Archive | junho 2013

Amamentação – Quinto encontro com a sage-feme

“A amamentação é uma capacidade aprendida, é necessário preparo e prática – e nem todo mundo pode ou deve fazê-lo.” Tracy Hoog, Os segredos de uma encantadora de bebês.

Esse livro acima, no capítulo “De quem é essa boquinha?” aborda o tema da amamentação de uma forma maravilhosa! Fala da diferença entre dar o peito e dar a mamadeira, entre o leite materno e o industrializado, trazendo pontos de vistas diversos  (físicos e emocionais) para que a mãe possa decidir a melhor forma de alimentar seu filho. –> sugiro a leitura! Por esse motivo, neste post, fiz uma mistura de informações passadas pela sage-femme, retiradas deste livro e do blog http://vilamamifera.com/depeitoaberto

 

Amamentação, esse é um assunto que já tinha sido conversado no primeiro dia de sage-femme, no dia em que ela fez minha “ficha completa” colhendo informações de todos os tipos. Ao ser questionada se tinha feito alguma cirurgia, disse com tristeza que tinha feito a mamoplastia, e que por esse motivo acreditava que não poderia amamentar.

OBS.: a tristeza se refere ao momento que estou passando, onde a amamentação para mim é mais importante que o tamanho dos seios. Mas claro que durante os 17 anos que separam essa fase com a data da cirurgia curti muitoooooo o resultado!

Bem, lá naquele dia ela disse que tudo dependeria da forma como foi realizada a cirurgia. A cicatriz realmente indica que tenha sido realizada com o corte dos ductos, porém não podemos ter certeza. Ainda, me afirmou que mesmo assim existe sim a chance/possibilidade de amamentar, confirmando que conheceu mulheres que tiveram sucesso mesmo tendo realizado a mamoplastia com o corte dos ductos, apenas tiveram um pouco mais de trabalho.

Já saí daquele encontro bem mais feliz!

 

Agora estávamos tendo um encontro onde o assunto era a amamentação! E mesmo sendo um assunto de mãe, o Cris esteve ao meu lado, me dando um apoio enorme e acreditando junto comigo que poderei dar o peito ao nosso filho! Queremos muito, pois acreditamos que é mais saudável para o nosso pequeno!!

 

Seguem abaixo algumas informações que nos foi passada:

* segundo a OMS até os 6 meses o bebê deve ser alimentado apenas com o leite materno, a partir dos 6 meses até os 2 anos ocorre a inclusão de frutas e legumes.

* 2 anos –> esse é o período ideal para dar leite ao seu bebê! Após esta idade, a criança não precisa mais de leite.

* duração da amamentação: de 5 a 40 minutos (intervalo nada objetivo)

          Tracy Hogg: “a medida que os bebês crescem eles se tornam mais eficientes em mamar e demoram menos. Seguem estimativas:

4 – 8 semanas:   até 40 minutos

8 a 12 semanas: até 30 minutos

3 a 6 meses:       até 20 minutos”

* o bebê mama de 7 a 12 vezes no dia, devendo ser alimentado a cada 2 a 4 horas –> devemos esperar os sinais do bebê indicando que está com fome (item abaixo). Caso não dê sinais, esperar no máximo por 4 horas.

* dar o seio antes do bebê chorar, quando ele der sinais de que está com fome (ele se mexe bastante, tenta colocar a mão na boca, mexe a cabeça para o lado como que procurando o seio, e mexe a boca lambendo os lábios sutilmente), pois dessa forma o bebê não associa o “direito de mamar” com a fome, que para ele é algo ruim   –> diferentemente de um adulto que consegue suportar algum tempo com fome, para o bebê não é nada agradável sentir fome (faz mal para o bebê).

* para pegar o seio, o bebê deve estar com a boca bem aberta e os lábios abertos. Normalmente sugam 2 ou 3 vezes para depois deglutir.

* é preciso estimular o bebê para que ele não durma enquanto está mamando –> algumas dicas do livro “os segredos de uma encantadora de bebês”: a) esfregar suavemente seu polegar na palma da mão do bebê, em movimentos circulares; b) acaricie as costas ou o braço do bebê; c) corra os dedos pela coluna vertebral dele. Nunca colocar pano úmido na testa do bebê ou fazer cócegas em seu pé para mantê-lo acordado! Se nada funcionar deixe-o dormir por 30 min.

* a cada amamentação, dar um seio até que o mesmo esvazie.

 

Abaixo algumas informações sobre as fases e composições do leite materno, retiradas do site http://vilamamifera.com/depeitoaberto

O leite materno é perfeito, pois contém todos os nutrientes necessários para conseguir um crescimento e um desenvolvimento ideais,  com a quantidade adequada de nutrientes para cada fase do bebê.

