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Sanctuaire Notre Dame de la Salette

Aqui bem próximo à Grenoble existe um lugar mágico!!

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Este é o Santuário Nossa Senhora da Salette! Segue um pouquinho da sua história:

No sábado, dia 19 de setembro de 1846, uma “bela senhora” apareceu a duas crianças nos Alpes Franceses: Maximino Giraud, de 11 anos de idade, e Melânia Calvat, com quase 15 anos, que pastoreiam seus rebanhos numa pastagem alpina de La Salette.

A bela senhora, que não parou de chorar enquanto falava com as crianças, deixou o desafio ao seu povo de serem membros vivos, vocacionados a produzir frutos, perseverantes na oração, renovando sempre a sua adesão livre e amorosa a seu Filho Jesus.

Nossa Senhora da Salette questiona as atitudes daquele povo que não sabem jurar sem usar o nome de seu Filho, e que não concedem o sétimo dia a Ele, como foi determinado. Relembra às crianças que é preciso rezar, fazer bem a sua oração, à noite e pela manhã, dizendo ao menos um Pai Nosso e uma Ave Maria, caso não possa fazer melhor!!

A história é linda e comovente, o fato da Nossa Senhora escolher duas crianças para serem seus mensageiros cativa a todos que chegam ao Santuário, acredito que especialmente quem tem crianças em sua família 😉

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Desde 2013 que eu pensava em levar minha mãe neste Santuário, em cada uma das suas vindas, havia um porém que nos impedia de conhecer esse local. No verão deste ano, ela veio para ficar apenas uma semana aqui em Grenoble, mas a principal programação que fiz foi conhecermos esse Santuário!

Para quem conhece o Santuário de Aparecida, em São Paulo, saibam que o Santuário da Salette é completamente diferente. Claro que cada pessoa tem a sua impressão sobre os lugares, mas eu me senti um pouco invadida no momento de oração que buscava em Aparecida: muitos vendedores ambulantes logo na entrada, um Santuário que dava muita importância para o comércio em seu interior (praça de alimentação com preços exorbitantes, lojas de velas da mesma forma…). Salette é completamente diferente!!

Primeiro pq fica há 1.800 metros de altitude, o que de certa forma “seleciona” quem quer realmente ir para o Santuário. Ninguém faz uma viagem subindo montanha, para muitos enjoando, para chegar em um local isolado dedicado somente à oração, se não tiver realmente a intenção de se encontrar com Deus!

Quando chegamos lá em cima, a sensação era de estarmos realmente no céu, em um local pleno, abençoado… o silêncio, a beleza natural, a paz! Só de me lembrar dessas sensações, já sinto uma enorme paz interior!

La Salette, o local onde fica o Santuário, fica a menos de 80km de Grenoble, contudo, como é uma subida de montanha, leva-se em torno de 1h30min para chegar lá encima!

Chegamos na hora do meio dia, e levamos o nosso picnic! No local há mesas externas próprias para picnic, banheiros limpos e uma vista incrível! Há também um restaurante no interior para quem prefere a praticidade!

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Logo depois visitamos o interior da Igreja, a simplicidade do local misturada com a riqueza das pinturas chamam a atenção, especialmente de fizermos a comparação com inúmeras igrejas (não Santuários) daqui da Europa, em que chegamos a ficar tontos com tanto brilho e luxo.

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Participamos da Adoração ao Santíssimo Sacramento e de uma procissão pelo pequeno caminho que tem na parte de fora do Santuário, foi emocionante!!

Após subimos uma das colinas ao redor do Santuário, onde há o uma homenagem as pessoas que trabalharam na construção do Santuário, e de lá contemplamos a beleza natural do local.

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Para quem deseja visitar o local, Salette é um local internacional, onde culturas, idiomas e origens diversificadas se encontram para rezar, para meditar. Há a possibilidade de se hospedar no Santuário de 1 a 6 noites por preços módicos. No local há 230 quartos, bar, restaurante, loja de artigos religiosos e recordações, estacionamento e internet (não acredito que vá precisar, vc vai esquecer que tem celular).

Eu recomendo a visita, pretendo retornar em seguida para mais uma experiência de amor e reecontro!!

 

Feliz 2016!!

Para tudooooo!!

Sério, já é 2016!! E pior… já estamos na metade de fevereiro!!

O tempo está voando, para vocês também??

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Meu Pedro já tem 2 anos e meio, ontem completamos 1 ano do nosso retorno à França e eu… já estou mais perto dos 40 que dos 30!!   :-0

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Brincadeiras a parte, um projeto para 2016, dentre tantos, é voltar a escrever aqui no blog. Em 2015 não viajamos muito, o que não é desculpa para abandonar esse espaço, mas tenho sim algumas viagens por escrever!!

Também quero diversificar um pouco, escrever sobre algum outro assunto que me peçam aqui nos comentários (hahahaha, rindo sozinha, imaginando tantos comentários com diferentes assuntos que eu nem daria conta!! 😛 ), ou sei lá sobre o que vier na telha: sobre costumes, esportes, roupas, estética…

Na próxima semana partiremos para uma viagem pela Borgonha e Champagne, acho que será bem interessante e trarei um post recheado de lindas fotos!!

Por enquanto… deixo um até breve!!

Quem é vivo sempre aparece!!1

Falaaaaa galera!! Se é que ainda existe alguém que passe por aqui… e se passar deve ficar preso nas teias de aranhas, heuaheua!!

Well… depois de uma grande temporada fora do blog e da França, estou de volta: no blog e na França!!

Sim, estamos novamente morando em Grenoble, inicialmente por mais 2 anos! Neste tempo ficamos 10 meses no Brasil, curtindo a família, o Cris terminando o Doutorado e nos preparando para voltarmos.

E depois de muita choradeira, voltamos!

E como estar na França facilita, e muito, viajarmos, nada melhor que reativar o blog para escrever um pouco sobre nossas viagens (faltaram muitas da leva antiga, dessa vez prometo estar mais presente), sobre minhas corridas e quem sabe… sobre a chegada de um(a) segundo(a) herdeiro(a)!!

