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Mais um sonho realizado

Feitooooo!!!

O sonho de participar da Meia Maratona de Paris foi realizado, com sucesso!! Na verdade há mais de 1 ano e meio, porém sempre é tempo de postar e ao mesmo tempo recordar!!

Aqui deixo o registro de como foi…

No dia 07 de março de 2015, um dia antes da prova, já na Cidade Luz, fomos até o parque Bois de Vincennes buscar o kit da prova.

Caminhamos um pouco no parque para chegar até o local da retirada dos kits, um parque lindo e super bem cuidado… perfeito para quem tem crianças (sim… esse é meu mundo!).

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Quase 35 mil inscritos e passamos por 3 locais: entrega do atestado médico para participar da prova, retirada do kit e retirada da camiseta. 3 filas? Nada!! Apenas na camiseta pegamos uma fila de menos de 1 minuto!! Nota dez para a organização!!

 

Fim do sábado em casa (na dos queridos primos), hora de cuidar da alimentação e hidratação… parte difícil do final de semana. Pois estando na companhia super agradável da Cibele (prima), do Rodrigo (“primo agregado”) e do Cris, que adoram cervejas e um bom vinho, eu e o Rodrigo tivemos que ficar na água mesmo. Ok, faz parte!! Dormir cedo também… voilá

O grande dia chegou: 08 de março, dia internacional das mulheres, dia da Semi-Marathon de Paris 2015 – le défi du printemps (o desafio da primavera).

Após acordar cedo e tomar o café da manhã, eu e o Rodrigo partimos para o parque Bois de Vincennes. No metrô já começamos a sentir o clima da prova… pessoal “fardado” fez meu coração perceber de verdade que estava chegando o grande momento. Comecei a achar legal!

Chegando no local a magia começou: música alta, pessoal alongando e correndo, alguns (poucos para o que eu esperava) fantasiados, grupos de corridas… entrei totalmente no clima, já comecei a aquecer dançando 😛

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Nos posicionamos na nossa faixa de partida e ficamos ali, curtindo a galera, alongando e aguardando a largada (10:40). Ahhh, vou explicar: a prova tem tanta gente que a largada precisa ser dividida conforme a previsão de tempo da prova. Eu e o Rodrigo, ao nos inscrevermos, colocamos que pretendíamos fazer a prova em 1h50min, assim, nosso horário de saída ficou o mesmo, às 10h40min. A primeira largada foi às 10h.
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O percurso é relativamente tranquilo, passando por locais lindos como o Hotel de Ville, o Siena, Notre Dame… Poucas subidas e todas elas leves.

Água, frutas secas, banana, laranja, tudo a cada 5 km. Sem faltar para quem estava mais “atrasadinho”, o que raramente ocorria nas provas que eu participava. Tonéis de lixo reciclável para as garrafas de água também chamaram a atenção, apesar de muitos corredores não usarem os mesmos e jogarem as garrafas no chão… pq?

Muitas, muitas bandinhas ao longo da prova… para mim foi um grande diferencial. Pensa comigo: correndo sozinha (pois após o terceiro quilômetro eu “liberei” o Rodrigo, eis que o ritmo dele é mais forte), num pace mais forte que o habitual (e isso é praticamente inevitável quando se está em uma prova que tu querias tanto participar… inevitável e previsto) e o cansaço pegando na segunda metade da prova… daí tu olha um grupo de pessoas tocando música para ti, sorrindo, fantasiados… muito bom! Uma verdadeira injeção de adrenalina!!

A galera que acompanhava a prova e gritava ALLEZ ALINE (e nessas horas agradecia meus pais por terem me dado um nome francês), ao lerem meu nome na camiseta, sorrindo e batendo palmas… nota dez para eles!! Muito bom, adrenalina na veia!!

No Km 14 tinha uma subida que me obrigou a diminuir bastante o ritmo, fazendo com que o fôlego caísse bastante e demorasse um pouco para eu recuperar o pace médio que vinha fazendo. Mas faz parte… bora continuar a prova!!