“O milagre do leite materno é que sua composição muda à medida que o bebê cresce!” Tracy Hogg

Nos primeiros dias (de 5 a 7 dias) tem-se o colostro (produzido desde 20 semanas de gestação, aproximadamente), um leite amarelado e cremoso/viscoso, rico em proteínas, vitaminas, sais minerais e lactose. Rico em anticorpos formados na glândula mamária, fornece ao bebê a primeira imunização pós-parto, além de diversos outros benefícios, como o favorecimento da expulsão do mecônio, limpando o tubo digestivo.

Após essa primeira fase ocorre a produção do “leite de transição”, durante uma ou duas semanas. Tem um aspecto mais aguado, o que não significa tratar-se de um leite mais fraco. Ele vai se modificando de modo gradual (por isso o nome “de transição”) conforme as necessidades nutricionais e digestivas do bebê:  a concentração de imunoglobulinas e o teor de vitaminas lipossolúveis tornam-se progressivamente menores, enquanto aumenta o conteúdo de vitaminas hidrossolúveis, lípidos e lactose, com consequente acréscimo do aporte calórico. Esta fase é conhecida como a “descida do leite”, e pode acarretar febre na mãe, dor de cabeça e congestão vascular, sendo o momento em que ocorre um novo aumento no volume das mamas.

Por fim temos o “leite maduro” ou “definitivo” que surge por volta da terceira semana após o parto, tem um aspecto mais consistente que o leite de transição e coloração mais branca. Sua produção aumenta ao longo da lactação e de acordo com a necessidade da criança. Possui maior teor de lipídio e de lactose, e menor quantidade de proteína. Importantíssimo salientar que nesta fase o leite também apresenta modificações, em função da etapa da amamentação, da hora do dia, da nutrição da mãe e da idade do bebê. No início da mamada, é normalmente mais acinzentado e aguado, rico em proteínas, lactose, vitaminas, minerais e água, e, no final da mamada,costuma ser mais branco e rico em energia, ou seja, é rico em gordura. E é o alto teor lipídico no leite do final da mamada (o chamado leite posterior) que induz a sensação de saciedade, pois cerca de metade da energia fornecida pelo leite materno é mediada por gorduras.

A quantidade de gordura no leite aumenta ao longo da mamada. Não é um aumento pequeno; está comprovado que a concentração de gordura ao final da mamada pode ser cinco vezes maior que no princípio –> a respeito do assunto, aconselho a leitura do seguinte texto, achei muito interessante: http://vilamamifera.com/depeitoaberto/como-se-faz-o-leite/

“Existem variações significativas na composição do leite materno de hora para hora, de mês para mês ou de mulher para mulher.”  Tracy Hoog

 

Devido a essa modificação da composição do leite durante a mamada (inicialmente rico em proteínas, lactose, vitaminas, água e minerais e após em gordura), a sage-femme passou a orientação de a cada mamada dar um seio, até que o mesmo reste vazio, para que assim o bebê possa ingerir todos os nutrientes necessários, especialmente no caso de necessidade do bebê aumentar o peso, eis que a gordura está presente na parte final do processo.

Caso a mama esvazie e o bebê continue a sugar, dar o outro seio. Contudo, na próxima mamada iniciar pelo segundo seio, ou seja, pelo que o bebê terminou na mamada anterior.

 

* o leite materno pode ser retirado com bombinhas próprias para ser dado ao bebê em outro momento, na mamadeira (caso a mãe não possa estar presente no horário da fome), podendo ficar 24 horas na geladeira e até 3 meses no congelador. Deve ser armazenado em mamadeiras esterilizadas os em sacos próprios para isso (não utilizar plásticos comuns), devendo sempre ser rotulado com a data e o horário da extração. Armazene em recipientes de 50 a 100ml, evitando desperdícios.

* temperatura ideal para aquecer o leite: 36 graus centígrados –> deve ser aquecido em banho-Maria ou em aparelhos próprios para o aquecimento, evitando-se ao máximo o microondas, pois ele altera a composição do leite, decompondo as proteínas. Use o leite descongelado imediatamente ou guarde-o na geladeira por, no máximo, 24h. Você pode combinar o leite descongelado com o fresco, mas nunca congele-o novamente.

* apesar da possibilidade de dar o leite em mamadeiras, não é aconselhável que seja feito antes dos 15 dias de vida do bebê, eis que a sucção na mamadeira é mais fácil, dificultando assim o posterior retorno ao seio.

* é normal o bebê perder cerca de 10% do seu peso nos primeiros dias, isso ocorre porque antes, no útero, ele era alimentado pela placenta, e agora precisa aprender a se alimentar, e isso pode demorar alguns dias. Porém, a maioria dos bebês recuperam o peso dentro de sete ou dez dias. Se após a segunda semana não ocorrer essa recuperação, a visita ao pediatra de faz obrigatória!

