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Mais um sonho realizado

Feitooooo!!!

O sonho de participar da Meia Maratona de Paris foi realizado, com sucesso!! Na verdade há mais de 1 ano e meio, porém sempre é tempo de postar e ao mesmo tempo recordar!!

Aqui deixo o registro de como foi…

No dia 07 de março de 2015, um dia antes da prova, já na Cidade Luz, fomos até o parque Bois de Vincennes buscar o kit da prova.

Caminhamos um pouco no parque para chegar até o local da retirada dos kits, um parque lindo e super bem cuidado… perfeito para quem tem crianças (sim… esse é meu mundo!).

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Quase 35 mil inscritos e passamos por 3 locais: entrega do atestado médico para participar da prova, retirada do kit e retirada da camiseta. 3 filas? Nada!! Apenas na camiseta pegamos uma fila de menos de 1 minuto!! Nota dez para a organização!!

 

Fim do sábado em casa (na dos queridos primos), hora de cuidar da alimentação e hidratação… parte difícil do final de semana. Pois estando na companhia super agradável da Cibele (prima), do Rodrigo (“primo agregado”) e do Cris, que adoram cervejas e um bom vinho, eu e o Rodrigo tivemos que ficar na água mesmo. Ok, faz parte!! Dormir cedo também… voilá

O grande dia chegou: 08 de março, dia internacional das mulheres, dia da Semi-Marathon de Paris 2015 – le défi du printemps (o desafio da primavera).

Após acordar cedo e tomar o café da manhã, eu e o Rodrigo partimos para o parque Bois de Vincennes. No metrô já começamos a sentir o clima da prova… pessoal “fardado” fez meu coração perceber de verdade que estava chegando o grande momento. Comecei a achar legal!

Chegando no local a magia começou: música alta, pessoal alongando e correndo, alguns (poucos para o que eu esperava) fantasiados, grupos de corridas… entrei totalmente no clima, já comecei a aquecer dançando 😛

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Nos posicionamos na nossa faixa de partida e ficamos ali, curtindo a galera, alongando e aguardando a largada (10:40). Ahhh, vou explicar: a prova tem tanta gente que a largada precisa ser dividida conforme a previsão de tempo da prova. Eu e o Rodrigo, ao nos inscrevermos, colocamos que pretendíamos fazer a prova em 1h50min, assim, nosso horário de saída ficou o mesmo, às 10h40min. A primeira largada foi às 10h.
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O percurso é relativamente tranquilo, passando por locais lindos como o Hotel de Ville, o Siena, Notre Dame… Poucas subidas e todas elas leves.

Água, frutas secas, banana, laranja, tudo a cada 5 km. Sem faltar para quem estava mais “atrasadinho”, o que raramente ocorria nas provas que eu participava. Tonéis de lixo reciclável para as garrafas de água também chamaram a atenção, apesar de muitos corredores não usarem os mesmos e jogarem as garrafas no chão… pq?

Muitas, muitas bandinhas ao longo da prova… para mim foi um grande diferencial. Pensa comigo: correndo sozinha (pois após o terceiro quilômetro eu “liberei” o Rodrigo, eis que o ritmo dele é mais forte), num pace mais forte que o habitual (e isso é praticamente inevitável quando se está em uma prova que tu querias tanto participar… inevitável e previsto) e o cansaço pegando na segunda metade da prova… daí tu olha um grupo de pessoas tocando música para ti, sorrindo, fantasiados… muito bom! Uma verdadeira injeção de adrenalina!!

A galera que acompanhava a prova e gritava ALLEZ ALINE (e nessas horas agradecia meus pais por terem me dado um nome francês), ao lerem meu nome na camiseta, sorrindo e batendo palmas… nota dez para eles!! Muito bom, adrenalina na veia!!

No Km 14 tinha uma subida que me obrigou a diminuir bastante o ritmo, fazendo com que o fôlego caísse bastante e demorasse um pouco para eu recuperar o pace médio que vinha fazendo. Mas faz parte… bora continuar a prova!!

Terminei bem, feliz da vida, apesar de sozinha! Confesso que preferia estar ao lado do marido (que ficou cuidando do nosso pequeno… merci mon amour) ou de um amigo, mas… são coisas da vida!! 😉

 

 

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E depois, hora de comemorar em grande estilo!!!
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Essa é uma prova que eu recomendo muito para quem procura por alguma corrida aqui na França. Além de ser em Paris, uma cidade que eu adoro, linda, é uma corrida muito bem organizada, certamente a melhor grande prova que eu já participei!!

Londres

Eis outra cidade que eu e o Cris sempre pensamos em conhecer… ele mais que eu, é bem verdade, mas enfim, sempre esteve em nossos planos no período em que estivéssemos aqui na Europa.

Assim como relatado no post de Amsterdam, Londres foi ficando, ficando… o tempo foi passando… e ela foi ficando para um segundo, ou quem sabe, para um terceiro plano.

Porém, nada melhor que aquele super feriadão para conseguirmos realizar o desejo de conhecer essas duas cidades: Amsterdam e Londres, juntinhas! Essa, diferente daquela (sempre gostei dessa parte na língua portuguesa, hahahaha, os famosos pronomes demonstrativos!!), é uma cidade super grande, mega urbana, sem aquele jeitinho de cidade de interior que tanto gostamos. Para mim, um pouco difícil e até desestimulante fazer um roteiro para essas viagens, fico perdida sem saber por onde começar… então bora pesquisar e pedir ajuda!

 

E falando de ajuda: Primo Leone, obrigada pelas dicas, foram super úteis! Lembrei muito de ti nesta viagem!

 

OK, 3 dias programados e vamos ver no que resultou esse passeio!

Sair de Amsterdam com destino à Londres já assusta um pouco… para entrar na Inglaterra tem toda a burocracia do aeroporto, enfrentando fila para o passaporte, super revistas e muita demora… Aliás, após passar pelos procedimentos normais, como estou grávida e já estava com a barriga bem saliente, fui revistada (somente eu) por uma mulher que passou a mão em mim por todos os cantos! Hahaha!! Verdade, acho que nunca fui tão bulinada! Questionei o Cris a respeito e ele disse que são comuns falsas grávidas passarem com “produtos proibidos” pelos aeroportos… Tudo bem, sendo pela segurança, deixei passarem a mão 😛

Chegando em Londres, fiquei com uma impressão nada boa. As pessoas não são tão prestativas em ajudar turistas, não fazem questão de falar um inglês claro e tive a impressão que querem ser diferentes em tudo! Talvez o fato de eu não me comunicar em inglês possa ter ajudado nessa minha má impressão, mas vamos seguir!!

 

Gastronomicamente tínhamos três objetivos:

a) provar o autêntico English Breakfast – também chamado de cooked breakfast ou traditional breakfast.

Um café da manhã basiquinho, composto por: 2 linguiças, 1 ovo frito, 1 tomate frito ou grelhado, cogumelos salteados, feijão assado (de latinha) com molho de tomate, 2 fatias de bacon, pão torrado ou frito, e para beber chá preto com leite ou café puro.

Pesado? Pois saibam que ainda é possível acrescentar:

BLACK PUDDING – morcela

HASH BROWN – batatas cozidas picadas, misturadas com ovos fritos, parecendo um omelete de batatas

SCRAMBLE EGGS – ovos mexidos com um pouco de manteiga e leite

b)  Fish and chips (peixe e fritas)

c)   Steak and ale pie (picadinho de carne cozido na cerveja, servido com uma massa folhada)

 

Logo no primeiro café da manhã, ainda antes de chegar na capital Inglesa, na cidade de Luton, decidimos tomar o famoso English Breakfast! Não era o local planejado inicialmente, mas estando lá, acho que todos os cafés se assemelham, então decidimos aproveitar para fazer o primeiro “check-in” na lista de programações. E vou dizer… nada fácil dar conta do recado, mesmo para quem come bastante no café da manhã como eu!

 

Saindo dessa loucura gastronômica, é chegada a hora de partir para Londres propriamente dita.