Terminei bem, feliz da vida, apesar de sozinha! Confesso que preferia estar ao lado do marido (que ficou cuidando do nosso pequeno… merci mon amour) ou de um amigo, mas… são coisas da vida!! 😉

 

 

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E depois, hora de comemorar em grande estilo!!!
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Essa é uma prova que eu recomendo muito para quem procura por alguma corrida aqui na França. Além de ser em Paris, uma cidade que eu adoro, linda, é uma corrida muito bem organizada, certamente a melhor grande prova que eu já participei!!

Paris – parte 2

No segundo dia na Cidade Luz, em 22/12/2012, dia programado para subir na Torre Eiffel, tivemos chuva e frio!

Felizmente e infelizmente compramos nossos bilhetes, com hora marcada pela internet (super fácil, no site http://www.tour-eiffel.fr/ –> canto superior direito, em tickets. Você escolhe o dia e horário disponível e basta levar o comprovante impresso ou mostrar no celular mesmo). Felizmente porque é uma facilidade muito grande, pois em dias normais, evita as imensas filas, que podem durar até duas horas. Infelizmente porque a data e horário são inalterados, e o bilhete não é reembolsado e nem pode ser vendido, por ser nominal (teoricamente podem pedir a sua identificação, mas para nós não pediram, e ambos os bilhetes saíram no meu nome).

Assim, lá fomos nós… às 9h30min com chuva, visitar (e no caso do Cris, conhecer) a tão bela e famosa Tour Eiffel.
Projetada por Gustave Eiffel como um monumento temporário, foi construída para a Exposição Universal de 1889 para comemorar o centenário da Revolução Francesa. Com 324 metros de altura, manteve-se como “edifício” mais alto do mundo até 1931.

Infelizmente devido ao mau tempo, a vista não foi das melhores, e consequentemente o registro fotográfico também não. Porém, em decorrência dessa chuva, quase recebemos  certificado de visita mais prolongada, pois ficamos nada mais nada menos que 3 horas na Torre Eiffel.

Tentando um registro... apesar do tempo!

Tentando um registro… apesar do tempo!

Na Torre tem muito o que se fazer, na parte superior tem uma exposição de fotos acima do vidro por onde olhamos a cidade, uma exposição cronológica, mostrando a construção, o apartamento de Gustave Eiffel que se localizava na própria Torre e até uma comparação bem interessante da altura da Torre Eiffel com as demais Torres do mundo.

No primeiro e segundo andares (na verdade não me recordo bem o que tem em cada um) tem um filme bem interessante sobre a construção e sobre os acontecimentos que envolveram o monumento, mais fotos e informações sobre as alterações e reformas que ocorreram durante o passar dos anos, além de um pequenino museu, café e restaurante. E ao contrário do que se pode imaginar, tomar um café com croissant na cafeteria da Torre não é tão caro… e o chocolate quente é uma delícia!

Registrando nossa passagem na Torre Eiffel...

Registrando nossa passagem na Torre Eiffel…

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É possível subir pelas escadas até o segundo andar, mas caso o objetivo seja mesmo subir até o topo, compensa ir de elevador, afinal terás que pegá-lo no segundo andar de qualquer forma. Nós optamos por subir de elevador – até porque o fôlego da gestante aqui não é mais o mesmo – e descer da mesma forma até o segundo andar, e de lá encarar os degraus, curtindo a estrutura da Torre, que é imperdível.

Descendo pelas escadas

Descendo pelas escadas

Vista do Jardins do Trocadero e do Senna

Logo em frente a Torre, tem o Jardins du Trocadéro, onde encontramos outra Marché do Nöel, para a felicidade dessa apaixonada pelo Natal.

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Passeamos pelo famoso Parc du Champ-de-Mars, aquele gramadão lindo que fica aos pés da Torre, onde normalmente os turistas as pessoas ficam sentadas, fazendo pique-niques e batendo as tradicionais fotos pulando ou segurando a Torre Eiffel.

O gramado fica fechado/cercado no inverno para ser recuperado, o que achamos bem interessante…DSC02750

Momento romântico com direito ao pézinho ;)

Momento romântico com direito ao pézinho 😉

Homenageando nosso baby

Homenageando nosso baby

Seguindo o Parc du Champ-de-Mars até o final, encontramos a École Militaire ou Academia Real Militar de Luís XV, que foi fundada em 1751 para educar 500 filhos de oficiais que haviam empobrecido. Sua arquitetura foi encomendada por Luís XV para rivalizar com o Hôtel des Invalides (fotos logo abaixo), encomendado por Luís XIV, em 1670.