* Pico ou impulso de crescimento: período de 1 ou 2 dias durante o qual o bebê precisa de mais alimento que o normal. Geralmente esses impulsos acontecem a cada 3 ou 4 semanas. São como “ataques de fome”, onde parece que o bebê está mais faminto, querendo comer o dia inteiro –> dê mais leite para o seu bebê!!

Com o processo de crescimento as necessidades do bebê mudam e o aumento da necessidade de sucção é a forma que a natureza encontra de enviar uma mensagem para o corpo da mãe, para que o mesmo produza mais leite.

* o leite industrializado é digerido mais lentamente que o leite humano, o que significa que os bebês alimentados desta forma fazem intervalos entre as mamadas maiores, de aproximadamente 4 horas ao invés de 3 horas.

 

Posicionamento para a amamentação:

É importante que a mãe esteja bem posicionada ao dar o seio para o bebê, uma vez que o fará com muita frequência, e caso contrário restará possivelmente com dores nas costas e ombros.

* encostar as costas no sofá

* utilizar um sofá ou cadeira com suporte para os braços

* acomodar o bebê sobre uma almofada de amamentação ou travesseiros, para que não seja necessário sustentar o bebê, aliviando assim o esforço nos braços e ombros

* o bebê deve ficar com a barriga colada na barriga da mãe, ou seja, posicionado bem de frente para o corpo da mãe.

* segundo Tracy Hogg “para um encaixe adequado, os lábios do bebê devem estar ao redor do mamilo e da aréola. Estenda ligeiramente o pescoço do bebê de forma que o nariz e o queixo encostem no seu seio. Isso ajuda a manter o nariz do bebê desobstruído, sem ter de segurar-se ao seio. Se você tiver os seios grandes, coloque uma meia enrolada sob eles para mantê-los erguidos.”

Abaixo seguem fotos de algumas posições para amamentar:

Repare que na primeira foto há uma almofada florida abaixo da almofada de amamentação, na altura da cabeça do bebê. Importante o posicionamento da mão direita, mantendo firme a cabeça do bebê na correta posição – de frente para o seio da mãe.

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Nesta segunda posição a almofada florida passa da lateral esquerda para o meio das pernas, acompanhando o posicionamento da cabeça do bebê, mantendo-a assim ligeiramente mais elevada.

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Segundo Tracy Hogg o posicionamento ideal da mão que segura o seio é segurá-lo com os dedos a 2,5cm acima e 2,5cm abaixo do mamilo.

Finalizando, abaixo segue a posição ideal para amamentar à noite.

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Chegamos em casa, e agora? –> Quarto encontro com a sage-femme

Aprés-accouchement (após o nascimento), esse foi o tema do nosso quarto encontro com a sage-femme!

 

Ao escolher o título deste post lembrei muito de um casal de amigos de Campinas – o Rafael e a Alessandra, que quando chegaram na casa deles após o nascimento da primeira filha, se olharam e veio a pergunta: “E agora? O que a gente faz com esse bebê?”. Ria muito quando eles contavam sobre esse dia!!

 

Neste encontro foram nos passadas algumas informações que acredito que no Brasil sejam passadas pelo Médico Pediatra, algumas ainda no hospital e outras nas primeiras consultas! Aqui na França temos esse primeiro encontro antes do nascimento para algumas informações básicas, e depois para as consultas do Pedro podemos escolher entre um médico especialista – pediatra – ou um médico geral (e caso seja necessário esse encaminha posteriormente para um pediatra).

 

Durante o primeiro mês levaremos o Pedro nesta sage-femme, ela fará a pesagem semanal dele e verificará se tudo está dentro da normalidade. Após, o Pedro terá seu próprio médico com consultas mensais.

 

Bem, o Pedro já tem a pediatra brasileira dele, a Titia Viviane, como não poderia deixar de ser! Porém, em que pese esse super apoio e que sei será recheado de amor, mesmo que a distância num primeiro momento, seguimos aprendendo aqui com algumas informações.

 

* Com 3 dias de vida o bebê recebe, ainda na maternidade, um pique no pézinho, para a realização de exames e detectar 5 doenças graves.

* Caso o bebê tenha febre (o que verificaremos em casa) nos 3 primeiros meses de vida, e essa febre for abaixo de 38,5 graus centígrados, podemos dar um remédio (receitado pelo médico ou sage-femme) e aguardar ver se a febre baixa. Caso seja superior ou não ceder com o remédio, devemos ir para o hospital imediatamente. Para verificar a febre o ideal (como o bebê se mexe muito na verificação do estado febril) é o termômetro retal, e a temperatura normal é entre 36,5 e 37,5 graus centígrados.

* Limpeza do rosto: realizada com soro fisiológico;

* Limpeza do olho: realizada quando o bebê está com o olho sujinho (por óbvio, mas quero dizer que não precisa ser feita a todo instante), na direção “de fora para dentro”

* Limpeza da orelha: não precisa ser diária e deve ser feita com compressa enroladinha, não usando-se inicialmente o cotonete.