 

Bem, voltamos no dia 11/02 e ainda estamos hospedados na casa de amigos a procura de um apartamento para nos acomodarmos. Assim, minha missão no momento é: cuidar do Pedro (que está lindão e enorme, logo posto fotos aqui), buscar apartamentos e CORRER!!

 

Pois é, neste ano vai dar certo a MEIA MARATONA DE PARIS!! Estou treinando firme, será agora no dia 08/03, estou na reta final de treinamentos!! Mas eu escreverei a respeito logo logo!

 

Para reiniciar está bom né?

Espero que vocês não tenham desistido de mim!!

Abraços

 

Meu parto… um momento mágico!

Ontem o meu maior e melhor presente completou 5 meses de vida (fora da barriga)!  E não teria um dia melhor para retomar os posts aqui no blog!

E como o dia foi dedicado ao Pedro, o post é sobre a maravilhosa vinda dele para os nossos braços: o “relato do meu parto natural”!!

😉

Durante toda a minha gestação eu lia relatos, livros e mais livros, via vídeos na internet, e assim me preparava para o meu parto! Me emocionava muito com os relatos de partos, fossem normais ou cesáreas, especialmente no último mês de gestação. E claro, sempre pensava em escrever meu próprio relato para partilhar a nossa história, inspirar e encorajar outras mulheres ao parto natural e também para contar como é ter um bebê aqui do outro lado do mundo, na França, um país onde, diferentemente do Brasil, a cesárea é exceção.

Nosso pequeno Pedro chegou 16 dias antes da data prevista pelo médico, no dia 19 de julho, com 38 semanas e 5 dias de gestação.

Neste dia acordei às 05h20min, horário que normalmente levantava para ir ao banheiro durante toda a gestação. Porém, naquele dia senti algo diferente… uma leve dor, muito parecida com uma cólica menstrual. Como não era nada muito forte, voltei a dormir! Vinte minutinhos mais tarde acordei com a mesma dorzinha! Chamou-me atenção o intervalo de 20 minutos, tempo esse descrito como o primeiro intervalo entre as contrações regulares.

Tendo programado uma caminhada logo cedo com o maridão, às 7h, fiquei acordada até esse horário, sentindo meu corpo, reparando o tempo de intervalo e percebendo as mudanças que estavam por vir. Às 7h acordei o Cris, relatei o que vinha ocorrendo e fui para a bola suíça (aquela usada no pilates) administrar as dores, que até então eram suaves, ainda como uma cólica.

Devido ao fato de saber que caminhadas ajudam no trabalho de parto, e imaginando que pudesse ser o dia do nascimento do Pedro, decidimos manter a nossa caminhada. Enquanto nos aprontávamos, por volta das 8h, o tampão saiu… na teoria era bem mais fácil de identificar: líquido mais espesso, um pouco gelatinoso (como uma clara de ovo), de coloração clara ou levemente amarronzada (devido a presença de sangue) e cheiro de água sanitária! Ok, mas na prática, fiquei com um “será?!”… seguido de um “tudo bem, ACHO que é o tampão!”

Saímos para a caminhada: passeamos pela beira do rio, bem mais lentamente que a marcha habitual, precisando parar ao sentir algumas contrações, pois as danadas aumentavam, tornando-se mais freqüentes e doloridas. Aproveitando a caminhada, passamos na farmácia para comprar o Spaflon, um remédio que inibe falsas contrações, ou seja, tomando ele, se elas continuarem, é porque realmente chegou “a hora”. Ainda na farmácia, sob os olhares das atendentes e clientes (pois a dor neste momento já não podia ser disfarçada), abraçada no Cris, senti uma forte dor e um líquido descendo… minha bolsa estourou! Não escorreu líquido pelas pernas como li várias vezes, mas como o Pedro estava com a cabeça encaixada há dois meses, sabia que esse líquido poderia descer aos poucos.

De volta para casa, fui para um demorado banho quente para ajudar a relaxar. O Cris começou a arrumar as coisas que faltavam, segundo uma listinha já preparada por mim, enquanto eu me estiquei no colchão colocado na sala, fui para a bola suíça e caminhava pela casa, administrando as contrações. O líquido continuava a sair.

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Relaxando e conversando com o Pedro

Não pensei em anotar as contrações, na verdade nem sei bem o motivo de não ter feito… no meu coração já tinha certeza de que o Pedro estava a caminho, não precisava comprovar que estava em trabalho de parto. Ligamos para a sage-femme que pelo nosso relato confirmou tratar-se do grande dia, desejando “bon courage” (boa sorte).

11h15min eu e o Cris saímos para a maternidade, um dia quente de sol, todo perfeito pra que a mais linda das criaturas de Deus viesse para esse mundo! Foi um percurso, casa – maternidade, emocionante, cheio de dores e sorrisos… nem precisávamos falar nada, nossos olhares um para outro eram repletos de carinho e amor… sabíamos que nosso pequenino estava a caminho!

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Felizes indo “buscar” o nosso petit Pedro

Já na maternidade aguardamos em torno de 30 minutinhos até sermos encaminhados à sala de exames.

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Em um intervalo de contrações… feliz da vida!

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Durante uma contração… mas ainda feliz da vida!

Nesta sala as minhas contrações e os batimentos cardíacos do Pedro eram monitorados. Pouco antes das 13h o primeiro exame clínico constatou uma dilatação de 4cm. Confesso que neste momento fiquei um pouco tensa… diversas vezes escutei da minha mãe que ninguém da minha família tinha passado dos 4cm de dilatação, e que não seria diferente comigo por uma questão de genética 🙁

A sage-femme que nos acompanhava foi muito sábia (sage) ao me falar das contrações, dizia que elas eram, naquele momento, minhas melhores amigas, pois eram as responsáveis por trazer o meu filho aos meus braços. Orientou-me a respirar lentamente e me movimentar, saindo da cama. Foi muito bom e importante escutar aquelas palavras, pois me fez lembrar que a dor que eu estava sentindo era normal, era natural, e era a responsável por fazer com que o Pedro pudesse nascer… era meu corpo querendo me oferecer o melhor presente da minha vida!