 

Lá, compramos um cartão de ônibus e metrô, onde colocávamos crédito e esse era descontado conforme o uso… muito bom! Usamos somente ônibus (aqueles vermelhos, tradicionais), uma opção um pouco mais demorada (mas mais barata) que o metrô, mas que nos permitia conhecer a cidade entre um ponto e outro.

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Não parece uma pintura ao fundo? Pois saibam que não era!!

Já no primeiro ônibus que pegamos passamos por pontos como a Abadia de Westminster, o Palace of Westmisnter (Casa do Parlamento), pela Casa da Cavalaria, e descemos na Trafalgar Square, nada mais nada menos que em frente a Galeria Nacional.

Dali pegamos nosso London Pass (que deixarei como dica mais abaixo), e decidimos caminhar um pouco pelo centro de Londres, a parte mais turística, aproveitando o solzinho pelas ruas londrinas.

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Piccadilly Circus

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Registrando (como todo bom turista) a cabine telefônica e os táxis londrinos

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Galera “lagarteando” no sol

Após o passeio, fomos a pé até o Museum British. Um museu gratuito e enorme. Fizemos um roteiro sugerido passando pelas exposições mais interessantes!

Apesar de estarmos em um museu, foi cansativo, pois realmente ele é muito grande… então nada melhor do que descansar em um pub, não é?

O escolhido foi o Salisbury pub, construído em 1892 como restaurante, logo foi transformado em pub. Muito bem decorado num estilo antigo clássico. Ambiente agradabilíssimo! Adorei!

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Após, encerramos o dia na região mais concentrada de turistas, na Westminster Bridge, admirando algumas das vistas mais famosas da cidade: Palace of Westmisnter, Big Ben, Rio Tâmisa e o London Eye!

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O Palace of Westminster (ou Casa do Parlamento) com o Big Ben são símbolos da cidade. O primeiro abriga as duas casas, House of Commons (cas dos comuns) e House of Lords (casa dos lordes), e o famoso “relógio” Big Ben, nada mais é que o sino da referida Casa do Parlamento.

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No dia seguinte tivemos uma programação intensa para aproveitarmos as atrações inclusas no London Pass.

DICA: O London Pass é um cartão de visitas da cidade que te dá direito a entrar “gratuitamente” em várias atrações, descontos em diversas outras e passagem sem fila em algumas poucas. Minha dica é fazeres a tua programação, e depois de planejar o que realmente desejas conhecer na cidade, analisar se vale a pena comprar. Há cartões para 1, 2, 3 ou 6 dias!

 

Cedinho estávamos na  Abadia de Westminster para não pegarmos muita fila e conseguirmos aproveitar bem o dia! 

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Linda manhã na famosa “Londres cinzenta”

Apesar do nome, nesta Abadia não fazem cervejas 😛

É uma igreja, a mais importante da cidade, pois é onde acontecem as coroações dos reis britânicos, os casamentos reais e também onde são enterradas as pessoas da família real. Foi erguida no século VIII e ampliada no século XI.

É muito bonita, porém cheia de TÚMULOS, o que acaba tornando-a um pouco “poluída visualmente”. Mas não podemos negar que é recheada de história!! Vale a pena a visita!

Dos eventos mais famosos e recentes que ali aconteceram, podemos destacar o funeral da Princesa Diana, em 1997, e o casamento do príncipe Willian, em 2011.

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Abadia de Westminster

Após, seguimos pelas visitas às Igrejas, indo para a Catedral Saint Paul.

Apesar da importância da Abadia, a Catedral é uma das Igrejas mais famosas da Inglaterra, e ali também ocorreram muitos eventos históricos importantes, como o casamento da Princesa Diana e do Príncipe Charles em 1981 e o funeral de Winston Churchill em 1965.

Com estilo barroco, finalizada em 1710, a presente estrutura é a quinta catedral construída no mesmo local desde o ano de 604. Possui a segunda maior cúpula do mundo (a primeira é a Basílica de São Pedro, no Vaticano).

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Catedral Saint Paul

Nossa terceira visita do dia foi a Tower of London, o castelo mais antigo da Inglaterra que já foi fortaleza e palácio real, mas que hoje é uma atração turística onde há exposição de armas, armaduras e as jóias da Realeza.

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Não sei dizer bem certo porque esse local não me encantou… acho que pelo fato de ter soldados, ou melhor, pessoas fantasiadas de soldados, andando pelo castelo, me passava a idéia de estar num teatro, não dando aquela sensação de ser um local que alguma vez foi realmente importante. 

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Visitamos rapidamente a exposição das armas (devido ao tempo que teríamos para realizar outras visitas pelo London Pass) e a exposição das jóias da Realeza! Essa última sim posso dizer que valeu a pena esperar na vila e visitar com calma. É surpreendente ver as coroas, colheres, roupas e toda a riqueza da Realeza, e ainda saber que algumas daquelas peças estão ali para serem guardadas, pois ainda são utilizadas pela família Real em ocasiões importantes.

 

Logo ao lado da Tower of London está a Tower Bridge, a famosa ponte de Londres que foi construída em 1894 sendo sustentada por duas enormes torres. Apesar de ser mais bonita quando vista de fora, subimos na mesma e a atração foi interessante.

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Tower Bridge vista da Tower of London

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Há um filme contando sobre a sua construção e após exposição de fotos com informações sobre diferentes pontes no mundo todo, dando um enfoque especial a suas estruturas como obras da engenharia. A vista estando sobre o Rio Tâmisa é o que mais deixa a desejar, vez que a passarela por onde caminhamos é fechada e não nos permite tirar belas fotos, nem mesmo ter uma vista completa da região.

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Encerrando as programações e aproveitar um pouquinho do tímido sol, fizemos um passeio de barco pelo Rio Tâmisa, retornando para a região de Westminster.

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Ponte do Milênio

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E para encerrar o dia bem, como não podia deixar de ser, uma paradinha agradável no Red Lion Pub.

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Agora mais próximo ao hotel, passamos por mais 2 pubs…

 

Terceiro e último dia em Londres, não podíamos deixar de “tentar ver” a troca da guarda em frente ao Buckingham Palace. 

Nada mais do que um teatrinho para os turistas, a troca da guarda ocorre todos os dias às 11:30 no portão de entrada do Buckingham Palace, que é a residência oficial (e aqui nada de teatro, é de verdade mesmo) da família real.

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É sempre bom chegar cedo!

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Troca da Guarda Real

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Memorial Victoria

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Após, um agradabilíssimo passeio pelo Park Saint James, parque que fica em frente ao Palácio. Um lugar lindo e tranquilo, muito bem cuidado, com lago artificial, patos, cisnes, cadeiras para se sentar ao sol e lindos jardins!

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 Uma caminhada pela cidade e mais um parque, desta vez o Regent’s Park.

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Como não podia deixar de ser, uma passadinha no mais conhecido e visitado Museu de Cera do mundo, o Madame Tussauds. Hora de se divertir e pagar mico!

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Maridão ficou com inveja…

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…e deu o troco!

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Robin Williams… gentileza em pessoa

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passando umas dicas para o principiante!

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Amsterdam

Essa cidade sempre esteve nos nossos planos… sempre pensamos em conhecê-la!

Após a nossa ida a Bruxelas, visitar a Cibele, o Rodrigo e a Heleninha (e encontrar a Tia Diva), e escutarmos eles falarem de Amsterdam com tanto carinho, ela entrou para o nosso roteiro certo… mas com a gestação e as visitas que tivemos, o tempo foi passando e quase quase que ela “fica para depois”!

Mas nada como um super feriadão e a barriga crescendo (o que vai me impedir de viajar de avião logo logo) para tomarmos a decisão, meio que de última hora, e irmos realizar esse projeto!! Ainda com o incentivo de estarmos na primavera e nos dias do famoso parque das tulipas… a decisão ficou fácil!