* Higiene das roupas do bebê: deve ser feita com sabão neutro apropriado para bebês ou sabão BIO (e nesta caso as roupas podem ser lavadas juntamente com as roupas dos pais), porém não deve ser utilizado amaciante!

 

Além dos cuidados com o bebê, no período aprés-accouchement, há alguns cuidados com a nova mamãe.

* o sangramento pós-parto pode durar até 3 semanas, claro variando de mulher para mulher e de outros fatores, como por exemplo, se a mamãe está amamentando (pois dar o seio estimula a contração e o retorno do útero, estancando o sangramento);

*caminhadas são aconselhadas somente após 1 mês do parto;

* entre 6 e 8 semanas após o parto deve ser agendada uma consulta com o ginecologista. Neste encontro além de da análise da recuperação física do corpo da mulher, são passadas informações sobre a preservação… afinal, você sabia que no período pós parto a mulher fica “mais fértil”?

* após 2 meses há sessões de reeducação perineal e abdominal. Interessante não?

O períneo, após a gestação e nascimento, normalmente costuma ser estirado, restando frouxo o canal vaginal e, como consequência, as mães podem soltar um pouco de urina involuntariamente quando tossem ou espirram. –> Na França esses problemas não são aceitáveis, havendo sessões de reeducação perineal pagas pelo sistema de saúde, bem como reeducação abdominal, tudo visando o bem-estar do relacionamento do casal.
Por hoje era isso… até o próximo encontro!

Nossa terceira consulta com a sage-femme – procedimentos no dia do nascimento!

Nosso terceiro “rendez-vous” com a sage-femme, no dia 06 de junho, tratou um pouco sobre a parte prática do dia do nascimento do Pedro, com o objetivo de estarmos cientes do passo a passo e não ficarmos nervosos com toda a parte “administrativa” da coisa.

 

Chegando na maternidade a pergunta que nos será feita é “porque vocês estão aqui?”. Estranho não? Estou na maternidade (o que pode ocorrer de madrugada), com um barrigão enorme, com dores e a pessoa vai me perguntar isso? Devo estar no local errado, só pode!!

 

Mas não é tão estranho assim… o fato é que existem diversas razões para uma gestante se deslocar até a maternidade. Eis algumas:

* rompimento da bolsa amniótica;

* dores (que podem aparecer antes do início do trabalho de parto);

* ausência de movimentos do bebê por algumas horas;

* febre da gestante;

* perda de sangue;

* início de trabalho de parto.

Sendo assim, não devemos estranhar o questionamento e com calma explicar que o trabalho de parto começou.

 

Tendo ocorrida a recepção pelas sages-femmes da maternidade, seremos encaminhados para uma sala de exames, onde serão checados os batimentos cardíacos do bebê e as contrações da parturiente.

Os batimentos cardíacos são medidos em um aparelho e mostrados através de um papelzinho quadriculado com uma faixa verde. Estando dentro da faixa verde, está tudo certo!! Esses exames duram pelo menos 30 minutos, e neste tempo ficaremos uma boa parte do tempo sozinhos na sala, porém a sage-femme tem em sua sala um monitor onde estará acompanhando esses dados durante todo o período. Porém, caso os batimentos baixem dessa faixa verde (como mostra a figura abaixo), devemos chamar a sage-femme, pois significa que os batimentos do bebê estão fracos/lentos, devendo ser averiguada a razão.

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É normal que os batimentos baixem um pouco durante a contração, afinal ele ficará espremido no útero… mas não deve descer muito da parte verde e nem lá permanecer.

A análise das contrações é mais simples, e serve para verificar se realmente a gestante já está em trabalho de parto ativo.

Desta sala, ao contrário do que imaginávamos (que iríamos para um quarto aguardar até o nascimento), vamos para a “sala do nascimento”, onde ficaremos durante todo o trabalho de parto até que o Pedro resolva mostrar seu rostinho!

Nesta sala teremos esses dois monitoramentos (idêntico aos realizados na sala de exames) e também será realizada a perfuração, ou seja, serei preparada para a introdução de medicamentos na veia. Essa perfuração ocorre especialmente se a gestante já sabe se vai querer a peridural posteriormente, e se dá inicialmente com água com a finalidade de hidratar a gestante.

Como já disse no relato da primeira consulta, é possível pedir uma peridural mais fraca (ou mois fort, menos forte, como dizem os franceses), com o objetivo de continuar sentindo um pouco as contrações. Com qual finalidade? Primeiro porque é mais fácil você fazer força se está sentindo as contrações e controlar essa força (é só imaginar como é mexer um braço ou perna anestesiados, se você não os sente, como conseguirá mexê-los?). Um segundo motivo, que é consequência desse primeiro, é o uso do fórceps. Ocorre que devido a impossibilidade da gestante fazer a devida força para que o bebê saia, o uso do fórceps é mais comum quando solicitada a peridural na sua dose mais elevada.