Ficamos mais umas 2h30 nesta sala, freqüência e intensidade das contrações aumentando bastante. Eu e o Cris tentavamos de tudo… posições, rebolar, pontos de shiatsu que ele apertava a cada contração para aumentar minha tolerância a dor (esses são mágicos, leia a respeito aqui), bola suíça (onde passei a maior parte do tempo), massagens… ele, o meu maridão como chamo, esteve sempre presente, sempre ao meu lado, me dando suporte físico e emocional, realmente acreditando na minha capacidade de dar a luz por parto natural, algo tão intensamente desejado por mim. Contudo, apesar de todas essas manobras e todo o apoio que recebi, a esta altura, mesmo nos intervalos das contrações as dores continuavam, ainda que mais fracas.

Por volta das 15h30min um novo exame clínico… meu coração disparou: 7cm de dilatação!! Minha alegria foi enorme, e por alguns instantes pensei em continuar sem anestesia, pois estava ciente de tudo que a anestesia acarretaria, como a impossibilidade de eu fazer qualquer coisa para ajudar no parto, além de torná-lo mais lento, o que poderia desencadear em várias intervenções, como o uso do fórceps e até mesmo uma cesariana. Porém, as dores das contrações estavam intensas, e no intervalo entre elas já não era possível relaxar e descansar.
Decidi pela peridural, decisão 100% apoiada pelo maridão, que percebia que não estava sendo fácil para mim.

Assim, partimos para a sala do nascimento, e as 16h10min recebi a anestesia, uma dose leve, conforme solicitamos.
As dores passaram em seguida, restando um leve desconforto a cada contração, como se fossem as cólicas iniciais.

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Sem dores, no aguardo do meu pequeno!

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Melhor equipe de apoio do mundo! Obrigada!!

Perto das 18hs um novo exame clínico constatou que eu estava com quase 9cm de dilatação, quase dilatação completa!! Porém, as dores voltaram, somadas ao cansaço de mais de 10 horas de trabalho de parto. O fato de estar deitada na cama (eis que já tinha recebido a peridural e não poderia mais me movimentar como antes, deixando de ser tão ativa no parto) agravavam as dores, pois sempre tive dores nas costas, e estas já estavam cansadas. Piorando o meu quadro, precisei ficar na posição ginecológica para que o Pedro “descesse”, e ali fiquei bastante tempo. Para mim esta posição foi ruim,  pois além de todas as dores que eu estava sentindo, o cóccix também começou a doer (tinha quebrado o cóccix há 2 anos).

Solicitamos mais anestesia, porém devido ao fato das dores não serem das contrações, mas da posição do Pedro, costas e cóccix, nada mudou! Além da segunda dose da peridural, neste momento administraram 1,5ml de ocitocina por hora, com o objetivo de regular as contrações.

Chegando perto das 19h, percebemos que o nascimento seria um pouco “adiado”, pois neste horário ocorre a troca de profissionais da maternidade, e já não daria mais tempo de iniciar a fase de expulsão e terminar até às 19h. Ok, era hora de administrar a ansiedade!

As dores continuavam, um mistura de contrações, costas e cóccix, então as 19h20min foi administrada mais uma dose (a última) de anestesia, e elevaram a dose de ocitocina, agora para 3,5ml por hora.

Neste momento também começam a arrumar a sala para o grande momento… frio na barriga, medo da dor, ansiedade pela chegada do Pedro, dores, tudo se misturando!!

As 20hs ocitocina foi pra 5.5ml/h e iniciamos o trabalho de expulsão. Inicialmente a sage-femme me pediu para que eu fizesse força para a saída do bebê… contudo a força que eu fiz não era suficiente. Orientada a fazer a maior força que conseguiria, inclusive segurando as barras da cama para ajudar, segui meu trabalho. O Cristiano foi orientado a empurrar a minha nuca a cada contração, o que parece agressivo, mas facilitava muito o meu trabalho.

Por volta das 20h20min a sage-femme chamou o médico, é chegada a hora!!

Continuávamos a fazer força a cada contração, mas aqueles instantes foram tão intensos que, quando percebi o médico mandou eu parar: ops, eu sabia que ele só mandaria eu parar quando o Pedro estivesse saindo! Estávamos na reta final. Então olhei para o lado e vi o maridão emocionado que me falou “já vi a cabecinha dele”!!

Em poucos segundos meu filho já estava em meus braços! Foi o tempo que o Pedro teve para chorar, pois assim que foi colocado em meu colo, fazendo o “peau a peau” (pele a pele) ele se acalmou e ficou ali, olhando para a mamãe e o papai, conhecendo e curtindo a sua família… Essas duas horas foram inesquecíveis, somente nós três na sala, eu e o Cris nos conhecendo agora como pais e admirando o nosso pequenino que nos olhava com atenção e muito amor!

Às 20h46min do dia 19 de julho de 2013, com 2,880kg e 48cm de pura gostosura, Pedro veio ao mundo me mostrando que a vida poderia sim ser mais colorida, mais intensamente vivida e repleta de amor!

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Meu tesouro!

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Como diria o “Tio Dani”: a foto não é perfeita… mas o momento é!

 

Minhas impressões:

* o longo trabalho de parto, quando verdadeiramente vivenciado, passa tão rápido que até dá vontade de voltar no tempo;

* as dores são suportáveis se sentidas a cada contração (e não pensando nas 12h de trabalho de parto)… vivenciá-las uma a uma, eis o segredo!

* ao ser questionada sobre as dores, respondo que tive um parto atípico: senti muitas dores, mas tenho a consciência de que eram decorrentes de outros fatores (cóccix e costas). As contrações? Expulsão? Dessas tenho até saudades!

* a dor da expulsão, que realmente me assustava, foi mínima! O corpo é sábio… banhado em ocitocina torna esse momento mágico!

* quando mesmo posso encomendar o segundo baby e repetir a dose??

 

UM ADENDO: li em diversos lugares a informação de que a dor do parto normal é equivalente a dor de 20 ossos quebrando ao mesmo tempo – balela!!

