Archive | novembro 2012

Veneza do Norte

Bruges é uma pequena cidade que fica a quase 100Km de Bruxelas, com aproximadamente 120 mil habitantes.
Devido aos seus canais, é conhecida como a “Veneza do Norte”. Estamos conhecendo as Venezas da Europa (a Veneza da França aqui: Aneccy), tomara que a gente conheça também e verdadeira Veneza 😉

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Canais de Bruges

Mas também é conhecida como “a cidade esquecida pelo tempo” ou a “cidade do romance”, sendo inclusive indicada por um amigo pelo fato de ser uma cidade perfeita para se ir a dois… sendo assim, entrou para nossa programação!

Suas primeiras construções foram realizadas por Julio Cézar, no século Ia.C., com o objetivo de proteger a costa dos piratas. Legal né? Acho que é a primeira vez que escuto uma história em que os piratas são reais… Mas não para por aí: no século IX, a invasão dos Vikings obrigou que essas fortificações fossem reforçadas.
Visitando as cidades fica bem mais intressante estudar história!! #ficaadica
No século XII Bruges foi uma grande potência comercial, devido a sua indústria de lã e tecidos, sendo o seu porto a principal conexão com o comércio mediterrâneo. Assim, Bruges teve sua época de prosperidade econômica, sendo inclusive o centro financeiro mais rico dos Países Baixos até 1500.
Contudo, neste ano, os canais de Bruges se fecharam com o lodo comum da região, e ela foi ficando atrasada. 🙁
No século XIX tornou-se um forte destino turístico, e apesar da reconstrução do porto da cidade, especialmente para atracar os submarinos alemães durante a segunda Guerra Mundial, o destino da cidade era viver do turismo… ainda bem! Pois sendo assim… lá vamos nós. 🙂

Essa viagem foi uma esticadinha do nosso final de semana prolongado em Bruxelas. Alugamos um carro e fomos, eu e o Cris, para Bruges no domingo. Segundo a Cibele, visitar a Bélgica e não conhecer Bruges é meio estranho, pois é o destino mais procurado do País.

Em 5 minutinhos de caminhada já me encantei pela cidade… ainda nem tínhamos chegado no centro e nos deparamos com a cena típica do outono. E eu, particularmente estou apaixonada por essa estação que nunca me chamou tanto a atenção. Aqui a paisagem muda a cada semana, com novas cores que vão dos diversos tons de verde, laranja, amarelo e vermelho. Pausa para fotos.

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Bruges, apesar de pequena, possui muitas Igrejas, e todas bonitas com suas construções grandiosas. Algumas mais famosas e visitadas, seja por abrigar a obra de Michelangelo “A Madona e a Criança” (sendo a única obra que saiu da Itália enquanto o artista era vivo), ou por conter um frasco com um pedaço de tecido com sangue de Cristo coagulado (esta estava fechada para visitas, infelizmente), mas todas muito grandiosas e encantadoras.

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Primeira Igreja visitada

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Monumento na rua, com a Igreja da Nossa Senhora ao fundo

Igreja Notre Dame

Igreja Notre Dame

Com a “Madonna e a Criança”

Obra de Michelangelo

Texto apresentando a obra: “la ‘Maddone à l’Enfant’ (1504-1505) de Michelangelo Buonarotti a été en marbre de Carrare. Primitivement destinée à l’autel de la cathédrale de Sienne, elle fut achetée pra la famille brugeoise Mouscron et offerte à l’eglise Notre-Dame.

Cette statue est une des rares oeuvres de Michelangelo qui ne soit pas restée en Italie.

On peut admirer la Vierge pensative qui tient l’Enfant nu sur ses genoux. Malgré l’exécution sévère, la statue émerveille et émeut.”