 

Por fim, nesta consultam conversamos sobre os casos de cesáreas aqui na França. São 3 as situações em que a gestante terá cesárea. Lembrando que esse tipo de parto não é a regra, acredito que na grande parte dos países europeus.

1) cesárea programada – devido a alguma doença da gestante ou do bebê, ou de algum fator verificado antes do trabalho do parto que impossibilite o parto natural;

2) não evolução das dilatações;

3) urgência – como o caso dos batimentos o bebê caírem, indicando o seu sofrimento.

 

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Sobre os casos de cesárea, quero fazer um parênteses:

Quero contar para vocês algo que eu vi na televisão aqui e que me chamou muito a atenção, me alertando para a diferença do que se entende por “necessidade de cesárea” entre França e Brasil.

Logo que engravidei, assistia um programa de televisão que era como um “reality show” na maternidade, chamava-se “En immersion dans une maternité”. Ficava umas 2 a 3 horas assistindo o que acontecia numa maternidade de Paris, desde a chegada das gestantes, exames realizados, falsos trabalhos de parto, até o nascimento dos bebês, tanto partos normais como cesáreas.

Teve um dia do programa que me marcou muito, pois uma gestante chegou no consultório do médico e esse, constatando que o bebê não estava bem posicionado para o nascimento, passou um gel na barriga da gestante e girou o bebê, com suas mãos, posicionando-o. Ele realmente “modelou” a barriga da gestante (como se estivesse mexendo em uma argila, fazendo um vaso), virando o bebê em 180 graus. A gestante levantou e saiu caminhando, com o seu filho bem posicionado para o nascimento que ocorreria dentro de alguns dias.

Fiquei abismada com essa cena… me questionava: porque no Brasil o não posicionamento do bebê corretamente é motivo de agendamento antecipado de cesárea se é possível fazer essa manobra?

Foi então que pesquisei e li que o bebê pode mudar de posição até o o último minuto antes do nascimento, durante o trabalho de parto.

Na primeira consulta em que o médico me disse que o Pedro estava bem posicionado para o nascimento, no dia 21 de maio, o questionei a respeito (o médico, e não o Pedro), perguntando se ele (o Pedro, e não o médico :P) poderia se virar (ou se “desposicionar”) e sobre essa manobra que vi na televisão. A primeira resposta foi que SIM, o bebê pode se virar e até sentar-se (posição que realmente dificulta o parto normal) até o momento do nascimento, mas que  uma vez posicionado, devido ao tamanho do piá e a gravidade, seria muito difícil que ele mudasse de posição, podendo contudo girar sobre o mesmo eixo, ou seja, colocar as costas para um lado da barriga ou para o outro, mas não mudar a cabeça que está para baixo colocando-a para cima. –> uau! Que difícil escrever essa explicação!!

Quanto à manobra, ele confirmou que realmente é possível realizá-la e que há médicos que fazem sim. Porém, confirmou que ele opta por não fazer, e se for o caso do bebê não estar posicionado, ele prefere marcar cesárea (conforme feito no Brasil, porém não com tanta antecedência – dando a chance do bebê virar sozinho), pois confirmou que há um risco grande de, durante essa manobra, o cordão umbilical ficar ao redor do pescoço do bebê.

 

Quanto ao cordão umbilical, após esse dia já ouvi de amigas que seus médicos afirmaram que o cordão ao redor do pescoço não é impedimento para o parto natural, já li informações semelhantes, e também escutei da sage-femme, que inclusive me afirmou que é normal verificar na saída do bebê, no nascimento por parto normal, que o cordão estava dando duas voltas no pescoço. Isso devido ao tamanho do cordão, que é grande, e ao fato do bebê se mexer bastante e até “brincar” com o cordão.

Bem, mas foi a justificativa do meu médico neste caso de mau posicionamento do bebê.

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Fechado esse parêntese, e seguindo nossa consulta com a sage-femme, ainda no assunto da cesárea, ela nos falou de uma única vantagem da cesárea sobre o parto normal… porém essa vantagem não é para o bebê e muito menos para a parturiente, mas para o papai!

Ocorre que aqui na França em casos de cesárea o papai não pode participar do nascimento, não pode acompanhar a gestante, eis que se trata realmente de uma cirurgia, havendo alto risco de contaminação –> eis a justificativa francesa!

Em se tratando de uma grande cirurgia, após o nascimento a mãe passa apenas alguns poucos segundos com seu filho (muitas vezes só o tempo de dar um beijinho, sem nem mesmo ter um contato maior entre os dois), pois os procedimentos da cirurgia continuam e o bebê precisa de cuidados imediatos que não são necessários no caso de parto natural.