Deixo o registro de que quebrar o cóccix dói muitoooo mais que ter um filho! 😉

 

 

As melhores férias da minha vida…

Sempre que leio blogs  eles estão sem atualizações o motivo é o mesmo: férias!
Sendo assim, passo aqui rapidinho para dizer que estou nas melhores férias da minha vida: cuidando do meu pequenino Pedro!

Hoje nem tão pequenino assim, uma vez que o rapazinho já completou 2 meses no último dia 19.

Estou preparando um post relatando o meu parto, que como desejado, foi natural! Em breve… tá saindo do forno.

Por enquanto deixo para vocês uma mini sequência de fotinhos do meu príncipe… cuidado para não babar no seu teclado! 😉

* Fechando com chave de ouro esse período maravilhoso da minha vida! Adorei minha gestação… mas nada melhor que ter o Pedro nos braços!

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* Pedro decidindo se autorizava ou não a postagem da foto dele aqui no blog… foi difícil, mas ele deixou!

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* Sendo torturado pela mamãe na sessão diária “mordidinhas de amor”

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* Deixando o papai emocionado!

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Amsterdam

Essa cidade sempre esteve nos nossos planos… sempre pensamos em conhecê-la!

Após a nossa ida a Bruxelas, visitar a Cibele, o Rodrigo e a Heleninha (e encontrar a Tia Diva), e escutarmos eles falarem de Amsterdam com tanto carinho, ela entrou para o nosso roteiro certo… mas com a gestação e as visitas que tivemos, o tempo foi passando e quase quase que ela “fica para depois”!

Mas nada como um super feriadão e a barriga crescendo (o que vai me impedir de viajar de avião logo logo) para tomarmos a decisão, meio que de última hora, e irmos realizar esse projeto!! Ainda com o incentivo de estarmos na primavera e nos dias do famoso parque das tulipas… a decisão ficou fácil!

Tendo uma semana de folga, conseguimos encaixar duas cidades: Amsterdam e Londres (esta em seguida terá seu post próprio)! Então… pé na estrada!

 

Amsterdam, capital da Holanda, não é uma cidade recheada de monumentos e pontos turísticos como Paris, por exemplo. Encontramos a sua beleza em uma caminhada, nas suas casas tortas, nos inúmeros canais e pontes, e nas incontáveis bicicletas que tomam conta da cidade.

OBS.: ao contrário do que imaginei, em um site encontrei a informação de que Amsterdam “conta com mais de 7 mil monumentos e edifícios declarados sendo de valor histórico, e com mais de cinquenta museus públicos e privados” (ver aqui).

Bem… seguindo…

Conhecida como a “Veneza Holandesa” (mais uma Veneza para a nossa listinha), devido aos seus inúmeros canais, Amsterdam é  uma cidade consideravelmente nova, pouco mais de 700 anos de história, mas tão bela e encantadora que seu Centro Histórico é Patrimônio da Humanidade, segundo a UNESCO.

 

Com mais de 800 mil habitantes (juro que não imaginei que eram tantos) a cidade é recheada de museus e programações para os incontáveis turistas que ali se encontram. Ficamos 2 dias na cidade e um terceiro dia no parque das tulipas (um encanto à parte), e acreditamos ser tempo suficiente para conhecer Amsterdam, não na sua totalidade, mas deixando um gostinho de “quero mais”.

Duas coisas realmente me chamaram a atenção: o cuidado com a cidade, repleta de parques e jardins floridos, dando um colorido todo especial aos dias normalmente nublados; e o carisma das pessoas que ali moram, prestativos e atenciosos ao dar informações.

 

Chegando na cidade e saindo da estação central, já nos deparamos com a inconfundível arquitetura das casas e da própria estação, além dos canais que estão por toda as esquinas. Nos munimos do mapa da cidade (adorei a embalagem parecida com um remédio) e partimos para nosso primeiro dia.

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Estação central

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Nosso inseparável remedinho, o mapa!

“Para a nooooossa alegria” (não resisti, desculpem) fomos brindados com um lindo dia de sol: raridade!! Como a primeira programação foi prejudicada por uma imensa fila de espera (não queríamos perder um dia de sol em uma fila para depois ficar mais de hora dentro de um museu), decidimos passear pelo bairro Jordaan.

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Bairro antigo, atualmente conhecido como o bairro dos artistas e intelectuais, foi na verdade construído para abrigar os trabalhadores envolvidos na expansão da cidade através do cinturão de canais no século XVII. Portanto até as décadas de 60 e 70, foi um bairro de trabalhadores, só depois sendo tomado por artistas, estudantes e profissionais liberais.

É um local recheado com lindos canais, bares, cafés antigos ou Bruincafés – que são cafés com séculos de idade.

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Aproveitamos para dar uma paradinha para nos deliciarmos com a famosa Appelgebak met slagroom, ou simplesmente torta de maçã com chantili. Segundo o DaniDuc do blog Ducs Amsterdam (para mim o melhor blog sobre a cidade), provar essa torta deve fazer parte da programação! Assim,  paramos na cafeteria Winkel 43 que, segundo o próprio DaniDuc, serve a melhor torta de maçã da cidade… realmente uma delícia!

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Passeamos pelas ruas deste adorável bairro, repleto de lojinhas encantadoras e que segundo Kimbell, que nos recebeu no Hotel Liberty (adoramos esse hotel e, sem dúvidas, recomendamos! Instalações simples mas muito boas e limpas, bem localizado e atendimento nota dez), por ser um bairro menos turístico, é onde encontraremos os melhores preços da cidade.

A famosa praça Dam é onde ocorre a festa de final de ano, com fogos de artifício e shows.  Antiga, grande e repleta de turistas, é onde encontramos o Museu da Madame Tussaud (que não visitamos por estarmos de partida para Londres em 2 dias) e o Palácio Real. Não é de uma beleza de tirar o fôlego, mas não se pode deixar de dar uma passadinha, dado seu valor histórico, tendo sido mercado central e também palco de diversos protestos.