Não achamos nada de especial na mesma (e por isso sequer temos registro). Visitas só com uma licença especial!

Muito linda a grandiosa estrutura do Hôtel des Invalides e Esplanades des Invalides. Esse é um edifício grandioso e muito bonito, construído em 1676, para os veteranos de guerra feridos e sem lar, muitos dos quais haviam se tornado mendigos.

Fachada com canhões

Fachada com canhões

Panorâmica da fachada

Panorâmica da fachada

Pátio do Hôtel des Invalides

Pátio do Hôtel des Invalides

Mais tarde a Église du Dôme foi incorporada com seu reluzente telhado dourado, construída como capela particular do Rei Luís XIV. O famoso telhado dourado tinha o objetivo de refletir o esplendor de seu reino, sendo de uso exclusivo do “Rei Sol”. É um dos melhores exemplos da arquitetura francesa do século 17, o Grand Siécle.

A maior atração é o túmulo de Napoleão, mas optamos por não visitá-lo.

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Église du Dôme…

...e o famoso teclado dourado

…e o famoso teclado dourado

Saindo do Hôtel des Invalides, aproveitando a trégua da chuva e caminhando poucos metros, chegamos na mais bela ponte de Paris, Ponte Alexandre III. Com decoração em Art Nouveau* de lampiões, querubins, ninfas e cavalos, que foi construída entre 1896 e 1900.

*Art Nouveau é um estilo de decoração do fim do século XIX e início do século XX, que possui linhas ondulares, assimétricas e entrelaçadas, sendo de uma delicadeza inconfundível. Vimos esse estilo nas casas em Bruxelas e após foi fácil identificá-lo em outros locais como na arquitetura de Barcelona e aqui em Paris. A capital francesa, aliás, foi inicialmente o centro principal da Art Nouveau no País, tornando-se após, o centro internacional do estilo. –> para saber mais a respeito: http://www.arquitetonico.ufsc.br/art-nouveau

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Eiiii o que vocês estão combinando??

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…era isso?? O que eu fiz?

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Ao lado, o Grand Palais e o Petit Palais. O primeiro  com fachada em estilo Neo-clássico, construído em 1900, possui decoração Art Nouveau em ferro, porém como no seu interior estava instalada a famosa pista de patinação no gelo, a fila gigantesca nos impediu de conhecê-lo. 

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O Petit Palais é sede do Musée des Beaux-Arts de Paris, também foi construído em 1900. Entramos no seu hall, e ficamos realmente encantados com a sua arquitetura e seus detalhes, em especial o seu teto.

Petit Palais - entrada

Petit Palais – entrada

Petit Palais - interior

Petit Palais – interior

Importante falar que todo esse passeio da Torre Eiffel até o Petit Palais foi feito a pé (em torno de 4km), com as devidas paradas nos monumentos (com direito a sentar um pouquinho, claro), parada para o almoço e muitas fotos.

De metrô (muito fácil de se guiar no metrô de Paris) fomos para o outro lado da cidade (ou do centro de Paris, onde ficam as atrações turísticas de Paris) para visitarmos a lindíssima Basílica Sacre Coeur.

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Foi erguida por causa de uma promessa feita no início da Guerra Franco-Prussiana, por dois comerciantes, no caso da França ser poupada. As obras começaram em 1875. Apesar de ser grande e majestosa, e de ser um dos prédios católicos mais importantes da França, nunca foi considerada especialmente bonita. Suas portas de bronze mostram cenas da última ceia e outras passagens bíblicas. Sua cúpula oval é o segundo ponto mais alto de Paris, após a Torre Eiffel.

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Chegamos na Basílica já noite (na verdade a tardinha, mas no inverno escurece muito cedo aqui também), e conseguimos vê-la toda iluminada.

Pertinho dali, o pecaminoso o famoso Mouling Rouge, construído em 1885, que tornou-se palco de musicais em 1900, sendo o berço do cancan.