E aqui entra a vantagem para o papai: como o contato pele-a-pele é super importante para o bebê logo após o nascimento, e como a gestante fica aproximadamente 2 horas em função da cirurgia (finalização e recuperação), o contato é feito com o pai! Assim, o pai é orientado a tirar a camisa e aproveitar o seu filho deitado no seu peito, sozinhos, num momento só deles, durante pelo menos 2 horas!! Vejam que delícia esse procedimento! 😉

Para finalizar, uma orientação importante para o papai neste período em que estará com total responsabilidade sobre as decisões a respeito do bebê: caso verificado que o bebê está faminto, não permitir que seja dado leite na mamadeira, solicitando que a amamentação seja feita por meio de seringa. Isso se deve ao fato da maior facilidade do bebê sugar a mamadeira que o seio, dificultando o posterior processo de amamentação materna.

 

Era isso… beijinhos meus e chutinhos do Pedro!

Londres

Eis outra cidade que eu e o Cris sempre pensamos em conhecer… ele mais que eu, é bem verdade, mas enfim, sempre esteve em nossos planos no período em que estivéssemos aqui na Europa.

Assim como relatado no post de Amsterdam, Londres foi ficando, ficando… o tempo foi passando… e ela foi ficando para um segundo, ou quem sabe, para um terceiro plano.

Porém, nada melhor que aquele super feriadão para conseguirmos realizar o desejo de conhecer essas duas cidades: Amsterdam e Londres, juntinhas! Essa, diferente daquela (sempre gostei dessa parte na língua portuguesa, hahahaha, os famosos pronomes demonstrativos!!), é uma cidade super grande, mega urbana, sem aquele jeitinho de cidade de interior que tanto gostamos. Para mim, um pouco difícil e até desestimulante fazer um roteiro para essas viagens, fico perdida sem saber por onde começar… então bora pesquisar e pedir ajuda!

 

E falando de ajuda: Primo Leone, obrigada pelas dicas, foram super úteis! Lembrei muito de ti nesta viagem!

 

OK, 3 dias programados e vamos ver no que resultou esse passeio!

Sair de Amsterdam com destino à Londres já assusta um pouco… para entrar na Inglaterra tem toda a burocracia do aeroporto, enfrentando fila para o passaporte, super revistas e muita demora… Aliás, após passar pelos procedimentos normais, como estou grávida e já estava com a barriga bem saliente, fui revistada (somente eu) por uma mulher que passou a mão em mim por todos os cantos! Hahaha!! Verdade, acho que nunca fui tão bulinada! Questionei o Cris a respeito e ele disse que são comuns falsas grávidas passarem com “produtos proibidos” pelos aeroportos… Tudo bem, sendo pela segurança, deixei passarem a mão 😛

Chegando em Londres, fiquei com uma impressão nada boa. As pessoas não são tão prestativas em ajudar turistas, não fazem questão de falar um inglês claro e tive a impressão que querem ser diferentes em tudo! Talvez o fato de eu não me comunicar em inglês possa ter ajudado nessa minha má impressão, mas vamos seguir!!

 

Gastronomicamente tínhamos três objetivos:

a) provar o autêntico English Breakfast – também chamado de cooked breakfast ou traditional breakfast.

Um café da manhã basiquinho, composto por: 2 linguiças, 1 ovo frito, 1 tomate frito ou grelhado, cogumelos salteados, feijão assado (de latinha) com molho de tomate, 2 fatias de bacon, pão torrado ou frito, e para beber chá preto com leite ou café puro.

Pesado? Pois saibam que ainda é possível acrescentar:

BLACK PUDDING – morcela

HASH BROWN – batatas cozidas picadas, misturadas com ovos fritos, parecendo um omelete de batatas

SCRAMBLE EGGS – ovos mexidos com um pouco de manteiga e leite

b)  Fish and chips (peixe e fritas)

c)   Steak and ale pie (picadinho de carne cozido na cerveja, servido com uma massa folhada)

 

Logo no primeiro café da manhã, ainda antes de chegar na capital Inglesa, na cidade de Luton, decidimos tomar o famoso English Breakfast! Não era o local planejado inicialmente, mas estando lá, acho que todos os cafés se assemelham, então decidimos aproveitar para fazer o primeiro “check-in” na lista de programações. E vou dizer… nada fácil dar conta do recado, mesmo para quem come bastante no café da manhã como eu!

 

Saindo dessa loucura gastronômica, é chegada a hora de partir para Londres propriamente dita.

 

Lá, compramos um cartão de ônibus e metrô, onde colocávamos crédito e esse era descontado conforme o uso… muito bom! Usamos somente ônibus (aqueles vermelhos, tradicionais), uma opção um pouco mais demorada (mas mais barata) que o metrô, mas que nos permitia conhecer a cidade entre um ponto e outro.

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Não parece uma pintura ao fundo? Pois saibam que não era!!