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Neste local existia uma represa do Rio Amstel (dam = represa) e ao seu redor que a cidade se desenvolveu. Essa represa virou praça, porém o nome permaneceu, sendo a origem do nome da cidade, que inicialmente era Amstel Dam (represa do Amstel), chegando a atual Amsterdam.

Abaixo o Monumento Nacional, que foi construído em memória àqueles que perderam suas vidas na Segunda Guerra Mundial, também presente na praça Dam.

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Aproveitando o sol, visitamos a Feira Albert Cuypmarkt, que ocorre todos os dias, há mais de 100 anos. Uma feira de rua que vende de tudo: roupas, capas de celulares, flores, bicicletas, comida, etc. Apesar dos turistas baterem o ponto na feira, ela não deixa de ser muito frequentada pelos holandeses que ali moram. Mas tínhamos um motivo especial para nos deslocarmos até esta feira, os famosos Stroopwafels que a Cibele nos apresentou e que virou encomenda certa quando ela ia de Amsterdam para o Brasil. Lá fica a famosa barraquinha das “bolachas de caramelo” que são feitas na hora. Clarooo que comemos uma grande feito na hora e trouxemos um pacote na bagagem… tudo em nome do Pedro!

O Cris aproveitou e conheceu o tradicional Haring, um peixe marinho cru servido com picles e cebola. Gostosinho, mas cheinho de espinhos! Para as gestantes… atenção: só uma provinha! 😉

Se tem uma coisa que eu gosto é de viajar com o maridão… nosso jeito realmente combina! Normalmente temos um roteiro, até bem organizado (se alguém precisar de guia turístico, fale comigo… estou até pensando em abrir uma agência de viagens :D), mas a flexibilidade é o nosso ponto alto. E devido a ela, ao retornar de bonde para o centro da cidade, decidimos descer em um local não previsto, mas que era lindo… um pequeno jardim no meio de uma rótula.

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Uma espiadinha no mapa e alteramos o roteiro… caminhando poucos metros pela beira de um canal, já estaríamos na Praça Het Museumplein, então bora caminhar um pouquinho! Essa praça reúne os museus Rijksmuseum, o Van Goghmuseum e o Stedelijlmuseum, além do Concert Hall e do famoso letreiro “I AMsterdam”, que parece ser o mais disputado de todos para fotos!

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“I AMsterdam” ao fundo 😛

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Uma passadinha no Mercado flutuante das flores, onde lembramos muito da minha mãe, que ia enlouquecer com as mudas de tulipas e após, um merecido descanso no nosso Hotel antes de partir para a noite de Amsterdam.

A noite não poderia acontecer em outro local que o famoso Red Light District (bairro da luz vermelha). Bairro famoso pelas vitrines em que as mulheres são o próprio “produto ofertado” – uma vez que a prostituição é legalizada na Holanda – além dos coffeeshops  – onde é permitido o consumo da maconha – e de diveros sexshops. Sim, tudo ali, nas ruas, nas vitrines, onde encontramos muitas famílias passeando, crianças, idosos… na grande maioria turistas.

É estranho para quem mora em um País onde a maconha e a prostituição não são legalizadas estar num local como esse, não há como não ficar curiosa e olhar mesmo. Mas mais curiosa ainda era a minha situação: grávida, com barrigão, neste local… confesso que no início me senti um tanto “estranha”, mas depois não tinha como não relaxar e curtir… afinal era o que todos faziam ali.

A foto abaixo foi tirada com a “autorização” dos policiais! Li em muitos blogs que não é permitido tirar fotos no Red Light District, mas acredito que a proibição esteja restrita às “profissionais” (há adesivos de proibição de fotografas nas vitrines). Contudo, nunca se sabe quando algum policial não vai pensar que você está tirando foto com um super zoom… então não custa nada pedir né?

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Erotic Museum

O bairro que estamos falando é denominado De Wallen, o centrão. Porém é possível encontrar vitrines com mulheres ofertando seus trabalhos em outros locais da cidade e nos mais diversos horários. Pertinho do Hotel que ficamos tinham algumas vitrines com mulheres trabalhando pela manhã… é assim né? Afinal, você não sai cedo de casa para trabalhar?

Jantamos em um Pub super legal (novamente indicação do DaniDuc) chamado Beleerde Suster. Local agradável, bem decorado, onde além de ser um pub, é também restaurante e uma micro cervejaria local.

No segundo dia acordamos cedinho com o objetivo de evitar a enorme fila do Museu Anne Frank. Foi o museu escolhido por nós para visitar na cidade, uma vez que já tínhamos feito um super passeio em fevereiro, na cidade de Arles, vendo as paisagens (ao vivo e a cores) pintadas por Van Gogh.

Eu, muito culta que sou, nunca tinha ouvido falar de Anne Frank, mas ao fazer o roteiro me encantei por sua história: uma adolescente judia, que morava com sua família na cidade de Amsterdam, por volta de 1940. No seu aniversário de 13 anos, ganhou de seus pais um diário, onde inicialmente escrevia “coisas secretas” sobre a sua escola, amigas, garotos… como quase toda adolescente tem (ou tinha, na minha época ainda tínhamos os famosos diários)!

Logo após ganhar este presente, os nazistas invadiram a Holanda, enviando os judeus para os campos de concentração. O pai de Anne, que possuía duas empresas na cidade, decidiu se esconder com sua família e mais algumas pessoas em uma das empresas, e para isso contou com a ajuda de 4 pessoas, todos seus colegas/sócios.

Por 2 anos eles viveram uma vida de total reclusão, sem sair do esconderijo e sem sequer abrir as escuras cortinas para que não fossem vistos pelos vizinhos, tinham que ter cuidados diários como não falar alto (pois os funcionários da empresa que trabalhavam no mesmo prédio não sabiam que ali estavam), não utilizar as torneiras durante o dia (devido ao barulho dos encanamentos), etc. Uma verdadeira reclusão!!