“A ‘Mãe e a criança’ (1504-1505) de Michelangelo Buonarroti era mármore de Carrara. Originalmente destinada ao altar da Catedral de Siena, foi comprada pela família Mouscron, de Bruges, que ofereceu a obra à igreja Notre Dame. Essa estátua é um dos poucos trabalhos de Michelangelo que não permanecem na Itália. Pode-se admirar a Virgem pensativa, segurando a criança nua entre seus joelhos. Apesar da execução forte, a estátua encantou e escandalizou”

 

O que me chamou muito a atenção foram as construções das casas com pequenas estátuas religiosas: santos, Nossa Senhora e até o Sagrado Coração de Jesus. Não teve como não lembrar carinhosamente da minha mãe.

Em Bruges encontramos turistas por todos os cantos, e não poderia ser diferente na principal praça, a Market Place, no centro histórico da cidade. Nela temos o Campanário, uma torre de 83 metros de altura onde subindo seus 366 degraus tem-se uma vista maravilhosa da cidade. Infelizmente chegamos no local com chuva, e passamos o exercício, pois a vista não seria tão encantadora.
Essa torre tem papel central no final do filme “In Bruges” (ainda não o vimos) sendo muito conhecida e fotografada por este motivo.

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Além do Campanário, a praça é muito bonita pela presença de casas que abrigam vários restaurantes e que possuem uma arquitetura típica da cidade. Claro que devidamente restauradas, mas mantendo os traços das contruções medievais, característica principal de Bruges.
O centro histórico, local que foi considerado Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO em 2000. O Campanário também é Patrimônio da Humanindade, no quesito (parece até escola de samba) “Campanários da Bélgica e França”.

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A cidade e repleta de lojas de souvenir (lembrancinhas da cidade), chocolates (tendo na cidade o Museu do chocolate, mas que não visitamos), rendas e cervejas.

Ainda neste momento estávamos desanimados pela ausência do sol e insistência da chuva… sendo assim, nada melhor do que visitar a famosa Beer Wall, uma parede onde parece ter todas as cervejas belgas.

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“Beer is proof that God love us and wants us to be happy” Benjamin Flanklin (1706 – 1790)

E a cerveja fazendo milagre… após esse passeio o tempo abriu, contrariando a previsão de chuva durante toda a tarde.

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com o sol, até um sorriso saiu 😉

Aproveitamos para visitar a “cidade” de Bruges, ou seja, sair um pouco dos pontos turísticos e conhecer suas ruas, sua arquitetura, seu dia-a-dia…  e este momento nos proporcionou uma das melhores partes do passeio.

Jardim de uma Igreja “não turística”

Jardim de uma casa

Por fim, passamos pelo Lago do Amor e visitamos o Jardim das Beguinas, que também é Patrimônio da Humanidade – pois é, 3 deles nesta pequenina cidade! As Beguinas eram mulheres que queriam viver uma vida retirada e dedicada à Deus, mas sem se ordenarem formalmente. Elas se uniam em pequenas comunidades que tinham o seguinte formato: casinhas protegidas por um muro e voltadas pra um jardim central, onde em geral havia uma igreja. O local é tranquilo e não pode ser fotografado. Nós respeitamos, ao contrário da grande maioria dos turistas lá presentes.

Finalizamos com uma passadinha na cervejaria local De Haalve Maan, que faz a cerveja  Brugse Zot.

a famosa “meia Lua”

Retornando para Bruxelas, fomos recepcionados pelos queridos Cibele, Rodrigo, Tia Diva e Heleninha com um delicioso Risoto de Champignons. Aliás, deixo aqui o nosso muito obrigado por todos o passeios, refeições preparadas com todo o cuidado e a atenção e o carinho de vocês!! Adoramos o final de semana prolongado!

Família reunida!

Passeio de domingo

Num domingo de sol, já raros nesta época do ano, resolvemos fazer mais um passeio aqui por perto.

Combinamos com duas amigas e partimos para um passeio dominical… Objetivo? Conhecer uma famosa gruta que fica próxima à Grenoble.