Tendo uma semana de folga, conseguimos encaixar duas cidades: Amsterdam e Londres (esta em seguida terá seu post próprio)! Então… pé na estrada!

 

Amsterdam, capital da Holanda, não é uma cidade recheada de monumentos e pontos turísticos como Paris, por exemplo. Encontramos a sua beleza em uma caminhada, nas suas casas tortas, nos inúmeros canais e pontes, e nas incontáveis bicicletas que tomam conta da cidade.

OBS.: ao contrário do que imaginei, em um site encontrei a informação de que Amsterdam “conta com mais de 7 mil monumentos e edifícios declarados sendo de valor histórico, e com mais de cinquenta museus públicos e privados” (ver aqui).

Bem… seguindo…

Conhecida como a “Veneza Holandesa” (mais uma Veneza para a nossa listinha), devido aos seus inúmeros canais, Amsterdam é  uma cidade consideravelmente nova, pouco mais de 700 anos de história, mas tão bela e encantadora que seu Centro Histórico é Patrimônio da Humanidade, segundo a UNESCO.

 

Com mais de 800 mil habitantes (juro que não imaginei que eram tantos) a cidade é recheada de museus e programações para os incontáveis turistas que ali se encontram. Ficamos 2 dias na cidade e um terceiro dia no parque das tulipas (um encanto à parte), e acreditamos ser tempo suficiente para conhecer Amsterdam, não na sua totalidade, mas deixando um gostinho de “quero mais”.

Duas coisas realmente me chamaram a atenção: o cuidado com a cidade, repleta de parques e jardins floridos, dando um colorido todo especial aos dias normalmente nublados; e o carisma das pessoas que ali moram, prestativos e atenciosos ao dar informações.

 

Chegando na cidade e saindo da estação central, já nos deparamos com a inconfundível arquitetura das casas e da própria estação, além dos canais que estão por toda as esquinas. Nos munimos do mapa da cidade (adorei a embalagem parecida com um remédio) e partimos para nosso primeiro dia.

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Estação central

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Nosso inseparável remedinho, o mapa!

“Para a nooooossa alegria” (não resisti, desculpem) fomos brindados com um lindo dia de sol: raridade!! Como a primeira programação foi prejudicada por uma imensa fila de espera (não queríamos perder um dia de sol em uma fila para depois ficar mais de hora dentro de um museu), decidimos passear pelo bairro Jordaan.

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Bairro antigo, atualmente conhecido como o bairro dos artistas e intelectuais, foi na verdade construído para abrigar os trabalhadores envolvidos na expansão da cidade através do cinturão de canais no século XVII. Portanto até as décadas de 60 e 70, foi um bairro de trabalhadores, só depois sendo tomado por artistas, estudantes e profissionais liberais.

É um local recheado com lindos canais, bares, cafés antigos ou Bruincafés – que são cafés com séculos de idade.

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Aproveitamos para dar uma paradinha para nos deliciarmos com a famosa Appelgebak met slagroom, ou simplesmente torta de maçã com chantili. Segundo o DaniDuc do blog Ducs Amsterdam (para mim o melhor blog sobre a cidade), provar essa torta deve fazer parte da programação! Assim,  paramos na cafeteria Winkel 43 que, segundo o próprio DaniDuc, serve a melhor torta de maçã da cidade… realmente uma delícia!

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Passeamos pelas ruas deste adorável bairro, repleto de lojinhas encantadoras e que segundo Kimbell, que nos recebeu no Hotel Liberty (adoramos esse hotel e, sem dúvidas, recomendamos! Instalações simples mas muito boas e limpas, bem localizado e atendimento nota dez), por ser um bairro menos turístico, é onde encontraremos os melhores preços da cidade.

A famosa praça Dam é onde ocorre a festa de final de ano, com fogos de artifício e shows.  Antiga, grande e repleta de turistas, é onde encontramos o Museu da Madame Tussaud (que não visitamos por estarmos de partida para Londres em 2 dias) e o Palácio Real. Não é de uma beleza de tirar o fôlego, mas não se pode deixar de dar uma passadinha, dado seu valor histórico, tendo sido mercado central e também palco de diversos protestos.

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Neste local existia uma represa do Rio Amstel (dam = represa) e ao seu redor que a cidade se desenvolveu. Essa represa virou praça, porém o nome permaneceu, sendo a origem do nome da cidade, que inicialmente era Amstel Dam (represa do Amstel), chegando a atual Amsterdam.

Abaixo o Monumento Nacional, que foi construído em memória àqueles que perderam suas vidas na Segunda Guerra Mundial, também presente na praça Dam.

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Aproveitando o sol, visitamos a Feira Albert Cuypmarkt, que ocorre todos os dias, há mais de 100 anos. Uma feira de rua que vende de tudo: roupas, capas de celulares, flores, bicicletas, comida, etc. Apesar dos turistas baterem o ponto na feira, ela não deixa de ser muito frequentada pelos holandeses que ali moram. Mas tínhamos um motivo especial para nos deslocarmos até esta feira, os famosos Stroopwafels que a Cibele nos apresentou e que virou encomenda certa quando ela ia de Amsterdam para o Brasil. Lá fica a famosa barraquinha das “bolachas de caramelo” que são feitas na hora. Clarooo que comemos uma grande feito na hora e trouxemos um pacote na bagagem… tudo em nome do Pedro!

O Cris aproveitou e conheceu o tradicional Haring, um peixe marinho cru servido com picles e cebola. Gostosinho, mas cheinho de espinhos! Para as gestantes… atenção: só uma provinha! 😉

Se tem uma coisa que eu gosto é de viajar com o maridão… nosso jeito realmente combina! Normalmente temos um roteiro, até bem organizado (se alguém precisar de guia turístico, fale comigo… estou até pensando em abrir uma agência de viagens :D), mas a flexibilidade é o nosso ponto alto. E devido a ela, ao retornar de bonde para o centro da cidade, decidimos descer em um local não previsto, mas que era lindo… um pequeno jardim no meio de uma rótula.

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Uma espiadinha no mapa e alteramos o roteiro… caminhando poucos metros pela beira de um canal, já estaríamos na Praça Het Museumplein, então bora caminhar um pouquinho! Essa praça reúne os museus Rijksmuseum, o Van Goghmuseum e o Stedelijlmuseum, além do Concert Hall e do famoso letreiro “I AMsterdam”, que parece ser o mais disputado de todos para fotos!

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“I AMsterdam” ao fundo 😛

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Uma passadinha no Mercado flutuante das flores, onde lembramos muito da minha mãe, que ia enlouquecer com as mudas de tulipas e após, um merecido descanso no nosso Hotel antes de partir para a noite de Amsterdam.

A noite não poderia acontecer em outro local que o famoso Red Light District (bairro da luz vermelha). Bairro famoso pelas vitrines em que as mulheres são o próprio “produto ofertado” – uma vez que a prostituição é legalizada na Holanda – além dos coffeeshops  – onde é permitido o consumo da maconha – e de diveros sexshops. Sim, tudo ali, nas ruas, nas vitrines, onde encontramos muitas famílias passeando, crianças, idosos… na grande maioria turistas.

É estranho para quem mora em um País onde a maconha e a prostituição não são legalizadas estar num local como esse, não há como não ficar curiosa e olhar mesmo. Mas mais curiosa ainda era a minha situação: grávida, com barrigão, neste local… confesso que no início me senti um tanto “estranha”, mas depois não tinha como não relaxar e curtir… afinal era o que todos faziam ali.

A foto abaixo foi tirada com a “autorização” dos policiais! Li em muitos blogs que não é permitido tirar fotos no Red Light District, mas acredito que a proibição esteja restrita às “profissionais” (há adesivos de proibição de fotografas nas vitrines). Contudo, nunca se sabe quando algum policial não vai pensar que você está tirando foto com um super zoom… então não custa nada pedir né?

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Erotic Museum

O bairro que estamos falando é denominado De Wallen, o centrão. Porém é possível encontrar vitrines com mulheres ofertando seus trabalhos em outros locais da cidade e nos mais diversos horários. Pertinho do Hotel que ficamos tinham algumas vitrines com mulheres trabalhando pela manhã… é assim né? Afinal, você não sai cedo de casa para trabalhar?