Porém eles foram traídos (sem saber por quem) e descobertos, sendo todos encaminhados aos campos de concentração. Todos morreram, exceto o pai de Anne Frank, que retornou ao esconderijo ainda na esperança de ter notícias da sua família. Após saber da morte de sua filha Anne, decidiu ler seu diário e conheceu uma menina madura, totalmente diferente da filha com quem convivia… que mostrava através das palavras seus sentimentos e sua força. Assim, decidiu publicá-lo! O livro é um best-seller e existe em mais de 70 idiomas…

O museu, uma das maiores atrações de Amsterdam, fica na antiga empresa onde a família permaneceu escondida… é realmente emocionante! Não é permitido tirar fotos no museu, e por isso não temos um registro para colocar aqui 🙁

Após a visita, voltamos ao Hotel para tomarmos o café da manhã feito pelo anfitrião Kimbell (do Liberty Hotel) que nos falou mais um pouco da cidade!

O Hotel fica encostadinho na menor fachada de Amsterdam (o prédio é maior para trás), sendo portanto quase que um ponto turístico!!

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Depois trocarmos de hotel para o Family Hotel Kooyk, que também indico pela estrutura, localização e especialmente pela atenção dispensada pela proprietária.

Esse segundo hotel ficava mais longe do centrão, porém mais próximo de outras atrações programadas para o segundo dia! Assim partimos para a visita ao lindíssimo parque Vondelpark, enorme e super bem cuidado, onde passamos agradáveis momentos a três. 

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Pracinhas e cafés

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Onde está o Pedro?

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A tarde um merecido passeio na cervejaria Brouwerij ‘t IJ, tao recomendada pela Cibele, Rodrigo, Daniel (agora o meu irmão). Uma cervejaria pequena, que funciona desde 1985,  muito agradável! Tem uma deck para ficar ao ar livre (que aproveitamos mesmo sem o sol do dia anterior), curtindo a paisagem dos canais e do moinho.

Quando as cervejas em si não tenho como falar (vamos aguardar um post a respeito né Cris?!), mas passei ótimos momentos com o maridão neste local, conversando e aprendendo um pouquinho mais sobre o fabuloso mundo das cervejas!!

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Nosso terceiro dia em Amsterdam foi dedicado ao Parque Keukenhof, que farei um post especial… mas antes dele, nos despedimos dessa agradável cidade com um passeios por seus canais.

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Indicamos muito a cidade para quem for dar um pulinho na Europa, Amsterdam é imperdível!! 

Uma nova forma de hospedagem…

Hoje decidi escrever sobre uma nova forma de hospedagem que descobri quando já estava morando aqui na França, apesar da indicação ter vindo do meu irmão.

Trata-se do AIRBNB, um site no estilo booking, porém onde os particulares colocam seus imóveis para “alugar” por curtos períodos.

Utilizei por duas vezes e fiquei super satisfeita!

 

Funciona da seguinte forma: você entra no site www.airbnb.com.br e preenche os campos “para onde você quer ir?”, datas de chegada e partida, e quantidade de hóspedes.

Podes refinar a sua busca na coluna da esquerda, escolhendo, por exemplo, se queres que o imóvel esteja todo disponível (pois há pessoas que alugam quartos, privativos ou compartilhados, e que permanecem na casa, essa opção ainda não experimentei), reduzindo o preço da diária para a faixa que seu orçamento permitir, escolhendo a localização dentro da cidade (bairro) já selecionada inicialmente e/ou ainda selecionando algumas comodidades que entendas essenciais, como estacionamento, internet sem fio, piscina, permissão para fumar, etc. Aí é só analisar as opções ofertadas vendo as fotos, a localização através do mapa (que inicialmente, por motivo de segurança, não é exata, mas bem aproximada), as regras do imóvel e suas características. Do lado direito já vai aparecer o preço da diária, a taxa do site e da limpeza, e mais alguma peculiaridade se houver, como por exemplo, valor adicional acima de um número pré-determinado de pessoas no imóvel.

É super importante dar uma olhadinha nos comentários que ficam na parte inferior da página, pois neles podem conter informações que na descrição do imóvel não constam, como por exemplo, se o imóvel é menor que o tamanho que aparenta nas fotos, se tem água quente (aqui na França é um problema a ser analisado, pois normalmente os tonéis de água quente servem um número limitado de banhos), condições de limpeza, segurança da rua/área ao redor do imóvel (para analisar se podes voltar caminhando para o imóvel a noite), hospitalidade e ajuda do anfitrião, dentre inúmeras outras informações importantes.

Antes de efetuar a reserva, é possível entrar em contato com o proprietário do imóvel através de mensagens pelo site, para tirar quaisquer dúvidas sobre o imóvel ou solicitar informações adicionais. No meu caso, as respostas foram sempre super rápidas. Tais consultas são recomendáveis pelo próprio site, sendo até mesmo necessárias várias consultas para encontrar um imóvel que o satisfaça.

 

Há uma série de recomendações do próprio site (no link “confiança e segurança”, na parte inferior da página principal) que são interessantes ler antes de utilizá-lo, como por exemplo, apenas se comunicar com os proprietários/interessados através do site, pesquisar sobre a pessoa com quem estás negociando através de outras que já alugaram o imóvel em questão, além de informações sobre como funcionam os pagamentos (só é liberado ao proprietário 24h após sua saída do imóvel, caso não tenha ocorrido nenhum problema a ser solucionado). Há também garantias para quem aluga, como não podia deixar de ser, como a possibilidade de reclamar caso tenhas danificado o imóvel e o consequente desconto do valor do dano direto do seu cartão.

