Archive | setembro 2012

Voltando à adolescência

Boa noite galera!
Hoje estamos embarcando numa “indiada das antigas”, como diz o Cris… ir de bus daqui a Munique, para a October, 10hs de viagem no sistema bate-e-volta. Enche a cara no bus durante a viagem noturna, passa o dia na october e volta de bus na outra noite…

Aguardem notícias…

Foi o 20 de Setembro, o precursor da liberdade

Hoje é o nosso dia… dia do gaúcho, dia de revivermos nossa história e firmarmos nossas tradições! É dia de nos unirmos e demonstrarmos o respeito que temos por nossos antecedentes e o amor pelo Estado!

Depois de morar fora do RS, percebi que não há nada de mais belo que esse amor incondicional que os gaúchos possuem pelo Rio Grande, pois muitas pessoas que por vezes me chamavam de “Aline/Alice no País das Maravilhas”, fazendo uma alusão à história infantil e ao Rio Grande do Sul, que não canso de chamar de “Meu País”, me perguntavam o que tinha o Estado de tão belo…

A Serra Gaúcha? Sim… belíssima (ainda mais sendo minha terra natal)! Porto Alegre? Sem dúvidas, uma cidade em que pensamos em morar definitivamente, agitada na medida e muito bonita! Praias? hehehe… desconverso… o Cristiano responde que temos o Balneário de Floripa 😉

Foi então que percebemos que a beleza dessa terra e desse povo não está ao alcance dos olhos, mas ao alcance do coração! O que nos faz um povo tão apaixonado é a acolhida calorosa, o abraço apertado, o sorriso farto e fácil! O Chimarrão que passa de mão em mão, o churrasco que reúne gerações, a música que traz consigo um poema, a dança com troca de olhares…

Sim, são essas coisas do coração, essas que me dão um nó na garganta neste momento, por estar aqui, na França, neste País tão desejado e sonhado por tantos, mas que não tem esse encanto mágico do Rio Grande!

Hoje, especialmente hoje, queria estar no Meu Rio Grande, no Meu País!

Queria estar reunida com a família, com os amigos, tomando chimarrão enquanto o churrasco de apronta… no espeto, claro! Ouvindo música com letra de verdade, que canta a vida farta e boa que temos no Rio Grande! Queria estar admirando as danças gaúchas, com os olhos marejados de lágrimas de tanta felicidade! Comer cuca e jogar canastra… esse é o vinte de setembro que eu queria!

Mas estou aqui, acompanhando de longe os festejos, tomando chimarrão enquanto escrevo, olhando as fotos e comemorando… porque essa data deve ser festejada sempre, onde quer que estejamos! 😉

 

Abaixo seguem um texto publicado há tempos no Jornal O Estado de São Paulo, de Luciano Pires, que eu gosto muito… divido com vocês:

 

DE ONDE VIRÁ O GRITO?

“Você também é mais um (ou uma)
dos que preenchem seu tempo com ressentimentos
passivos? Conhece gente assim? Pois é. O Brasil tem
milhões de brasileiros que gastam sua energia
distribuindo ressentimentos passivos.

Olham o escândalo na televisão e exclamam “que
horror”. Sabem do roubo do político e falam “que
vergonha”. Vêem a fila de aposentados ao sol e
comentam “que absurdo “. Assistem a uma quase
pornografia no programa dominical de televisão e dizem
“que baixaria”. Assustam-se com os ataques dos
criminosos e choram “que medo”. E pronto!
Pois acho que precisamos de uma transição “neste país”.
Do ressentimento passivo à participação ativa.

Pois recentemente estive em Porto Alegre, onde pude
apreciar atitudes com as quais não estou acostumado,
paulista/paulistano que sou. Um regionalismo que
simplesmente não existe na São Paulo que, sendo de
todos, não é de ninguém.

No Rio Grande do Sul, palestrando num evento do
Sindirádio, uma surpresa.