Jantamos em um Pub super legal (novamente indicação do DaniDuc) chamado Beleerde Suster. Local agradável, bem decorado, onde além de ser um pub, é também restaurante e uma micro cervejaria local.

No segundo dia acordamos cedinho com o objetivo de evitar a enorme fila do Museu Anne Frank. Foi o museu escolhido por nós para visitar na cidade, uma vez que já tínhamos feito um super passeio em fevereiro, na cidade de Arles, vendo as paisagens (ao vivo e a cores) pintadas por Van Gogh.

Eu, muito culta que sou, nunca tinha ouvido falar de Anne Frank, mas ao fazer o roteiro me encantei por sua história: uma adolescente judia, que morava com sua família na cidade de Amsterdam, por volta de 1940. No seu aniversário de 13 anos, ganhou de seus pais um diário, onde inicialmente escrevia “coisas secretas” sobre a sua escola, amigas, garotos… como quase toda adolescente tem (ou tinha, na minha época ainda tínhamos os famosos diários)!

Logo após ganhar este presente, os nazistas invadiram a Holanda, enviando os judeus para os campos de concentração. O pai de Anne, que possuía duas empresas na cidade, decidiu se esconder com sua família e mais algumas pessoas em uma das empresas, e para isso contou com a ajuda de 4 pessoas, todos seus colegas/sócios.

Por 2 anos eles viveram uma vida de total reclusão, sem sair do esconderijo e sem sequer abrir as escuras cortinas para que não fossem vistos pelos vizinhos, tinham que ter cuidados diários como não falar alto (pois os funcionários da empresa que trabalhavam no mesmo prédio não sabiam que ali estavam), não utilizar as torneiras durante o dia (devido ao barulho dos encanamentos), etc. Uma verdadeira reclusão!!

Porém eles foram traídos (sem saber por quem) e descobertos, sendo todos encaminhados aos campos de concentração. Todos morreram, exceto o pai de Anne Frank, que retornou ao esconderijo ainda na esperança de ter notícias da sua família. Após saber da morte de sua filha Anne, decidiu ler seu diário e conheceu uma menina madura, totalmente diferente da filha com quem convivia… que mostrava através das palavras seus sentimentos e sua força. Assim, decidiu publicá-lo! O livro é um best-seller e existe em mais de 70 idiomas…

O museu, uma das maiores atrações de Amsterdam, fica na antiga empresa onde a família permaneceu escondida… é realmente emocionante! Não é permitido tirar fotos no museu, e por isso não temos um registro para colocar aqui 🙁

Após a visita, voltamos ao Hotel para tomarmos o café da manhã feito pelo anfitrião Kimbell (do Liberty Hotel) que nos falou mais um pouco da cidade!

O Hotel fica encostadinho na menor fachada de Amsterdam (o prédio é maior para trás), sendo portanto quase que um ponto turístico!!

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Depois trocarmos de hotel para o Family Hotel Kooyk, que também indico pela estrutura, localização e especialmente pela atenção dispensada pela proprietária.

Esse segundo hotel ficava mais longe do centrão, porém mais próximo de outras atrações programadas para o segundo dia! Assim partimos para a visita ao lindíssimo parque Vondelpark, enorme e super bem cuidado, onde passamos agradáveis momentos a três. 

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Pracinhas e cafés

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Onde está o Pedro?

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A tarde um merecido passeio na cervejaria Brouwerij ‘t IJ, tao recomendada pela Cibele, Rodrigo, Daniel (agora o meu irmão). Uma cervejaria pequena, que funciona desde 1985,  muito agradável! Tem uma deck para ficar ao ar livre (que aproveitamos mesmo sem o sol do dia anterior), curtindo a paisagem dos canais e do moinho.

Quando as cervejas em si não tenho como falar (vamos aguardar um post a respeito né Cris?!), mas passei ótimos momentos com o maridão neste local, conversando e aprendendo um pouquinho mais sobre o fabuloso mundo das cervejas!!

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Nosso terceiro dia em Amsterdam foi dedicado ao Parque Keukenhof, que farei um post especial… mas antes dele, nos despedimos dessa agradável cidade com um passeios por seus canais.

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Indicamos muito a cidade para quem for dar um pulinho na Europa, Amsterdam é imperdível!! 

Paris – parte 2

No segundo dia na Cidade Luz, em 22/12/2012, dia programado para subir na Torre Eiffel, tivemos chuva e frio!

Felizmente e infelizmente compramos nossos bilhetes, com hora marcada pela internet (super fácil, no site http://www.tour-eiffel.fr/ –> canto superior direito, em tickets. Você escolhe o dia e horário disponível e basta levar o comprovante impresso ou mostrar no celular mesmo). Felizmente porque é uma facilidade muito grande, pois em dias normais, evita as imensas filas, que podem durar até duas horas. Infelizmente porque a data e horário são inalterados, e o bilhete não é reembolsado e nem pode ser vendido, por ser nominal (teoricamente podem pedir a sua identificação, mas para nós não pediram, e ambos os bilhetes saíram no meu nome).

Assim, lá fomos nós… às 9h30min com chuva, visitar (e no caso do Cris, conhecer) a tão bela e famosa Tour Eiffel.
Projetada por Gustave Eiffel como um monumento temporário, foi construída para a Exposição Universal de 1889 para comemorar o centenário da Revolução Francesa. Com 324 metros de altura, manteve-se como “edifício” mais alto do mundo até 1931.

Infelizmente devido ao mau tempo, a vista não foi das melhores, e consequentemente o registro fotográfico também não. Porém, em decorrência dessa chuva, quase recebemos  certificado de visita mais prolongada, pois ficamos nada mais nada menos que 3 horas na Torre Eiffel.

Tentando um registro... apesar do tempo!

Tentando um registro… apesar do tempo!

Na Torre tem muito o que se fazer, na parte superior tem uma exposição de fotos acima do vidro por onde olhamos a cidade, uma exposição cronológica, mostrando a construção, o apartamento de Gustave Eiffel que se localizava na própria Torre e até uma comparação bem interessante da altura da Torre Eiffel com as demais Torres do mundo.

No primeiro e segundo andares (na verdade não me recordo bem o que tem em cada um) tem um filme bem interessante sobre a construção e sobre os acontecimentos que envolveram o monumento, mais fotos e informações sobre as alterações e reformas que ocorreram durante o passar dos anos, além de um pequenino museu, café e restaurante. E ao contrário do que se pode imaginar, tomar um café com croissant na cafeteria da Torre não é tão caro… e o chocolate quente é uma delícia!

Registrando nossa passagem na Torre Eiffel...

Registrando nossa passagem na Torre Eiffel…

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É possível subir pelas escadas até o segundo andar, mas caso o objetivo seja mesmo subir até o topo, compensa ir de elevador, afinal terás que pegá-lo no segundo andar de qualquer forma. Nós optamos por subir de elevador – até porque o fôlego da gestante aqui não é mais o mesmo – e descer da mesma forma até o segundo andar, e de lá encarar os degraus, curtindo a estrutura da Torre, que é imperdível.

Descendo pelas escadas

Descendo pelas escadas

Vista do Jardins do Trocadero e do Senna

Logo em frente a Torre, tem o Jardins du Trocadéro, onde encontramos outra Marché do Nöel, para a felicidade dessa apaixonada pelo Natal.

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Passeamos pelo famoso Parc du Champ-de-Mars, aquele gramadão lindo que fica aos pés da Torre, onde normalmente os turistas as pessoas ficam sentadas, fazendo pique-niques e batendo as tradicionais fotos pulando ou segurando a Torre Eiffel.

