tinham desde a metade da gestação).

Para mim, que normalmente respiro com o abdômen e pela boca, foi muito difícil essa respiração, sendo essencial o treinamento. Meu tórax não enchia muito de ar, não sentia ele inflar, além de sentir que inspirando pelo nariz não entrava ar suficiente… mas passei a repetir a respiração durante as contrações de treinamento, e mesmo nos momentos que estava descansando, deitada no sofá, por exemplo, e hoje posso dizer que melhorei muito! Hoje percebo claramente o tórax inflando e sinto que recebo mais ar, e sei que isso beneficiará a mim e ao Pedro no seu nascimento.

Por fim, na nossa simulação veio a hora da expulsão do bebê. Nesta hora certamente terá alguém da equipe médica orientando a gestante a como proceder, avisando quando segurar o ar e fazer força, especialmente se a mamãe recebeu uma peridural (pois neste caso não estará sentindo as contrações).

Neste momento a respiração deve ser igual a descrita acima, realizada durante as contrações, com um pequeno intervalo entre a inspiração e a expiração, onde seguramos o ar, por aproximadamente 7 segundos, e fazemos força para a expulsão do bebê. Essa força é a mesma de quando vamos ao banheiro. Repetimos até que a contração termine.

OBSERVAÇÃO: li em diversos lugares outra respiração que deve ser feita na fase de expulsão, informando que ao segurarmos o ar e fazermos força com o abdômen o bebê sobe, ao contrário do que queremos neste momento, que ele desça.

Podemos fazer a experiência colocando a mão sobre o abdômen e sentindo que realmente a tendência é que o bebê suba se fizermos força abdominal da maneira descrita.

Assim, a outra forma de respirar na fase de expulsão é expirar profundamente usando os pulmões e o diafragma para empurrar o bebê para baixo, sendo possível sentir que a barriga realmente desce.

 

Neste encontro fizemos as simulações, eu e o Cris. Inicialmente parece estranho o papai fazer os exercícios de respiração… para que? Porém, é essencial que ele também tenha conhecimento sobre os tipos de respiração, pois desta forma será muito mais fácil perceber se estivermos respirando de modo errado ou mesmo “esquecendo” de respirar durante o trabalho de parto. Poderá assim ajudar orientando a respiração e até fazendo junto, ajudando e vivenciando esse momento único!

Uma delícia de encontro – Sage-femme…

Super relaxante… assim poderia definir o nosso sexto encontro com a sage-femme!!

O assunto: posições e técnicas para aliviar a dor no trabalho de parto!

Essas posições servem para tornar o trabalho de parto mais rápido e menos dolorido. Ficar deitada na cama é a pior coisa a fazer durante esses momentos, eis que dificulta a descida do bebê, além de pressionar o cóccix contra a cama, não permitindo a mobilidade natural e necessária que ele necessita para a passagem do bebê!

Esse encontro foi bem prático, e eu ganhei muitas massagens e pude até relaxar um pouquinho… adorei!

Abaixo seguem as fotos com as explicações de algumas posições que aprendemos:

1) Pressão sobre o cóccix com a palma da mão (em qualquer sentido, como mostram as fotos). Diminui a dor que a gestante pode estar sentindo nesta região.

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2) Pressionar com os polegares ao lado do cóccix. Mesmo objetivo!

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3) Apertar com os polegares a musculatura que fica ao lado da coluna vertebral, de cima a baixo (meridiano da bexiga). Relaxa muito, pois essa musculatura é muito exigida desde o momento em que a barriga cresce. É o local onde tenho mais dores, especialmente à noite!

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4) Massagear as costas com uma bolinha de tênis. Nem preciso falar o quanto é relaxante e bom (pelo mesmo motivo descrito acima)… é só olhar a minha cara de felicidade na foto! 😉

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5) Posições para alongar as costas!

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Pobre marido…

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movimentando-se na bola suíça

6) Posição para descansar… para aliviar a pressão sobre as costas e sobre o cóccix, o ideal é colocar uma pequena almofada ou travesseiro fino levantando um pouco o quadril (foto 2).

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7) Pontos de acupuntura no pé (na parte de trás e na da frente) –> estimulam as contrações e ajudam na dilatação do colo do útero. Serve para ajudar nos casos do trabalho de parto estar lento.

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8) Pontos para aumentar a tolerância a dor. Abaixo dos maléolos (ossos do tornozelo). Apertar preferencialmente nos dois pés ao mesmo tempo e durante as contrações. Caso a gestante não tolere a dor, fazer entre as contrações.

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Importante o papel do pai neste momento né? Além de um suporte emocional, ele realmente pode fazer algo de concreto para ajudar neste momento tão dolorido. Contudo precisa estar ciente da sua ação, não sendo “necessário” questionar a gestante se ela “quer” que faça a massagem ou que aperte algum ponto, uma vez que está com dores e certamente dirá que não, com receio de que a dor piore. A orientação é no sentido de fazer o que estiver ao seu alcance (sem perguntar), parando caso a gestante peça ou relate piora.

Neste encontro foi o que aprendemos… mas haverá mais um sobre massagens!! Aguardo ansiosa!