Já no primeiro ônibus que pegamos passamos por pontos como a Abadia de Westminster, o Palace of Westmisnter (Casa do Parlamento), pela Casa da Cavalaria, e descemos na Trafalgar Square, nada mais nada menos que em frente a Galeria Nacional.

Dali pegamos nosso London Pass (que deixarei como dica mais abaixo), e decidimos caminhar um pouco pelo centro de Londres, a parte mais turística, aproveitando o solzinho pelas ruas londrinas.

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Piccadilly Circus

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Registrando (como todo bom turista) a cabine telefônica e os táxis londrinos

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Galera “lagarteando” no sol

Após o passeio, fomos a pé até o Museum British. Um museu gratuito e enorme. Fizemos um roteiro sugerido passando pelas exposições mais interessantes!

Apesar de estarmos em um museu, foi cansativo, pois realmente ele é muito grande… então nada melhor do que descansar em um pub, não é?

O escolhido foi o Salisbury pub, construído em 1892 como restaurante, logo foi transformado em pub. Muito bem decorado num estilo antigo clássico. Ambiente agradabilíssimo! Adorei!

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Após, encerramos o dia na região mais concentrada de turistas, na Westminster Bridge, admirando algumas das vistas mais famosas da cidade: Palace of Westmisnter, Big Ben, Rio Tâmisa e o London Eye!

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O Palace of Westminster (ou Casa do Parlamento) com o Big Ben são símbolos da cidade. O primeiro abriga as duas casas, House of Commons (cas dos comuns) e House of Lords (casa dos lordes), e o famoso “relógio” Big Ben, nada mais é que o sino da referida Casa do Parlamento.

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No dia seguinte tivemos uma programação intensa para aproveitarmos as atrações inclusas no London Pass.

DICA: O London Pass é um cartão de visitas da cidade que te dá direito a entrar “gratuitamente” em várias atrações, descontos em diversas outras e passagem sem fila em algumas poucas. Minha dica é fazeres a tua programação, e depois de planejar o que realmente desejas conhecer na cidade, analisar se vale a pena comprar. Há cartões para 1, 2, 3 ou 6 dias!

 

Cedinho estávamos na  Abadia de Westminster para não pegarmos muita fila e conseguirmos aproveitar bem o dia! 

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Linda manhã na famosa “Londres cinzenta”

Apesar do nome, nesta Abadia não fazem cervejas 😛

É uma igreja, a mais importante da cidade, pois é onde acontecem as coroações dos reis britânicos, os casamentos reais e também onde são enterradas as pessoas da família real. Foi erguida no século VIII e ampliada no século XI.

É muito bonita, porém cheia de TÚMULOS, o que acaba tornando-a um pouco “poluída visualmente”. Mas não podemos negar que é recheada de história!! Vale a pena a visita!

Dos eventos mais famosos e recentes que ali aconteceram, podemos destacar o funeral da Princesa Diana, em 1997, e o casamento do príncipe Willian, em 2011.

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Abadia de Westminster

Após, seguimos pelas visitas às Igrejas, indo para a Catedral Saint Paul.

Apesar da importância da Abadia, a Catedral é uma das Igrejas mais famosas da Inglaterra, e ali também ocorreram muitos eventos históricos importantes, como o casamento da Princesa Diana e do Príncipe Charles em 1981 e o funeral de Winston Churchill em 1965.

Com estilo barroco, finalizada em 1710, a presente estrutura é a quinta catedral construída no mesmo local desde o ano de 604. Possui a segunda maior cúpula do mundo (a primeira é a Basílica de São Pedro, no Vaticano).

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Catedral Saint Paul

Nossa terceira visita do dia foi a Tower of London, o castelo mais antigo da Inglaterra que já foi fortaleza e palácio real, mas que hoje é uma atração turística onde há exposição de armas, armaduras e as jóias da Realeza.

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Não sei dizer bem certo porque esse local não me encantou… acho que pelo fato de ter soldados, ou melhor, pessoas fantasiadas de soldados, andando pelo castelo, me passava a idéia de estar num teatro, não dando aquela sensação de ser um local que alguma vez foi realmente importante. 

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Visitamos rapidamente a exposição das armas (devido ao tempo que teríamos para realizar outras visitas pelo London Pass) e a exposição das jóias da Realeza! Essa última sim posso dizer que valeu a pena esperar na vila e visitar com calma. É surpreendente ver as coroas, colheres, roupas e toda a riqueza da Realeza, e ainda saber que algumas daquelas peças estão ali para serem guardadas, pois ainda são utilizadas pela família Real em ocasiões importantes.

 

Logo ao lado da Tower of London está a Tower Bridge, a famosa ponte de Londres que foi construída em 1894 sendo sustentada por duas enormes torres. Apesar de ser mais bonita quando vista de fora, subimos na mesma e a atração foi interessante.