O gramado fica fechado/cercado no inverno para ser recuperado, o que achamos bem interessante…DSC02750

Momento romântico com direito ao pézinho ;)

Momento romântico com direito ao pézinho 😉

Homenageando nosso baby

Homenageando nosso baby

Seguindo o Parc du Champ-de-Mars até o final, encontramos a École Militaire ou Academia Real Militar de Luís XV, que foi fundada em 1751 para educar 500 filhos de oficiais que haviam empobrecido. Sua arquitetura foi encomendada por Luís XV para rivalizar com o Hôtel des Invalides (fotos logo abaixo), encomendado por Luís XIV, em 1670.

Não achamos nada de especial na mesma (e por isso sequer temos registro). Visitas só com uma licença especial!

Muito linda a grandiosa estrutura do Hôtel des Invalides e Esplanades des Invalides. Esse é um edifício grandioso e muito bonito, construído em 1676, para os veteranos de guerra feridos e sem lar, muitos dos quais haviam se tornado mendigos.

Fachada com canhões

Fachada com canhões

Panorâmica da fachada

Panorâmica da fachada

Pátio do Hôtel des Invalides

Pátio do Hôtel des Invalides

Mais tarde a Église du Dôme foi incorporada com seu reluzente telhado dourado, construída como capela particular do Rei Luís XIV. O famoso telhado dourado tinha o objetivo de refletir o esplendor de seu reino, sendo de uso exclusivo do “Rei Sol”. É um dos melhores exemplos da arquitetura francesa do século 17, o Grand Siécle.

A maior atração é o túmulo de Napoleão, mas optamos por não visitá-lo.

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Église du Dôme…

...e o famoso teclado dourado

…e o famoso teclado dourado

Saindo do Hôtel des Invalides, aproveitando a trégua da chuva e caminhando poucos metros, chegamos na mais bela ponte de Paris, Ponte Alexandre III. Com decoração em Art Nouveau* de lampiões, querubins, ninfas e cavalos, que foi construída entre 1896 e 1900.

*Art Nouveau é um estilo de decoração do fim do século XIX e início do século XX, que possui linhas ondulares, assimétricas e entrelaçadas, sendo de uma delicadeza inconfundível. Vimos esse estilo nas casas em Bruxelas e após foi fácil identificá-lo em outros locais como na arquitetura de Barcelona e aqui em Paris. A capital francesa, aliás, foi inicialmente o centro principal da Art Nouveau no País, tornando-se após, o centro internacional do estilo. –> para saber mais a respeito: http://www.arquitetonico.ufsc.br/art-nouveau

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Eiiii o que vocês estão combinando??

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…era isso?? O que eu fiz?

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Ao lado, o Grand Palais e o Petit Palais. O primeiro  com fachada em estilo Neo-clássico, construído em 1900, possui decoração Art Nouveau em ferro, porém como no seu interior estava instalada a famosa pista de patinação no gelo, a fila gigantesca nos impediu de conhecê-lo. 

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O Petit Palais é sede do Musée des Beaux-Arts de Paris, também foi construído em 1900. Entramos no seu hall, e ficamos realmente encantados com a sua arquitetura e seus detalhes, em especial o seu teto.

Petit Palais - entrada

Petit Palais – entrada

Petit Palais - interior

Petit Palais – interior

Importante falar que todo esse passeio da Torre Eiffel até o Petit Palais foi feito a pé (em torno de 4km), com as devidas paradas nos monumentos (com direito a sentar um pouquinho, claro), parada para o almoço e muitas fotos.

De metrô (muito fácil de se guiar no metrô de Paris) fomos para o outro lado da cidade (ou do centro de Paris, onde ficam as atrações turísticas de Paris) para visitarmos a lindíssima Basílica Sacre Coeur.

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Foi erguida por causa de uma promessa feita no início da Guerra Franco-Prussiana, por dois comerciantes, no caso da França ser poupada. As obras começaram em 1875. Apesar de ser grande e majestosa, e de ser um dos prédios católicos mais importantes da França, nunca foi considerada especialmente bonita. Suas portas de bronze mostram cenas da última ceia e outras passagens bíblicas. Sua cúpula oval é o segundo ponto mais alto de Paris, após a Torre Eiffel.

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Chegamos na Basílica já noite (na verdade a tardinha, mas no inverno escurece muito cedo aqui também), e conseguimos vê-la toda iluminada.

Pertinho dali, o pecaminoso o famoso Mouling Rouge, construído em 1885, que tornou-se palco de musicais em 1900, sendo o berço do cancan.

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O Montmartre, bairro onde encontra-se a Basília e o Mouling Rouge, é muito simples se comparado aos demais locais onde estão os pontos turísticos da cidade, mas nós gostamos muito de lá. Muitos bares, pessoas tomando café ou vinho nas calçada, artistas de rua expondo suas pinturas ou oferecendo caricatura, tudo isso fez com que mudássemos a nossa programação e  jantássemos por lá mesmo (mas não no Cabaret abaixo), encerrando esse agradável dia em um bairro que recomendaremos a todos.

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PARIS – parte 1

No dia 21 de dezembro, cedinho, partimos para o recesso de final de ano… rumo à Paris!

Três horas de viagem de trem, tranquila e de primeira classe! Chiquérrimos!! A diferença da primeira e da segunda classe era de 5 euros, e como na primeira temos lugares marcados e bancos um pouco mais espaçosos, optei por conhecê-la 😉

Chegamos em Paris e fomos direto ao “nosso apartamento”. Na verdade um casal de amigos que estava no Brasil e nos emprestou o apartamento para ficarmos estes dias… um charme e muito bem localizado!!

Deixamos nossas coisas e logo partimos para conhecer a cidade, a pé!

O dia não ajudou muito, estava nublado! Porém, para a época do ano em que a previsão é de frio intenso, estava bom!

Mesmo nublada... Paris é bela!

Mesmo nublada… Paris é bela!

Como sabemos que voltaremos à Paris inúmeras outras vezes com diferentes visitas, tínhamos a pretensão de conhecer sim os pontos turísticos, mas sem a “necessidade” de conhecê-los, ou seja, passeamos pelas ruas e fomos conhecendo a cidade, entre uma atração e outra.

Sendo assim, caminhamos cerca de 2,5km até chegarmos na Notre Dame.

Nos encantamos com a arquitetura da Igreja! Linda, linda, linda!!

Neste ano de 2013, a Notre Dame completa 850 anos!

Fundos da Catedral

Fundos da Catedral

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Lateral

A Catedral Notre Dame é uma das mais antigas catedrais francesas no estilo gótico. Foi encomendada em 1159 e construída em 2 séculos. Nela ocorreu a coroação de Henrique VI, em 1422, e de Napoleão Bonaparte, em 1804.

São características do estilo gótico, dentre outras, a verticalidade para demonstrar a majestade das obras, os Arcos de Ogiva, as Abóbadas em Cruzaria, vitrais que permitem a iluminação do interior e as famosas gárgulas.

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Verticalismo e Majestade

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Arcos de Ogiva

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Abóbada em Cruzaria

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Pequena e principal parte do imenso Presépio montado no interior da Notre Dame

Caminhando mais um pouquinho descobrimos, meio sem saber onde era, o Conciergerie. Um edifício visivelmente reformado (e que só podia ser “visitado” por fora), que serviu como principal prisão da França entre 1391 e 1912 e durante a Revolução Francesa que pôs fim à Monarquia. Nesse período (1789 – 1799), a prisão ficou superlotada e teve como prisioneiros Maria Antonieta (executada em 1793) e François Ravaillac, o assassino de Henrique IV (que foi preso e torturado neste local em 1610).

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Atravessando o Senna, caminhamos pela parte comercial e sentamos para descansar e fazer um lanche, pausas necessárias…

E a caminhada continuou, passando pelo Musée du Louvre, que optamos conhecer somente por fora, eis que o famoso Museu é muito grande e não somos um casal muito cultural 😛

Mas admiramos a arquitetura do grandioso prédio, construído em 1190 pelo Rei Felipe Augusto, para proteger Paris dos ataques Viking.

E como não podia deixar de ser… seguem fotinhos na pirâmide!