Passeio sem grandes expectativas no início, é bem verdade, pois para mim grutas são para serem visitadas no verão 😛

Primeira parada nos rendeu uma visita a uma pequena feirinha de rua. Nada de especial! Veio a frustração! Mas relaxei, afinal só de sair de casa, passear com o Cris e as amigas já estava bom!

:/

E seguimos viagem… e a coisa começou a ficar boa. Já na estrada a paisagem mudou, e nos deparamos com a cena abaixo, a estrada passando por dentro da montanha!

Por dentro da montanha

Logo mais, um riachinho nos acompanhava pelo caminho, além dos inúmeros penhascos… pausa para o registro:

Em uma das paradinhas, encontramos uma lindo local onde “deveria ter” um café… no meio do nada, esse local serviu de inspiração para um “chá imaginário” com as amigas!! Só nós mesmas!!

Nosso almoço foi na pequena cidade de Pont-en-Royan, famosa pelas suas casinhas de pedras e coloridas, encravadas na montanha, chamadas casas em suspensão! O Rio Drôme também é lindo, com águas límpidas, compõe um local digno de pintura.

Apenas para registrar, Pont-en-Royan é um pequeno vilarejo (com 2,9km² de área), com 917 habitantes, segundo o censo de 1999. Repararam??? 😮  É menor que a nossa querida São Martinho!!

casas suspensas

Com a barriga cheia após prato principal e sobremesa 😛 fomos para o ponto alto do dia: Grottes de Choranche.

Na chegada, o penhasco coberto por árvores amarelo-alaranjadas nos encantam…

Grottes de Choranche é uma gruta pré-histórica, com mais de 70.000 anos, descoberta tardiamente em 1875, devido a sua difícil localização, na base de um penhasco. Possuindo 60 metros de diâmetro e 18 de altura, vocês podem imaginar a surpresa dos moradores da cidade de Chorange que a descobriram… como pode uma gruta deste tamanho (32km) estar dentro da rocha?

Olhando o penhasco sobre nossas cabeças

Tudo isso dentro da montanha

Centenas de estalactites tubulares de 4mm de diâmetro formam uma das grandes maravilhas naturais da Europa, por muitos desconhecidos. São formados por um mecanismo natural e perfeito, e muito demorado, afinal para ter-se 5cm desse canudo, demora mais de 100 anos. Os desta caverna chegam a ter 3 metros!!

Cavernas como essa servem como moradas para animais estranhos como os “olms” (anfíbios), há 60 milhões de anos. Esse animais não tem cor e são cegos. Sendo os maiores animais das cavernas do mundo, são raríssimos, claro.

A segunda parte da caverna possui muita água corrente e luzes coloridas que dão um charme todo especial ao local.

Para fechar com chave de ouro, um show na caverna catedral, na parte superior da gruta (que tem como extensão total 32km – apenas 500m são visitados) descoberta em 1950, sua beleza é potencializada pelo show de luzes e som.

Caverna Catedral

Saindo deste belíssimo passeio, que superou todas as nossas expectativas, chega a hora de voltarmos para Grenoble. Antes um registro do Grupo nota dez desse passeio…

…Que venham outros!!

As garotas…

…com o Cris

 

 

 

 

Annecy

Uma pequena cidade que se localiza na região Rhône-Alpes (mesma região da nossa cidade) a 100km de Grenoble, entre as cidades de Chambery e Genéva, com aproximadamente 53 mil habitantes, Annecy é conhecida como a “Veneza Francesa” ou “Veneza dos Alpes”.

É uma cidade muito visitada pela sua beleza, e como é pertinho daqui, alugamos um carro, chamamos alguns amigos e… voilá!!

Chegando na cidade, nos primeiros 3 minutinhos de caminhada já nos encantamos pela paisagem… o Lago Annecy com montanhas ao fundo é cenário perfeito para uma foto.