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Tower Bridge vista da Tower of London

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Há um filme contando sobre a sua construção e após exposição de fotos com informações sobre diferentes pontes no mundo todo, dando um enfoque especial a suas estruturas como obras da engenharia. A vista estando sobre o Rio Tâmisa é o que mais deixa a desejar, vez que a passarela por onde caminhamos é fechada e não nos permite tirar belas fotos, nem mesmo ter uma vista completa da região.

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Encerrando as programações e aproveitar um pouquinho do tímido sol, fizemos um passeio de barco pelo Rio Tâmisa, retornando para a região de Westminster.

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Ponte do Milênio

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E para encerrar o dia bem, como não podia deixar de ser, uma paradinha agradável no Red Lion Pub.

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Agora mais próximo ao hotel, passamos por mais 2 pubs…

 

Terceiro e último dia em Londres, não podíamos deixar de “tentar ver” a troca da guarda em frente ao Buckingham Palace. 

Nada mais do que um teatrinho para os turistas, a troca da guarda ocorre todos os dias às 11:30 no portão de entrada do Buckingham Palace, que é a residência oficial (e aqui nada de teatro, é de verdade mesmo) da família real.

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É sempre bom chegar cedo!

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Troca da Guarda Real

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Memorial Victoria

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Após, um agradabilíssimo passeio pelo Park Saint James, parque que fica em frente ao Palácio. Um lugar lindo e tranquilo, muito bem cuidado, com lago artificial, patos, cisnes, cadeiras para se sentar ao sol e lindos jardins!

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 Uma caminhada pela cidade e mais um parque, desta vez o Regent’s Park.

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Como não podia deixar de ser, uma passadinha no mais conhecido e visitado Museu de Cera do mundo, o Madame Tussauds. Hora de se divertir e pagar mico!

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Maridão ficou com inveja…

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…e deu o troco!

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Robin Williams… gentileza em pessoa

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passando umas dicas para o principiante!

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Barriguda? Eu???

Hoje eu e o Cris nos divertimos muito vendo as fotos da evolução da barriga na gestação! Foi muito divertido olhar as primeiras fotos e lembrar da nossa felicidade fazendo a comparação e da nossa alegria ao mostrar as fotos para a família e para os amigos. E a minha ansiedade em fazer os posts para o blog e colocar aqui as fotos? Só eu mesma!

Para lembrarem as primeiras fotos: “barrigudinha” (fotos com 8,13 e 17 semanas) e “barriguda… a evolução” (foto com 27 semanas).

Ficamos imaginando o que o pessoal comentou quando mostramos as fotos… deviam pensar que estávamos loucos de enxergar alguma diferença, hehehehe!!

Bem, o Cris, naquela época, já me chamava de barrigudinha… agora a coisa ficou mais intensa, mais direta, barriguda, pançuda, barriga cambota e até transporte são os nomes carinhosos que recebo! “Transporte” se deve a um amigo espanhol que disse que só fui aceita no clube da cerveja de quinta-feira (em um dia que o Cris ia sozinho e aceitou a minha companhia) porque estava transportando o Pedro, que na verdade quem estava acompanhando o Cris era o Pedro, e não eu… ok, comecei a ser ignorada fisicamente 😛

Mas agora a barriga esta realmente grande, tivemos uma evolução considerável. Hoje completamos 32 semanas de gestação, pesando 69kg, ou seja, aumentei mais ou menos 7kg (ou 7,5kg) desde o início da gestação. Segundo os sites especializados, a partir de agora é possível que eu aumente até meio quilo por semana, pois nesta fase final o Pedro ganhara muito peso (aproximadamente metade do peso que terá ao nascer). Caramba… confesso que isso me assusta um pouco, mas vamos em frente!!
O Pedro deve estar com aproximadamente 42 centímetros e 1,7kg, mas saberemos certinho no dia 12/06, dia da próxima (e última) ecografia.

Como poderão ver nas fotos abaixo a barriga está realmente grande, e nesta última semana (após a última foto) ela parece estar mudando não só de tamanho, mas de formato também, ficando cada vez mais alta. Isso tem me trazido um pouco mais de desconforto ao dormir, uma pequena dificuldade de respirar mesmo quando parada (dependendo da posição) e uma dor bem forte abaixo da primeira costela do lado direito. Segundo o médico, essa dor se deve a presença da vesícula biliar no local, então quando o Pedro chuta ali naquele cantinho, dói mesmo!

C’est la vie!! 😉
E o que tenho a dizer é que estou muito feliz com tudo isso! A emoção tem tomado conta dessa mamãe nesta fase final da gestação (simmmm, estamos no último trimestre), onde a reparação para o parto está mais intensa. E com o Pedro respondendo aos nossos carinhos com chute e muitas cambalhotas, não tem como não se emocionar a cada dia!

Querem ver como o Pedro tá grandão?

7meses