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Meu garoto…

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Clássica... não podia faltar!

Clássica… não podia faltar!

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Continuamos nosso passeio pelos jardins e praças que ligam o Louvre com o Arco do Triunfo, passando pelo Arc de Triomphe du Carrousel

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Este arco de mármore foi construído por Napoleão para celebrar vários triunfos militares, especialmente a batalha de Austerlitz, em 1805. As estátuas que coroam o arco foram acrescentadas em 1828 e são cópias dos cavalos de São Marcos, que Napoleão roubou de Veneza e foi obrigado a devolver após a derrota na batalha de Waterloo, em 1815.

Logo após já emenda o Jardin des Tuileries, que foi desenhado no século 17 e que pertencia ao Palácio de Tuileries, arrasado em 1871 na guerra franco-germânica pelos Revolucionários de Comuna (foi um movimento parisiense em que os trabalhadores ocuparam diretamente o poder político).

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Fazendo pose 😉

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Um ponto turístico após o outro, e fotos e mais fotos, chegamos a Place de la Concorde… apesar de termos foto somente de longe, a história do local me impressionou:

Obelisco... láááá no fundo :P

Obelisco… láááá no fundo 😛

Essa é uma das praças mais suntuosas e históricas da Europa. Local onde foi instalada a Guilhotina conhecida como Viúva-Negra, passando a praça a chamar-se Place de la Révolution. Nela, em 1793, Luís XVI foi decaptado, além de 1300 pessoas como Maria Antonieta, Madame du Barry (amante do Rei Luís XV) e líderes da revolução, como Robespierre. O Obelisco de Luxor, de 3.200 anos, foi doado ao Rei Luís Felipe como presente do vice-rei do Egito.

E nela se inicia a avenida mais famosa da França (ou mesmo da Europa), a Avenue Champs-Élysées. 

Surgida na década de 1660, a Champs-Élysées é uma linha reta de 3km que liga a Place de la Concorde ao Arc de Triomphe. No século 19 era usada como pista de corrida de cavalos. Hoje é o local onde os franceses fazem suas grandes comemorações – e a turistada passa o Ano Novo 😛

Para a minha alegria, tinha uma grande Marché de Nöel, feirinhas tradicionais de artesanato e comidas nas cidades da Europa, que eu adoro!! Assim, caminhamos tranquilamente enquanto o sol se punha!

Como adora uma Marché de Nöel...

Como adora uma Marché de Nöel…

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Champs-Élysées se iluminando

 Aqui recebi a maravilhosa notícia de que meu irmão passou na seleção do doutorado, deixando o dia ainda mais especial!!

Concentrada ao receber a notícia! Depois foi só alegria!

Concentrada ao receber a notícia! Depois foi só alegria!

 Arc de Triomphe

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Esse arco foi o cumprimento de uma promessa de Napoleão aos seus homens, ao afirmar  que eles “voltariam para casa sob arcos triunfais”, após a batalha de Austerlitz, em 1805. No ano seguinte foi lançada a pedra fundamental, mas a obra foi adiada devido a queda de Napoleão para 1836. São 50 metros de altura.

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Detalhes do Arco

Detalhes do Arco

Em 11 de novembro de 1920, o corpo do Soldado desconhecido foi colocado sob o arco para homenagear os soldados mortos da Primeira Guerra. A chama eterna é acessa toda a noite.

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No interior do arco, o Cris se divertiu com a demonstração dos detalhes do monumento, que era projetado na tela conforme ele comandava.

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Do alto do Arco, tivemos uma vista maravilhosa da Cidade Luz iluminada, encerrando a noite com chave de ouro!!

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Champs-Élysées

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Cidade Luz

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Fête des Lumières – Lyon

Nos dias 06 a 09 de dezembro, em Lyon, a segunda maior cidade da França, aconteceu o Festival das Luzes, ou Fête des Lumiére.

É uma grande festa que atrai mais de 4 milhões de turistas nos seus 4 dias – sendo o ponto alto o dia 08 de dezembro – e conta com a presença dos profissionais mais renomados do mundo na arte da iluminação.

A HISTÓRIA:

Quando Lyon foi atingida pela praga – peste bubônica – no ano de 1643, os conselheiros municipais prometeram prestar uma homenagem à Nossa Senhora caso a cidade fosse poupada. Inicialmente, a forma de agradecimento por parte da população era a iluminação da cidade através de velas postas nas janelas das casas, produzindo um efeito mágico por toda a cidade, além de uma procissão com oferendas à Maria. Assim, o evento comemora o dia em que Lyon foi consagrada à Virgem Maria.

Após, em 1852 uma estátua da Virgem Maria foi erguida ao lado da Basílica, com vista para a cidade. A inauguração da estátua, então marcada para 8 de setembro daquele ano, dia da Celebração da Natividade da Virgem, precisou ser adiada devido a uma inundação provocada pelo Rio Saône, que corta a cidade, inundando o local onde a obra estava sendo feita, impedindo que a estátua ficasse pronta, Nova data foi definida: 8 de dezembro. Tudo estava pronto para a inauguração (estátua pronta e devidamente iluminada, fogos de artifício preparados e bandas marciais contratadas), porém, na manhã do grande dia uma tempestade atingiu a cidade de Lyon, sendo a festa novamente cancelada pelos organizadores. Contudo, o povo, ao final do dia, passou a iluminar suas janelas com as já tradicionais velas, e a descer para as ruas, realizando a procissão, iluminando a estátua com velas e cantando para Nossa Senhora.

Assim, a celebração foi repetida ano a ano.

velas

E nós, morando há 100Km de Lyon, não poderíamos deixar de prestigiar tal evento.

Reunimos uma turma e pegamos o trem…

… fomos ainda na parte da tarde, para conhecer um pouco a cidade e evitar o tumulto da multidão se dirigindo para o mesmo local. Apesar de sairmos às 13:30 da tarde (17h começa a escurecer), o trem estava completamente lotado, inclusive com pessoas viajando de pé, e outras sentadas no chão.

Chegando na cidade, uma caminhada nos levou até o famoso Rio Saône, o responsável pela inundação do local onde a estátua estava sendo feita, adiando a sua inauguração.

Rivière Saône

DSC02161Nosso primeiro encontro com uma atração da festa foi com um dragão montado no meio da praça, que ainda não estava 100% iluminado, mas valeu para o registro do nosso grupo.

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Tiago, Heloísa, eu, Cris e Ogum

Após almoçarmos, a noite chegou, e com ela as luzes!

Em uma primeira praça diversas atrações: roda gigante, uma estátua carinhosamente chamada por nós de Bento Gonçalves (como todas as estátuas de cavalos aqui da Europa), a Basílica de Fourvière de Notre-Dame (classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade em 1998) ao fundo, projeções de histórias na fachada dos prédios, etc.

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Fogos ao Bento Gonçalves 😉

Com a Basílica, Nossa Senhora e o "merci Marie" ao fundo

Com a Basílica, Nossa Senhora e o “merci Marie” ao fundo

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Caminhando pelas ruas iluminadas, fomos admirando as exposições, chegando novamente no dragão, agora mais “vivo”…

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Dragão iluminado…

...e fantasiado de colorado!

…e fantasiado de colorado!

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Tudo bonito, mas até então nada encantador, até que escutamos uma forte música que lembrava a batida de um coração, e lá estava ele, O CORAÇÃO… eleito pelo grupo a atração mais emocionante! Perfeito para uma fotinho careta romântica 😉

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O coração trocava de cores...

O coração trocava de cores…

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…conforme a batida da música!

Os fogos de artifício deixaram muito a desejar… nem fotos temos. Mas quem já passou o Ano novo em Capão da Canoa já consegue ter uma idéia de como foi 😛

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“Praça do abajur” 😛

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… quero um na minha casa!