Caminhando mais um pouquinho encontramos os famosos canais, todos com flores em suas floreiras, árvores na cor do outono, cisnes e patos, tudo enchendo os olhos da multidão de turistas do local.

Alguns canais desembocam no Lago de Annecy, um local encantador, com um gramado enorme onde as pessoas fazem seus pique-niques ou simplesmente se deitam para tomar um solzinho.

Os amigos

Um momento de encantar o coração

Adentrando nas pequenas ruas da cidade, no primeiro canal e mais visitado pelos turistas encontramos o Palais de l’Isle, uma casa construída em uma pequena ilha (sim, eu disse adentrando na cidade e tem uma pequena ilha), no século XII. 

Palais de l’Isle

Lado oposto ao Castelo

Fomos visitar o castelo de Annecy que foi residência dos Condes de Genebra (face a proximidade com a cidade) e dos duques de Genevois-nemours (senhores feudais), uma edificação que atualmente sedia um museu.

Château d’Annecy

Passeamos pelas ruas, sem pretensões de pontos turísticos, pois assim é Annecy… bela por inteiro!

Brincando com os efeitos da câmera

 

Um Foco… um sonho!

Nossos treinos aqui em Grenoble estão andando, ou melhor, correndo!!

Estamos conseguindo manter uma certa habitualidade e seguindo uma planilha.

Fico até com vergonha de dizer que não corremos por causa da neve, da chuva e dos dias frios (ok, nos dias em Bruxelas, pela ceva também…), pois vimos tantas pessoas correndo abaixo da tempestade de neve que ocorreu no último dia 28/10 – para relembrar – que hoje não vejo mais desculpas para não treinar.

Para terem uma idéia, quando estávamos no alto da Bastilha admirando a cidade toda branca, cruzamos por várias pessoas correndo… sim: NA bastilha e COM neve!! E não foram vários 3 ou 4 pessoas… eram várias de verdade!!

Pois então… bora treinar… ou como dizem os amigos de Campinas: Vamo que vamo!!

E nada melhor para animar os treinos que um objetivo com dia e hora determinados! Pois o nosso está definido: Meia Maratona de Paris, dia 03 de março de 2013.

Para mim um sonho… participar  da Meia Maratona de Paris, que está entre as melhores do mundo, tão falada e que no Brasil eu jamais pensei em fazer (convenhamos… é muito caro viajar para a Europa para correr… ao menos para nós é inviável), só poderia ser um motivo maravilhoso para treinar, e treinar bem!!

Inscrições feitas!!

Sendo assim, bora… e conforme o prometido, resolvi levar a máquina fotográfica em um dia super especial: um dia após a neve!!

Ponto de partida… como não animar?

Em nosso “local de treinos” não nevou muito, por incrível que pareça!! E deu para correr tranquilamente… curtindo o sol que amenizava o frio deixado pela neve!!

E a paisagem que misturava as cores do outono, com o rio e a neve nas montanhas tornou esse treino mais que especial!!

Início da trilha

Uma mistura de cores apaixonante!

Adoro esse trecho!

Sempre com muita gente correndo!

E então… alguém anima a vir correr aqui?

Aline

Sempre soube que meu nome é de origem francesa, mas acredito que a escolha não teve nenhuma relação com algum momento francês ou algo assim, pois infelizmente meu pai sequer conheceu esse lado do mundo!! 🙁

Bem, mas o fato é que aqui, quando me apresento, sempre escuto algum comentário sobre ser um nome francês (especialmente das professoras de francês), ou de ser o oposto de Alan – porque desse comentário eu não sei, vai ver que Alan é um nome bem conhecido por aqui!

Hoje, pesquisando em alguns sites que ensinam expressões em francês, me deparei com essa raridade… Aline – música de Christophe, de 1965. Essa foi a primeira música de sucesso deste cantor e compositor francês, que nasceu em 1945. Alguém realmente acredita que seja só uma coincidência esse sucesso? 😛

Clique aqui para ver o vídeo!