Abriram com o Hino Nacional. Todos em pé, cantando. Em
seguida, o apresentador anunciou o Hino do Estado do
Rio Grande do Sul. Fiquei curioso. Como seria o hino?
Começa a tocar e, para minha surpresa, todo mundo
cantando a letra!

“Como a aurora precursora / do farol da divindade, /
foi o vinte de setembro / o precursor da liberdade”

Em seguida um casal, sentado do meu lado, prepara um
chimarrão. Com garrafa de água quente e tudo. E
oferece aos que estão em volta. Durante o evento, a
cuia passa de mão em mão, até para mim eles oferecem.
E eu fico pasmo. Todos colocando a boca na bomba,
mesmo pessoas que não se conhecem. Aquilo cria um
espírito de comunidade ao qual eu, paulista, não estou
acostumado.

Desde que saí de Bauru, nos anos setenta, não sei mais
o que é “comunidade”.

Fiquei imaginando quem é que sabe cantar o hino de São
Paulo. Aliás, você sabia que São Paulo tem hino? Pois
é… Foi então que me deu um estalo.

Sabe como é que os “ressentimentos passivos” se
transformarão em participação ativa? De onde virá o
grito de “basta” contra os escândalos, a corrupção e o
deboche que tomaram conta do Brasil? De São Paulo é
que não será. Esse grito exige consciência coletiva,
algo que há muito não existe em São Paulo. Os
paulistas perderam a capacidade de mobilização. Não
têm mais interesse por sair às ruas contra a
corrupção. São Paulo é um grande campo de refugiados,
sem personalidade, sem cultura própria, sem “liga”.

Cada um por si e o todo que se dane. E isso é até
compreensível numa cidade com 12 milhões de
habitantes.

Penso que o grito – se vier – só poderá partir das
comunidades que ainda têm essa “liga”. A mesma que eu
vi em Porto Alegre. Algo me diz que mais uma vez os
gaúchos é que levantarão a bandeira. Que buscarão em
suas raízes a indignação que não se encontra mais em
São Paulo.

Que venham, pois.. Com orgulho me juntarei a eles.

De minha parte, eu acrescentaria, ainda:

“…Sirvam nossas façanhas, de modelo a toda terra…”

 

É… tenho sim muito orgulho de ser gaúcha, bato no peito e não me incomodo quando dizem que sou bairrista… gosto de ser a “Aline no País das Maravilhas”… no Rio Grande do Sul é assim mesmo, tudo maravilhoso!

 

Uma bagual para todos!

Ao Flávio Ramos, em especial, um beijo carinho e felicidades pelo aniversário, muita saúde, alegrias e realizações na tua vida, pois és merecedor!!

A todos deixo o meu abraço apertado e desejo que a roda de chimarrão não se acabe!

Feliz dia do gaúcho gurizada!

 

 

Qual o próximo destino??

Alguém tem uma idéia do assunto do próximo post?

A dica está na foto: saímos em busca de algo que nunca vi pessoalmente, e que desejo muito encontrar em breve!

Façam suas apostas! 😉

…aguardem…

Marseille

No último final de semana resolvemos ir para a praia, pois a previsão do tempo anunciava chuva para o próximo. Assim, alugamos um carro e nos tocamos para o litoral!

O destino escolhido foi Marseille, cidade mais antiga da França que fica no litoral, na costa mediterrânea. É a segunda maior cidade francesa, sendo a terceira maior região metropolitana.

A cidade é muito bonita, com prédios antigos, não muito altos, na grande maioria. Mas o que mais chama a atenção é o litoral, muito diferente do que temos no Brasil, formado por paredões de calcário que se adentram ao mar.

Na foto abaixo podemos ter uma idéia desse litoral que mistura área urbana com a beleza natural das rochas e do mar azul.

 

As Calanques, que no conceito de Rachel Verano (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/viajar-bem-barato/contra-a-afetacao-da-cote-dazur-calanques-em-cassis/ – pq copiar é crime, hehe) são “pequenos braços de mar que recortam o litoral ladeados por falésias calcárias e formam prainhas de sonho”. Para mim uma descrição perfeita!