 

O lado bom do AIRBNB (na minha opinião):

* normalmente os preços são mais convidativos que os dos hotéis, especialmente se forem mais de duas/três pessoas;

* liberdade para utilizar a cozinha e assim diminuir os gastos da viagem com alimentação;

* liberdade para as crianças que possuirão mais espaço;

 

Minhas experiências:

1) Em Barcelona –> estávamos, eu e o Cristiano, com mais um casal de amigos, e alugamos um apartamento no centro de Barcelona pagando o mesmo preço que pagaríamos para ficar em um Hostel com banheiro compartilhado e camas beliches. Essa experiência foi muito interessante, inicialmente porque os proprietários da casa estavam viajando, deixando a chave com uma amiga. Só conhecemos os proprietários na hora da entrega das chaves, no último dia. Porém isso não significou que não tivemos assistência dos mesmos, por mensagens estavam sempre dispostos (os donos do apartamento e a própria amiga) a nos ajudarem, inclusive com indicação de restaurantes. O que achamos mais interessante foi que eles simplesmente saíram de casa, deixando-a em ordem para nós, mas com todos os seus pertences (como se tivessem saído para ir na padaria): porta-retratos, bebidas, alimentos na geladeira, etc. Uma casa normal… Claro que nós, como “inquilinos” precisamos ter o bom senso e não utilizar as coisas da casa, por isso compramos nossa alimentação e usamos a geladeira sem nenhum problema. Preparamos nossa ceia de ano novo e assim economizamos uma grana boa jantando em casa com os amigos.

Esse casal utilizava o airbnb há uns 6 meses, então já tinham instruções básicas na geladeira, bem como espalhadas pela casa (em cima da mesa, lembrando de usarmos os porta-copos para não estragar o móvel; no armário, avisando que ali estavam suas roupas e que não deveríamos abrir aquela parte; ensinando como usar o aquecedor), além de informações sobre a cidade e um mapa a nossa disposição, com a indicação dos pontos turísticos e meios de transporte.

 

2) Em Roma –> alugamos um apartamento de um brasileiro (o que facilitou a comunicação, pois não falo italiano, mas normalmente o inglês é bem compreendido por todos) super bem localizado, ao lado do Vaticano. Essa experiência foi um pouco diferente, pois o imóvel parecia mesmo para alugar, não tinha qualquer resquício de que alguém morasse nele. Os utensílios de cozinha eram em número reduzido (mas suficientes), não haviam armários ocupados com roupas ou alimentos. Apesar de também recebermos as chaves de uma amiga do proprietário, ele esteve sempre a disposição para nos ajudar pelo telefone.

Foi um verdadeiro achado, eis que fomos numa época em que os hotéis estavam absurdamente caros (troca do Papa), e estávamos em 5 adultos e 4 crianças, o que tornaria o nosso gasto com hotel gigantesco – pagamos em torno de 1/3 do valor que gastaríamos em hotel. Para as crianças foi super bom, pois podiam ficar bem a vontade no apartamento, além de termos um ponto de apoio para o descanso, necessário nesta situação.

 

Bem, agora eu sempre procuro no Airbnb paralelamente ao booking, especialmente se ficarei na cidade por mais de 2 dias (pois na minha opinião para ficar 1 dia, nada melhor que um hotel ou mesmo um hostel – desses falarei em um post futuro) e se estamos com mais pessoas (acho que o ideal para compensar o valor dos hotéis é a partir de 4 pessoas, pois com 3 ainda encontramos bons preços nas redes de hotéis “ibis e cia limitada”). Percebo também que é uma ótima opção para aquelas datas importantes, em que normalmente os hotéis duplicam ou até triplicam suas diárias (na época em que fomos para Roma, um hotel que tinha ficado 2 meses antes estava cobrando 3 vezes o preço da diária), como ano Novo, Páscoa, Natal, etc.

 

Decidi escrever este post, pois sei que nós brasileiros estamos calejados pela insegurança e violência que vivemos em nosso País, infelizmente. E percebo ao comentar sobre o airbnb e outras facilidades que descobri aqui, que criamos uma proteção natural, e desconfiamos das pessoas que estão a nossa volta; temos a sensação de que sempre terá alguém querendo “passar a perna na gente”, não é? É claro que pode dar errado, que podemos nos deparar com uma pessoa mal-caráter, que anuncia um imóvel em condições diferentes das reais, ou pior, que não existe; mas hoje acredito que as chances são pequenas, que no geral, “o esquema funciona bem”. Sei que facilita muito estar aqui na Europa, onde as pessoas tem uma visão diferente desses serviços, talvez por não vivenciarem a nossa violência, realmente não sei se usaria o airbnb dentro do Brasil. 🙁

Bem… acho que vocês entendem o meu posicionamento acima, espero que sim!

 

Mas o post foi feito com o objetivo de deixar essa dica e tentar orientar um pouquiho. Hoje, em minhas viagens, eu uso o airbnb… e recomendo!!

 

Caso tenhas alguma experiência a respeito e queira compartilhar… será bem legal! Use os comentários abaixo!!

 

😉

 

Uma princesa de verdade!

Hoje o post é especial… especial para todas as pessoas que buscam ver a vida de uma forma mais simples, colorida e mágica, pois ele conta a história de uma princesa… uma princesa de verdade!!

 

Antes… um pulinho no túnel do tempo!

 

Quando ficou tudo certo sobre a nossa vinda para a França, após anos e anos de planejamento e espera, outros planejamentos começaram a surgir, dentre eles, o de receber visitas no período em que estivéssemos aqui na Europa.

No dia da nossa despedida no Brasil, minha sobrinha de 4 anos me perguntou com uma vozinha de cortar o coração se ia demorar para nos vermos novamente… com a experiência de 11 anos como tia, sabia que não poderia mentir (mesmo que a intenção fosse evitar algum sofrimento)!

“- Sim meu amor, vai demorar uns 6 meses!”, respondi.

A carinha dela não mudou muito, e ela me questionou se isso era muito tempo… (como me encanta essa fase de desconhecimento sobre o tempo). Expliquei que teria que passar o dia das crianças, o aniversário do primo, o Natal, o aniversário do mano, o Ano Novo e também o aniversário dela, para só depois de tudo isso nós nos encontrarmos novamente!

Quase morri ao ver os olhinhos da minha pequena se encherem de lágrimas!

Para amenizar essa dolorosa informação, acrescentei que quando nos encontrássemos iriamos visitar o Mundo da Fantasia, onde as princesas moram… claro que essa frase soou como mágica e fez com que ela esquecesse, ao menos por alguns minutinhos, a informação anterior! Passou a perguntar sobre o Mundo da Fantasia, se ele existia mesmo, se as princesas eram de verdade… tudo confirmado!