E deixo aqui o meu registro de decepção quanto a tão comentada participação dos moradores de Lyon, com suas velas iluminando as janelas e fachadas de suas casas… encontramos muito poucas! 🙁

Já nos direcionando para a estação de trem, com receio de não conseguirmos pegá-lo devido a super lotação (último trem da noite para Grenoble), fomos atrás de uma última atração, e eu diria que foi a que realmente fechou a noite com chave de ouro… uma projeção no teatro da cidade, que usava de forma perfeita a arquitetura do prédio para apresentar uma obra encantadora de música e luzes… valeu a pena!!

Abaixo está um vídeo com as duas melhores atrações do nosso passeio!

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E assim encerramos mais um passeio… chegando em casa quase 2h da manhã, com temperaturas negativas, cansados, mas achando que valeu a pena!

 

Veneza do Norte

Bruges é uma pequena cidade que fica a quase 100Km de Bruxelas, com aproximadamente 120 mil habitantes.
Devido aos seus canais, é conhecida como a “Veneza do Norte”. Estamos conhecendo as Venezas da Europa (a Veneza da França aqui: Aneccy), tomara que a gente conheça também e verdadeira Veneza 😉

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Canais de Bruges

Mas também é conhecida como “a cidade esquecida pelo tempo” ou a “cidade do romance”, sendo inclusive indicada por um amigo pelo fato de ser uma cidade perfeita para se ir a dois… sendo assim, entrou para nossa programação!

Suas primeiras construções foram realizadas por Julio Cézar, no século Ia.C., com o objetivo de proteger a costa dos piratas. Legal né? Acho que é a primeira vez que escuto uma história em que os piratas são reais… Mas não para por aí: no século IX, a invasão dos Vikings obrigou que essas fortificações fossem reforçadas.
Visitando as cidades fica bem mais intressante estudar história!! #ficaadica
No século XII Bruges foi uma grande potência comercial, devido a sua indústria de lã e tecidos, sendo o seu porto a principal conexão com o comércio mediterrâneo. Assim, Bruges teve sua época de prosperidade econômica, sendo inclusive o centro financeiro mais rico dos Países Baixos até 1500.
Contudo, neste ano, os canais de Bruges se fecharam com o lodo comum da região, e ela foi ficando atrasada. 🙁
No século XIX tornou-se um forte destino turístico, e apesar da reconstrução do porto da cidade, especialmente para atracar os submarinos alemães durante a segunda Guerra Mundial, o destino da cidade era viver do turismo… ainda bem! Pois sendo assim… lá vamos nós. 🙂

Essa viagem foi uma esticadinha do nosso final de semana prolongado em Bruxelas. Alugamos um carro e fomos, eu e o Cris, para Bruges no domingo. Segundo a Cibele, visitar a Bélgica e não conhecer Bruges é meio estranho, pois é o destino mais procurado do País.

Em 5 minutinhos de caminhada já me encantei pela cidade… ainda nem tínhamos chegado no centro e nos deparamos com a cena típica do outono. E eu, particularmente estou apaixonada por essa estação que nunca me chamou tanto a atenção. Aqui a paisagem muda a cada semana, com novas cores que vão dos diversos tons de verde, laranja, amarelo e vermelho. Pausa para fotos.

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Bruges, apesar de pequena, possui muitas Igrejas, e todas bonitas com suas construções grandiosas. Algumas mais famosas e visitadas, seja por abrigar a obra de Michelangelo “A Madona e a Criança” (sendo a única obra que saiu da Itália enquanto o artista era vivo), ou por conter um frasco com um pedaço de tecido com sangue de Cristo coagulado (esta estava fechada para visitas, infelizmente), mas todas muito grandiosas e encantadoras.

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Primeira Igreja visitada

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Monumento na rua, com a Igreja da Nossa Senhora ao fundo

Igreja Notre Dame

Igreja Notre Dame

Com a “Madonna e a Criança”

Obra de Michelangelo

Texto apresentando a obra: “la ‘Maddone à l’Enfant’ (1504-1505) de Michelangelo Buonarotti a été en marbre de Carrare. Primitivement destinée à l’autel de la cathédrale de Sienne, elle fut achetée pra la famille brugeoise Mouscron et offerte à l’eglise Notre-Dame.

Cette statue est une des rares oeuvres de Michelangelo qui ne soit pas restée en Italie.

On peut admirer la Vierge pensative qui tient l’Enfant nu sur ses genoux. Malgré l’exécution sévère, la statue émerveille et émeut.”

“A ‘Mãe e a criança’ (1504-1505) de Michelangelo Buonarroti era mármore de Carrara. Originalmente destinada ao altar da Catedral de Siena, foi comprada pela família Mouscron, de Bruges, que ofereceu a obra à igreja Notre Dame. Essa estátua é um dos poucos trabalhos de Michelangelo que não permanecem na Itália. Pode-se admirar a Virgem pensativa, segurando a criança nua entre seus joelhos. Apesar da execução forte, a estátua encantou e escandalizou”

 

O que me chamou muito a atenção foram as construções das casas com pequenas estátuas religiosas: santos, Nossa Senhora e até o Sagrado Coração de Jesus. Não teve como não lembrar carinhosamente da minha mãe.

Em Bruges encontramos turistas por todos os cantos, e não poderia ser diferente na principal praça, a Market Place, no centro histórico da cidade. Nela temos o Campanário, uma torre de 83 metros de altura onde subindo seus 366 degraus tem-se uma vista maravilhosa da cidade. Infelizmente chegamos no local com chuva, e passamos o exercício, pois a vista não seria tão encantadora.
Essa torre tem papel central no final do filme “In Bruges” (ainda não o vimos) sendo muito conhecida e fotografada por este motivo.

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Além do Campanário, a praça é muito bonita pela presença de casas que abrigam vários restaurantes e que possuem uma arquitetura típica da cidade. Claro que devidamente restauradas, mas mantendo os traços das contruções medievais, característica principal de Bruges.
O centro histórico, local que foi considerado Patrimônio Mundial Cultural da UNESCO em 2000. O Campanário também é Patrimônio da Humanindade, no quesito (parece até escola de samba) “Campanários da Bélgica e França”.

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A cidade e repleta de lojas de souvenir (lembrancinhas da cidade), chocolates (tendo na cidade o Museu do chocolate, mas que não visitamos), rendas e cervejas.

Ainda neste momento estávamos desanimados pela ausência do sol e insistência da chuva… sendo assim, nada melhor do que visitar a famosa Beer Wall, uma parede onde parece ter todas as cervejas belgas.

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“Beer is proof that God love us and wants us to be happy” Benjamin Flanklin (1706 – 1790)

E a cerveja fazendo milagre… após esse passeio o tempo abriu, contrariando a previsão de chuva durante toda a tarde.

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com o sol, até um sorriso saiu 😉

Aproveitamos para visitar a “cidade” de Bruges, ou seja, sair um pouco dos pontos turísticos e conhecer suas ruas, sua arquitetura, seu dia-a-dia…  e este momento nos proporcionou uma das melhores partes do passeio.

Jardim de uma Igreja “não turística”

Jardim de uma casa

Por fim, passamos pelo Lago do Amor e visitamos o Jardim das Beguinas, que também é Patrimônio da Humanidade – pois é, 3 deles nesta pequenina cidade! As Beguinas eram mulheres que queriam viver uma vida retirada e dedicada à Deus, mas sem se ordenarem formalmente. Elas se uniam em pequenas comunidades que tinham o seguinte formato: casinhas protegidas por um muro e voltadas pra um jardim central, onde em geral havia uma igreja. O local é tranquilo e não pode ser fotografado. Nós respeitamos, ao contrário da grande maioria dos turistas lá presentes.

Finalizamos com uma passadinha na cervejaria local De Haalve Maan, que faz a cerveja  Brugse Zot.

a famosa “meia Lua”

Retornando para Bruxelas, fomos recepcionados pelos queridos Cibele, Rodrigo, Tia Diva e Heleninha com um delicioso Risoto de Champignons. Aliás, deixo aqui o nosso muito obrigado por todos o passeios, refeições preparadas com todo o cuidado e a atenção e o carinho de vocês!! Adoramos o final de semana prolongado!