Nos afastando um pouquinho do centro da cidade chegamos nas primeiras Calanques, na divisa com a Ile Maïre. A vista da água azul com um paredão branco na frente é maravilhosa! Esses paredões podem chegar a 500m de altura.

ao fundo a “Ile Maïre”

Ao final do nosso primeiro dia em Marseille, fomos ver o pôr-do-sol na praia, um momento incrível!

Porque a vida vale muito a pena…

…ao lado de quem amamos…

…ou lembrando de quem amamos!!

A noite, jantinha num bar escolhido pelo Cris! 😉 Janta boa, ambiente gostoso e ceva… muito boa!

O Cris estava realizado nesse bar!

 Nosso domingo foi dedicado as Calanques, pois há uma área extensa dessa formação, de cerca de 20 km entre as cidades de Marseille e Cassis, área verde do mapa abaixo. Neste mapa dá para ver os dois locais que visitamos de perto: Ile de Maïre e Calanque de Sormiou.

Mapa das Calanques

Para conhecermos todas, precisamos fazer uma caminhada de aproximadamente 11h (em ritmo bom de caminhada) ou comprar um passeio de barco, que infelizmente nesta época do ano não permite um mergulho durante o passeio. Escolhemos a segunda opção, devido a falta de tempo e de preparo (precisaríamos estar bem equipados para fazer as trilhas).

No início do passeio, já passamos próximo ao Castelo de If, que é uma antiga prisão situada numa ilha. Essa prisão ficou famosa no romance “O Conde de Monte Cristo” de Alexandre Dumas.

Castelo de If, onde ocorreram as filmagens de “O Conde de Monte Cristo”

Entradas do Mar Mediterrâneo, formando as Calanques

Sol dando um colorido especial ao passeio

 Na parte da tarde, decidimos visitar uma praia, na Calanque Sormiou. Para isso caminhamos por aproximadamente 30 minutos em uma trilha. Ficamos impressionados com a disposição dos franceses em realizar esse tipo de passeio, encontramos pais com filhos nas costas e crianças correndo e brincando pelo caminho, deixando-nos com vergonha do nosso cansaço 😉

Avistando a Calanque de Sormiou

Após um banho refrescante

Na trilha, muito bom!!

Ao final do dia, o local para curtir o pôr-do-sol foi a Basílica de Notre Dame de la Garde, a principal Basílica da cidade que fica a 149 metros de altitude, onde tivemos uma bela vista da cidade, encerrando com chave de ouro nosso passeio!

Foto especial para a mãe-sogra D. Luiza… lembramos com carinho de ti!

Admirando a vista, curtindo o momento!

uma pausa…

Oi pessoal, estou começando a fazer mais um post, mas resolvi deixar esse recadinho aqui para saberem que não abandonamos o blog. Estamos super atarefados com o curso de francês (e o Cris ainda tem o trabalho) e estudando muito para conseguir acompanhar, e por isso não tivemos muito tempo sentar e escrever para vocês. Mas ainda esta semana colocarei um post sobre Marseille, uma cidade com belezas naturais incríveis que vocês poderão ver nas fotos.

Beiinhos e até breve

Aline

Vista de Marsellhe, da Catedral Notre Dame

Ahhh… o verão!!

Oi Galera

Sempre que conversamos com alguém sobre os primeiros dias aqui na França, duas perguntas são feitas… sobre o tempo e sobre a comida.

Hoje decidi falar um pouco sobre o clima daqui de Grenoble e da região.

Grenoble é rodeada de montanhas e por esse motivo o inverno é bastante rigoroso e o clima no verão é muito abafado, quando as temperaturas chegam a quase 40°C. Alguém conhece uma cidade assim aí no Brasil? Pois é… clima muito parecido com o de Santa Maria!!

O filósofo Stendhal dizia que “em Grenoble no fim de cada rua existe uma montanha”, e essa é a realidade da cidade, o que influencia muito no seu clima.