OBS.: aos adultos, acrescento que nessa última parte não houveram mentiras, apenas uma visão mais inocente (e no caso cor-de-rosa) do que encontraríamos na Disney Paris, o Mundo da Fantasia!!

 

Passaram-se os meses… um pouco mais de 6 é bem verdade, mas enfim chegou o grande dia de nos reencontrarmos!

 

No dia seguinte ao desembarque em Paris, lá estávamos nós, no tão esperado Mundo da Fantasia!

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Posso dizer com propriedade, que não há dinheiro no mundo que pague a alegria no rostinho da minha pequena Ana Luiza!!

 

Primeira providência: comprar um caderninho de autógrafos (já na mãozinha dela na foto ali de cima)!

Segunda: aprender a pedir um autógrafo em francês!!

E assim a Ana Luiza passou o dia… brincando e se divertindo com a família toda, mas sempre esperando o tão sonhado momento de encontrar uma princesa! Difícil… elas não ficam andando pela Disney!

 

E a mais bela de todas as histórias passa a se tornar realidade!!

Mas quando menos espero, eis uma princesa… sim, de verdade, ali na minha frente!!

A mais linda de todas, confesso que nunca tinha lido a sua história nem visto seus filmes, mas ela era encantadora: pele clarinha, cabelos loiros, longos e encaracolados nas pontinhas, olhos castanhos, um sorriso sem igual, uma alegria contagiante!!

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Essa é a princesa Valente… depois que consegui tirar os olhos dela, o que foi muito difícil, pois ela é linda demais, descobri a sua história:

Uma princesa autossuficiente, por vezes rebelde, que quer algo de diferente para a sua vida, além do mundo impecável e exclusivo das princesas, com pessoas lhe servindo, casamento marcado e um monte de compromissos da realeza!

A Ana Luiza Valente é assim, prefere andar a cavalo, enfrentar desafios, alimentar os animais, mas sempre sem perder a ternura e o amor por quem está ao seu lado.

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Enfrenta com bravura os desafios…

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…muitos desafios…

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…doma “cavalos” como ninguém…

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…gosta de cuidar dos animais…

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… é sempre muito amorosa!

A Valente sabe também que é uma princesa, e vive de verdade esses momentos, com muita bravura e muito amor!!

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Em seu castelo…

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…defendendo seu reino!

Eu tenho sorte grande na vida de ter uma sobrinha como a Ana Luiza, tão carinhosa, amável, linda e inteligente, mas jamais imaginei que teria ainda mais sorte e conhecer a princesa Valente!! 

Passamos dias incríveis juntas que ficarão guardados para sempre em meu coração!!

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Obrigada por ser tão especial…

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…te amo minha princesinha!

Uma dupla declaração de amor!!

Estou passando pelo melhor momento da minha vida… sei bem que muitos virão, mas estou curtindo cada segundinho agora.

É uma experiência incrível perceber que tem um bebezinho dentro de mim, crescendo a cada dia! Imaginar que daqui uns 4 meses ele estará nos meus braços e na minha vida!

Ainda mais incrível é ter ao meu lado um marido tão especial, que vive toda essa fase intensamente comigo! Cada manhã dando bom dia para o nosso bebê e acariciando a minha barriga, procurando sentir os seus movimentos, estudando a respeito dos bebês, tendo momentos a três (as vezes só eles dois, é bem verdade) inesquecíveis!!

Após 7 anos e meio, o Cris me escolheu para ficarmos juntos “até que a morte nos separe”, há quase 6 anos! Nosso casamento, um momento único, marcou para sempre minha vida!

Agora, ele realiza o meu sonho (e também dele), de termos uma família completinha!

As emoções e os sentimentos dessa fase são intensos… é estranho, mas não tenho (ainda) nenhuma dos medos e das inseguranças comuns das mães de primeira viagem (Saberei isso? Saberei aquilo? Serei boa mãe?)… vivo uma felicidade plena, que na verdade nem sabia que existia!

 

Vivo um mundo novo, um mundo que esses dois rapazes tão especiais me deram… o Cris e o Pedro!!

E como não podia deixar de ser, tem uma música que me faz pensar nisso, que transmite o que sinto de uma forma linda… apesar de ser da Sandy, essa é a minha declaração de amor para vocês dois!

 

CLIPE

“E apesar de ser tão imenso
Cabe em mim
O mundo que você me deu”

 

Meus dois homens, meus dois amores!! Amo vocês!

 

…mais pinturas!

Nos dois últimos posts falei sobre as “janelas fechadas” e  os “muros pintados”, que encontramos na cidade de Lyon, com as ressalvas para as janelas que são vistas em diversas cidades.

Você ainda não leu a respeito? ok, ok, eu espero um pouquinho para ficares por dentro do assunto… vai lá, clica em cima do nome dos posts e se diverte!

...e aí? Leu?

…e aí? Leu?

Então é hora de seguir…

Assim sendo, deves estar imaginando como ficaram os prédios com essas janelas fechadas… um espaço vazio, um desperdício ? Porque manter assim até os dias de hoje?

"Enfeiando" a cidade??

“Enfeiando” a cidade??

O motivo de manterem as janelas fechadas eu realmente não sei, mas o que eu presenciei foi uma criatividade incrível das pessoas que, transformaram estes espaços sem vida em telas de pintura, recheadas de arte.

E assim temos uma mistura dos posts anteriores, porém espalhada por diversas cidades, onde o espaço das antigas janelas tornaram-se telas de pintura, embelezando ainda mais a arquitetura dos imóveis que tanto nos encantam.

 

Os prédios abaixo foram fotografados na cidade de Avignon. Foi nesta cidade que eu e o Cris começamos a reparar nas janelas e nas pinturas… chamou-nos a atenção o cuidado com os posicionamentos dos personagens, seus olhares, suas mãos tocando as grades, tudo isso dando uma idéia de realidade impressionante.

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O prédio abaixo, em Lyon, me impressionou muito. Ao bater a foto, olhei no visor da câmera e achei por bem olhar para o prédio novamente… quais janelas eram pintadas e quais eram reais? A veneziana é de uma precisão que me deixou na dúvida!

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