Aline – Christophe

J’avais dessiné sur le sable – Eu tinha desenhado sobre a areia
Son doux visage qui me souriait – Seu suave rosto que me sorria
Puis il a plu sur cette plage – Depois choveu sobre essa praia
Dans cet orage, elle a disparu – Nessa tempestade, ela desapareceu

Et j’ai crié, crié, Aline, pour qu’elle revienne – E eu gritei, gritei, Aline, para que ela voltasse
Et j’ai pleuré, pleuré, oh! j’avais trop de peine – Eu chorei, chorei, oh! eu sentia muita dor

Je me suis assis près de son âme – Eu me sentei perto da sua alma
Mais la belle dame s’était enfuie – Mas a bela dama fugiu
Je l’ai cherchée sans plus y croire – Eu a procurei sem mais acreditar
Et sans un espoir, pour me guider – E sem esperança para me guiar

Et j’ai crié, crié, Aline, pour qu’elle revienne – Eu gritei, gritei, Aline, para que ela voltasse
Et j’ai pleuré, pleuré, oh! j’avais trop de peine – Eu chorei, chorei, oh! eu sentia muita dor

Je n’ai gardé que ce doux visage – Eu guardei apenas esse suave rosto
Comme une épave sur le sable mouillé – Como um farrapo sobre a areia molhada

Et j’ai crié, crié, Aline, pour qu’elle revienne – Eu gritei, gritei, Aline, para que ela voltasse
Et j’ai pleuré, pleuré, oh! j’avais trop de peine – Eu chorei, chorei, oh! eu sentia muita dor

Et j’ai crié, crié, Aline, pour qu’elle revienne – Eu gritei, gritei, Aline, para que ela voltasse
Et j’ai pleuré, pleuré, oh! j’avais trop de peine… – Eu chorei, chorei, oh! eu sentia muita dor…

 

 

COUPE ICARE

É impressionante como aqui na região tem inúmeras programações!

No final de semana de 23 de setembro – ok, sei que estou atrasada para escrever – decidimos ficar na cidade, pois precisávamos nos preparar para a nossa mudança (enfim iríamos para o nosso apartamento). Mas claro que as figuras aqui não conseguem ficar em casa… e após um sábado cansativo de compras (desta vez para a casa), no domingo partimos para a 39ª Coupe Icare.

 Trata-se de um final de semana, em uma localidade próxima de Grenoble, onde ocorre um grande evento relacionado ao mundo do vôo livre… há pessoas de todo o mundo participam (inclusive brasileiros) voando e demonstrando seus parapentes, paraquedas e balões super coloridos, fazendo a alegria de todos que vão prestigiar o evento.

Ônibus gratuito saindo de Grenoble, chamamos alguns amigos e partimos.

Chegando no local (após 2h30min de ônibus), nos deparamos com uma apresentação de gaviões e corujas “adestradas” (e outros animais estranhos)…

Esse rapaz abaixo fez uma breve apresentação… “domava” o vento com seu paraquedas e um roller, na beira do abismo…

Passeios como estes são muito comuns e famílias se reúnem para curtir o final de semana juntos! Neste dia em especial, infelizmente o clima não ajudou muito, pois devido ao vento (ou falta dele) o pessoal não estava fazendo parapente e os balões estavam impedidos de sobrevoarem a região…

Apesar disso, sentamos na grama e curtimos um bom vinho e uma boa conversa com os amigos, enquanto admirávamos a paisagem e os poucos sobrevoos realizados.

Neve em Grenoble

Bonjour…

Como todos já devem saber, seja porque eu não parava de ligar ou pelas fotos do facebbok, neste último domingo nevou em Grenoble!! E eu não podia tardar para escrever sobre ma première neige (minha primeira neve)!!