Família reunida!

Passeio de domingo

Num domingo de sol, já raros nesta época do ano, resolvemos fazer mais um passeio aqui por perto.

Combinamos com duas amigas e partimos para um passeio dominical… Objetivo? Conhecer uma famosa gruta que fica próxima à Grenoble.

Passeio sem grandes expectativas no início, é bem verdade, pois para mim grutas são para serem visitadas no verão 😛

Primeira parada nos rendeu uma visita a uma pequena feirinha de rua. Nada de especial! Veio a frustração! Mas relaxei, afinal só de sair de casa, passear com o Cris e as amigas já estava bom!

:/

E seguimos viagem… e a coisa começou a ficar boa. Já na estrada a paisagem mudou, e nos deparamos com a cena abaixo, a estrada passando por dentro da montanha!

Por dentro da montanha

Logo mais, um riachinho nos acompanhava pelo caminho, além dos inúmeros penhascos… pausa para o registro:

Em uma das paradinhas, encontramos uma lindo local onde “deveria ter” um café… no meio do nada, esse local serviu de inspiração para um “chá imaginário” com as amigas!! Só nós mesmas!!

Nosso almoço foi na pequena cidade de Pont-en-Royan, famosa pelas suas casinhas de pedras e coloridas, encravadas na montanha, chamadas casas em suspensão! O Rio Drôme também é lindo, com águas límpidas, compõe um local digno de pintura.

Apenas para registrar, Pont-en-Royan é um pequeno vilarejo (com 2,9km² de área), com 917 habitantes, segundo o censo de 1999. Repararam??? 😮  É menor que a nossa querida São Martinho!!

casas suspensas

Com a barriga cheia após prato principal e sobremesa 😛 fomos para o ponto alto do dia: Grottes de Choranche.

Na chegada, o penhasco coberto por árvores amarelo-alaranjadas nos encantam…

Grottes de Choranche é uma gruta pré-histórica, com mais de 70.000 anos, descoberta tardiamente em 1875, devido a sua difícil localização, na base de um penhasco. Possuindo 60 metros de diâmetro e 18 de altura, vocês podem imaginar a surpresa dos moradores da cidade de Chorange que a descobriram… como pode uma gruta deste tamanho (32km) estar dentro da rocha?

Olhando o penhasco sobre nossas cabeças

Tudo isso dentro da montanha

Centenas de estalactites tubulares de 4mm de diâmetro formam uma das grandes maravilhas naturais da Europa, por muitos desconhecidos. São formados por um mecanismo natural e perfeito, e muito demorado, afinal para ter-se 5cm desse canudo, demora mais de 100 anos. Os desta caverna chegam a ter 3 metros!!

Cavernas como essa servem como moradas para animais estranhos como os “olms” (anfíbios), há 60 milhões de anos. Esse animais não tem cor e são cegos. Sendo os maiores animais das cavernas do mundo, são raríssimos, claro.

A segunda parte da caverna possui muita água corrente e luzes coloridas que dão um charme todo especial ao local.

Para fechar com chave de ouro, um show na caverna catedral, na parte superior da gruta (que tem como extensão total 32km – apenas 500m são visitados) descoberta em 1950, sua beleza é potencializada pelo show de luzes e som.

Caverna Catedral

Saindo deste belíssimo passeio, que superou todas as nossas expectativas, chega a hora de voltarmos para Grenoble. Antes um registro do Grupo nota dez desse passeio…

…Que venham outros!!

As garotas…

…com o Cris

 

 

 

 

Annecy

Uma pequena cidade que se localiza na região Rhône-Alpes (mesma região da nossa cidade) a 100km de Grenoble, entre as cidades de Chambery e Genéva, com aproximadamente 53 mil habitantes, Annecy é conhecida como a “Veneza Francesa” ou “Veneza dos Alpes”.

É uma cidade muito visitada pela sua beleza, e como é pertinho daqui, alugamos um carro, chamamos alguns amigos e… voilá!!

Chegando na cidade, nos primeiros 3 minutinhos de caminhada já nos encantamos pela paisagem… o Lago Annecy com montanhas ao fundo é cenário perfeito para uma foto.

Caminhando mais um pouquinho encontramos os famosos canais, todos com flores em suas floreiras, árvores na cor do outono, cisnes e patos, tudo enchendo os olhos da multidão de turistas do local.

Alguns canais desembocam no Lago de Annecy, um local encantador, com um gramado enorme onde as pessoas fazem seus pique-niques ou simplesmente se deitam para tomar um solzinho.

Os amigos

Um momento de encantar o coração

Adentrando nas pequenas ruas da cidade, no primeiro canal e mais visitado pelos turistas encontramos o Palais de l’Isle, uma casa construída em uma pequena ilha (sim, eu disse adentrando na cidade e tem uma pequena ilha), no século XII. 

Palais de l’Isle

Lado oposto ao Castelo

Fomos visitar o castelo de Annecy que foi residência dos Condes de Genebra (face a proximidade com a cidade) e dos duques de Genevois-nemours (senhores feudais), uma edificação que atualmente sedia um museu.

Château d’Annecy

Passeamos pelas ruas, sem pretensões de pontos turísticos, pois assim é Annecy… bela por inteiro!

Brincando com os efeitos da câmera

 

Chamrousse

Há alguns dias fiz um post sobre o clima daqui e comentei que da sacada daqui do quarto do hotel onde estávamos dava para ver as montanhas com neve, lembram?

Pois bem, no dia 09/set fomos até essa montanha… “à procura da neve encantada”!! Hehehe!! Viajei! 😛

Assim, partimos no domingo para um passeio, uma bela caminhada na cidade de Chamrousse. Há 30km de Grenoble, essa pequena cidade ou aldeia é por aqui chamada de “village” (cidade em francês é “ville”), com aproximadamente 460 habitantes, distribuídos em 13,3km2 (possui uma Prefeitura), e com altitude média de 1912m, chegando a 2440m. É uma comunidade rural e tem como principal atração turística a beleza natural e uma estação de ski.

Após 1h de ônibus (apesar dos poucos quilômetros), chegamos a Chamrousse e partimos para uma caminhada, seguindo uma trilha no GPS.

Um primeira paradinha para registrar a neve ao fundo, resquícios daquela semana fria que relatamos no post http://vivendonafranca.petry.rs/2012/09/03/ahhh-o-verao/.

“A” neve!!

Nestas caminhadas se perder é normal, ainda mais para os iniciantes… mas confesso que, sem e tratando de montanhas, a vista sempre compensa a caminhada extra!

Após aproximadamente 1h40min, chegamos ao primeiro lago! O local é encantador, pois se trata de um lago no meio das montanhas!

Após este lago as trilhas são mais puxadas, e não encontramos mais crianças no caminho. Mas a cada momento somos surpreendidos com a beleza de um lago no meio do nada, ou simplesmente das montanhas com o silêncio profundo do local.

Este lago, nos encantou de uma forma especial… suas águas cristalinas permitiam enxergarmos o fundo de pedras.

Por fim chegamos ao último lago, ou conjunto deles. Com uma beleza indescritível, ficamos admirando a paisagem por um bom tempo!

 Mas… e a neve? Sim, encontramos a “neve encantada” mais de perto… infelizmente não tão de perto para fazer guerrinha, e nem em grande quantidade, mas clarooo que eu registrei!!

a neve

Caramba… na foto parece loucura a minha animação com a neve, mas juro que ao vivo ela encontrava-se mais próxima e em maior quantidade! 😉

Terão que vir no inverno para sentir e conferir!!

Para encerrar o passeio e compensar a caminhada de quase 5h e a descida da montanha que veio a seguir (grau de dificuldade alto), a paisagem que vimos lá no topo da montanha era linda, de uma estação de ski!

O local é lindo e apaixonante nesta época do ano, que teoricamente é para ser a menos encantadora, pois não temos neve, nem flores! Alguém duvida que teremos outro post sobre Chamrousse em breve?