Veneza do Norte

Bruges é uma pequena cidade que fica a quase 100Km de Bruxelas, com aproximadamente 120 mil habitantes.
Devido aos seus canais, é conhecida como a “Veneza do Norte”. Estamos conhecendo as Venezas da Europa (a Veneza da França aqui: Aneccy), tomara que a gente conheça também e verdadeira Veneza 😉

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Canais de Bruges

Mas também é conhecida como “a cidade esquecida pelo tempo” ou a “cidade do romance”, sendo inclusive indicada por um amigo pelo fato de ser uma cidade perfeita para se ir a dois… sendo assim, entrou para nossa programação!

Suas primeiras construções foram realizadas por Julio Cézar, no século Ia.C., com o objetivo de proteger a costa dos piratas. Legal né? Acho que é a primeira vez que escuto uma história em que os piratas são reais… Mas não para por aí: no século IX, a invasão dos Vikings obrigou que essas fortificações fossem reforçadas.
Visitando as cidades fica bem mais intressante estudar história!! #ficaadica
No século XII Bruges foi uma grande potência comercial, devido a sua indústria de lã e tecidos, sendo o seu porto a principal conexão com o comércio mediterrâneo. Assim, Bruges teve sua época de prosperidade econômica, sendo inclusive o centro financeiro mais rico dos Países Baixos até 1500.
Contudo, neste ano, os canais de Bruges se fecharam com o lodo comum da região, e ela foi ficando atrasada. 🙁
No século XIX tornou-se um forte destino turístico, e apesar da reconstrução do porto da cidade, especialmente para atracar os submarinos alemães durante a segunda Guerra Mundial, o destino da cidade era viver do turismo… ainda bem! Pois sendo assim… lá vamos nós. 🙂

Essa viagem foi uma esticadinha do nosso final de semana prolongado em Bruxelas. Alugamos um carro e fomos, eu e o Cris, para Bruges no domingo. Segundo a Cibele, visitar a Bélgica e não conhecer Bruges é meio estranho, pois é o destino mais procurado do País.

Em 5 minutinhos de caminhada já me encantei pela cidade… ainda nem tínhamos chegado no centro e nos deparamos com a cena típica do outono. E eu, particularmente estou apaixonada por essa estação que nunca me chamou tanto a atenção. Aqui a paisagem muda a cada semana, com novas cores que vão dos diversos tons de verde, laranja, amarelo e vermelho. Pausa para fotos.

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Bruges, apesar de pequena, possui muitas Igrejas, e todas bonitas com suas construções grandiosas. Algumas mais famosas e visitadas, seja por abrigar a obra de Michelangelo “A Madona e a Criança” (sendo a única obra que saiu da Itália enquanto o artista era vivo), ou por conter um frasco com um pedaço de tecido com sangue de Cristo coagulado (esta estava fechada para visitas, infelizmente), mas todas muito grandiosas e encantadoras.

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Primeira Igreja visitada

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Monumento na rua, com a Igreja da Nossa Senhora ao fundo

Igreja Notre Dame

Igreja Notre Dame

Com a “Madonna e a Criança”

Obra de Michelangelo

Texto apresentando a obra: “la ‘Maddone à l’Enfant’ (1504-1505) de Michelangelo Buonarotti a été en marbre de Carrare. Primitivement destinée à l’autel de la cathédrale de Sienne, elle fut achetée pra la famille brugeoise Mouscron et offerte à l’eglise Notre-Dame.

Cette statue est une des rares oeuvres de Michelangelo qui ne soit pas restée en Italie.

On peut admirer la Vierge pensative qui tient l’Enfant nu sur ses genoux. Malgré l’exécution sévère, la statue émerveille et émeut.”

“A ‘Mãe e a criança’ (1504-1505) de Michelangelo Buonarroti era mármore de Carrara. Originalmente destinada ao altar da Catedral de Siena, foi comprada pela família Mouscron, de Bruges, que ofereceu a obra à igreja Notre Dame. Essa estátua é um dos poucos trabalhos de Michelangelo que não permanecem na Itália. Pode-se admirar a Virgem pensativa, segurando a criança nua entre seus joelhos. Apesar da execução forte, a estátua encantou e escandalizou”

 

O que me chamou muito a atenção foram as construções das casas com pequenas estátuas religiosas: santos, Nossa Senhora e até o Sagrado Coração de Jesus. Não teve como não lembrar carinhosamente da minha mãe.

Em Bruges encontramos turistas por todos os cantos, e não poderia ser diferente na principal praça, a Market Place, no centro histórico da cidade. Nela temos o Campanário, uma torre de 83 metros de altura onde subindo seus 366 degraus tem-se uma vista maravilhosa da cidade. Infelizmente chegamos no local com chuva, e passamos o exercício, pois a vista não seria tão encantadora.
Essa torre tem papel central no final do filme “In Bruges” (ainda não o vimos) sendo muito conhecida e fotografada por este motivo.

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Além do Campanário, a praça é muito bonita pela presença de casas que abrigam vários restaurantes e que possuem uma arquitetura típica da cidade. Claro que devidamente restauradas, mas mantendo os traços das contruções medievais, característica principal de Bruges.
O centro histórico, local que foi considerado Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO em 2000. O Campanário também é Patrimônio da Humanindade, no quesito (parece até escola de samba) “Campanários da Bélgica e França”.

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A cidade e repleta de lojas de souvenir (lembrancinhas da cidade), chocolates (tendo na cidade o Museu do chocolate, mas que não visitamos), rendas e cervejas.

Ainda neste momento estávamos desanimados pela ausência do sol e insistência da chuva… sendo assim, nada melhor do que visitar a famosa Beer Wall, uma parede onde parece ter todas as cervejas belgas.

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“Beer is proof that God love us and wants us to be happy” Benjamin Flanklin (1706 – 1790)

E a cerveja fazendo milagre… após esse passeio o tempo abriu, contrariando a previsão de chuva durante toda a tarde.

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com o sol, até um sorriso saiu 😉

Aproveitamos para visitar a “cidade” de Bruges, ou seja, sair um pouco dos pontos turísticos e conhecer suas ruas, sua arquitetura, seu dia-a-dia…  e este momento nos proporcionou uma das melhores partes do passeio.

Jardim de uma Igreja “não turística”

Jardim de uma casa

Por fim, passamos pelo Lago do Amor e visitamos o Jardim das Beguinas, que também é Patrimônio da Humanidade – pois é, 3 deles nesta pequenina cidade! As Beguinas eram mulheres que queriam viver uma vida retirada e dedicada à Deus, mas sem se ordenarem formalmente. Elas se uniam em pequenas comunidades que tinham o seguinte formato: casinhas protegidas por um muro e voltadas pra um jardim central, onde em geral havia uma igreja. O local é tranquilo e não pode ser fotografado. Nós respeitamos, ao contrário da grande maioria dos turistas lá presentes.

Finalizamos com uma passadinha na cervejaria local De Haalve Maan, que faz a cerveja  Brugse Zot.

a famosa “meia Lua”

Retornando para Bruxelas, fomos recepcionados pelos queridos Cibele, Rodrigo, Tia Diva e Heleninha com um delicioso Risoto de Champignons. Aliás, deixo aqui o nosso muito obrigado por todos o passeios, refeições preparadas com todo o cuidado e a atenção e o carinho de vocês!! Adoramos o final de semana prolongado!

Família reunida!

2 thoughts on “Veneza do Norte

  1. Lindo mesmo Ka! Bem turística é verdade, tem até gente que diz parecer uma maquete, de tão perfeitinha… Nós adoramos… super romântica!!

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