Mas contarei do início…

No sábado, vimos a previsão de neve para o final de semana, neve fraca é bem verdade, ao menos em um primeiro momento era o previsto. Sendo assim, decidimos ir comprar roupas adequadas para correr e passamos a tarde dentro de uma loja. Ao sairmos… friozão!! E a diferença para os demais dias foi tanta, que resolvemos bater fotos para mostrar, aqui no blog, como estávamos agasalhados, nada comum para o início do outono!

Frio de renguear cusco

Frio de empedrar água de poço

Após, mais ou menos uns 30 minutos dessa foto, ao descermos do trem urbano daqui de Grenoble, a surpresa… neve!!

Alguns floquinhos de neve, que se confundiam com chuva é bem verdade, estavam caindo! A Alinizinha aqui, claro, ficou “mais faceira que pinto no lixo” (palavras do maridão)! Só dava eu na estação pulando e batendo fotos, afinal o frio estava de lascar… -1ºC com sensação de -7ºC. O vento era tão forte, que nos fazia parar de caminhar (e olha que o casal aqui não é dos mais magrinhos)… nossas mãos ficaram “congeladas” a ponto de perdermos o tato e sentirmos dor ao aquecê-las.

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Bem, foi o tempo de chegar em casa, nos esquentarmos e fazermos vídeo-conferência com as famílias para mostrar a neve que… a bichinha aumentou! Aí já viu… mandei até recados escrevendo na neve dos carros 😉

5h20min da madrugada, acordo para o “pipis noturno” e dou uma espiadinha no jardim…
NEVEEEEEE… muita neveeee!!

“Cris acordaaa… tem neve igual o Natal no nosso jardim!” Jurando que alguma vez eu vi neve no Natal! 😛

Coloquei minha roupa Gre-nal e me fui para a rua… aquela rua toda branquinha, só minha, nem pegadas tinha… me apaixonei!! Pulei, sentei na neve e até comi a danada (conselho da minha professora de francês). Fiquei tão feliz, que mal conseguia pegar no sono depois!!

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Bem, a história foi gradual: frio, neve fraca, mais neve acumulada e… quando acordei (de novo)… muito mais neve!! Já viu, fiquei como mosca em tampa de xarope!! 😉
Tomamos um bom café da manhã (afinal o corpo gasta energia para se manter aquecido – que desculpa hein?!) e partimos para passear na cidade e na neve!

Primeiro enfeitamos nosso jardim!!

Boneco de neve… clássico!

Ceva na neve… clássico!

A cidade mudou completamente… uma paisagem jamais vista por mim… fiquei apaixonada!
Tudo branquinho, lindo!!

Outono coberto de neve, uma combinação perfeita!

A força das rosas!

Passeando…

Cidade branca… bastilha ao fundo!

telhados brancos

Bastilha ainda mais linda!

Não exitamos… subimos de teleférico!! Que linda a paisagem…

Como não podia deixar de ser… eu e o Cris nos divertimos muito com a neve!

Na escultura alheia

Gelando a poupança…

…e o corpo todo!

Pensa rápido!

Curtimos a paisagem e também namoramos um pouquinho!

Encontramos alguns amigos brasileiros, o que rendeu muita guerrinha de neve e boas risadas!

Guerrinha de neve… imperdível!

Raquetada na neve!

Aguardamos a noite na bastilha para vermos as luzes da cidade se acenderem… e valeu muito a pena!

É importante salientar que, segundo informações dos noticiários e rádios daqui, essa “tempestade de neve” é super Anormal, ocorrendo a cada 10 anos, mais ou menos! Primeiramente pela época do ano, pois estamos no outono! Segundo, porque aqui em Grenoble não é comum nevar tanto a ponto de acumular nas ruas dessa maneira.

Posso dizer então que sou uma pessoa de muitaaaaa sorte hein?

Ahhh e não poderia encerrar sem antes agradecer ao maridão… que já conhecia a neve e teve toda a paciência do mundo comigo, toda faceira neste dia super especial e inesquecível!! Obrigada pelo companheirismo e pelo amor!!