Quando chegamos aqui, pegamos a chamada “onde de calor”, e tivemos uns 10 dias muito quentes, com temperaturas em torno dos 40 graus. Foi realmente difícil sair do inverno gaúcho e vir para o auge do verão europeu, mas a gente foi se adaptando…

Aqui, no verão, o programa dos franceses que não moram no litoral é ir para os lagos. Esses lagos são lindos, ficam no meio das montanhas, e, em geral, são formados pelo degelo. Então a paisagem é linda, como vocês podem ver no link das fotos acima.

Neste dia das fotos fomos para o Lago Petitchete, passar o dia conversando, admirando a paisagem e provando baguete, queijo e vinho! Ah, aqui os passeios são feitos com uma “lancheirinha” junto 😉

Encontramos outros  brasileiros indo para o lago, e passamos o dia juntos! Sim, somos um imã de brasileiros! Hehehe!

Ao lado, tinha outro lago que já visitamos, o Laffrey, também com paisagens bonitas, mas um pouco mais tumultuado pelas pessoas que iam praticar o windsurf.

No dia seguinte ao passeio no lago as temperaturas já começaram a baixar… e na semana seguinte tivemos 13 graus aqui em Grenoble.

Para a surpresa de todos, daqui da nossa sacada, conseguimos avistar neve nas montanhas! Essa neve era esperada somente para final de outubro, sendo notícia na TV e animando os turistas que conseguiram aproveitar o calor do verão europeu e a neve em uma mesma época!

A foto abaixo é da nossa vista daqui de casa!!

Ao fundo, as montanhas com neve

Claro que agora, como ainda é verão, o friozinho inesperado está passando, voltando as temperaturas de 18 a 26 graus nos próximos dias!

Então… vamos aproveitar o verão!!

À Bientôt!!

Segurança… o grande diferencial

Bonjour mes amis (Bom dia amigos)

Hoje quero falar de uma coisa que realmente faz diferença no dia-a-dia, a segurança!

Logo nos primeiro dias eu e o Cris já percebemos que, o que ouvimos falar sempre de amigos que moram fora do Brasil é realmente verdade… se segurança é o grande diferencial na qualidade de vida de uma cidade. Aqui em Grenoble podemos andar nas ruas com tranquilidade, independente do horário, sem o medo de sermos abordados por alguém a cada 10 passos.

É claro, que como em todos os lugares, não dá pra andar sem “nenhum cuidado”, deixar a mochila na mesa sem ninguém e se servir num restaurante, deixar a bicicleta sem cadeado, pois aí passa de tranquilidade para “dar chance para o azar”!

O que o pessoal daqui fala, é que tens uns imigrantes árabes que vem para cá e formam as suas  “comunidades” em alguns bairros mais afastados (que o pesoal não indica morar) e ficam nas esquinas, e que por vezes abordam as pessoas para pegar o dinheiro, o celular… mas que jamais irão te machucar, pois o que realmente querem são os pertences. Mas dizem… pois até hoje ninguém sabe de outra pessoa que foi assaltada… é um recado/alerta, mas a gente se cuida, claro!!

Nós andamos muito aqui… vamos para o mercado, para bares, tudo a pé! E como não poderia deixar de ser, voltamos também da mesma forma… por vezes após a 1h da manhã, horário em que o tram (trem que percorre a cidade) já encerrou os trabalhos, e que o pessoal vai para casa de carro (para quem tem), de bicicleta ou a pé, como nós! E tudo sem nenhum problema! Isso realmente faz muita diferença!

Mas para terem uma noção de como as coisas funcionam aqui em relação a segurança, tiramos uma foto e uma das coisas que estranhamos aqui… o caixa eletrônico!

O caixa eletrônico é assim mesmo, na calçada, sem nenhuma cabine, fora do banco! No início é muito estranho… sacar dinheiro com uma pessoa sentada no chão ao lado do caixa? Sim… é possível!

Au revoir!