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O Montmartre, bairro onde encontra-se a Basília e o Mouling Rouge, é muito simples se comparado aos demais locais onde estão os pontos turísticos da cidade, mas nós gostamos muito de lá. Muitos bares, pessoas tomando café ou vinho nas calçada, artistas de rua expondo suas pinturas ou oferecendo caricatura, tudo isso fez com que mudássemos a nossa programação e  jantássemos por lá mesmo (mas não no Cabaret abaixo), encerrando esse agradável dia em um bairro que recomendaremos a todos.

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PARIS – parte 1

No dia 21 de dezembro, cedinho, partimos para o recesso de final de ano… rumo à Paris!

Três horas de viagem de trem, tranquila e de primeira classe! Chiquérrimos!! A diferença da primeira e da segunda classe era de 5 euros, e como na primeira temos lugares marcados e bancos um pouco mais espaçosos, optei por conhecê-la 😉

Chegamos em Paris e fomos direto ao “nosso apartamento”. Na verdade um casal de amigos que estava no Brasil e nos emprestou o apartamento para ficarmos estes dias… um charme e muito bem localizado!!

Deixamos nossas coisas e logo partimos para conhecer a cidade, a pé!

O dia não ajudou muito, estava nublado! Porém, para a época do ano em que a previsão é de frio intenso, estava bom!

Mesmo nublada... Paris é bela!

Mesmo nublada… Paris é bela!

Como sabemos que voltaremos à Paris inúmeras outras vezes com diferentes visitas, tínhamos a pretensão de conhecer sim os pontos turísticos, mas sem a “necessidade” de conhecê-los, ou seja, passeamos pelas ruas e fomos conhecendo a cidade, entre uma atração e outra.

Sendo assim, caminhamos cerca de 2,5km até chegarmos na Notre Dame.

Nos encantamos com a arquitetura da Igreja! Linda, linda, linda!!

Neste ano de 2013, a Notre Dame completa 850 anos!

Fundos da Catedral

Fundos da Catedral

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Lateral

A Catedral Notre Dame é uma das mais antigas catedrais francesas no estilo gótico. Foi encomendada em 1159 e construída em 2 séculos. Nela ocorreu a coroação de Henrique VI, em 1422, e de Napoleão Bonaparte, em 1804.

São características do estilo gótico, dentre outras, a verticalidade para demonstrar a majestade das obras, os Arcos de Ogiva, as Abóbadas em Cruzaria, vitrais que permitem a iluminação do interior e as famosas gárgulas.

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Verticalismo e Majestade

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Arcos de Ogiva

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Abóbada em Cruzaria

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Pequena e principal parte do imenso Presépio montado no interior da Notre Dame

Caminhando mais um pouquinho descobrimos, meio sem saber onde era, o Conciergerie. Um edifício visivelmente reformado (e que só podia ser “visitado” por fora), que serviu como principal prisão da França entre 1391 e 1912 e durante a Revolução Francesa que pôs fim à Monarquia. Nesse período (1789 – 1799), a prisão ficou superlotada e teve como prisioneiros Maria Antonieta (executada em 1793) e François Ravaillac, o assassino de Henrique IV (que foi preso e torturado neste local em 1610).

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Atravessando o Senna, caminhamos pela parte comercial e sentamos para descansar e fazer um lanche, pausas necessárias…

E a caminhada continuou, passando pelo Musée du Louvre, que optamos conhecer somente por fora, eis que o famoso Museu é muito grande e não somos um casal muito cultural 😛

Mas admiramos a arquitetura do grandioso prédio, construído em 1190 pelo Rei Felipe Augusto, para proteger Paris dos ataques Viking.

E como não podia deixar de ser… seguem fotinhos na pirâmide!

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Meu garoto…

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Clássica... não podia faltar!

Clássica… não podia faltar!

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Continuamos nosso passeio pelos jardins e praças que ligam o Louvre com o Arco do Triunfo, passando pelo Arc de Triomphe du Carrousel

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Este arco de mármore foi construído por Napoleão para celebrar vários triunfos militares, especialmente a batalha de Austerlitz, em 1805. As estátuas que coroam o arco foram acrescentadas em 1828 e são cópias dos cavalos de São Marcos, que Napoleão roubou de Veneza e foi obrigado a devolver após a derrota na batalha de Waterloo, em 1815.

Logo após já emenda o Jardin des Tuileries, que foi desenhado no século 17 e que pertencia ao Palácio de Tuileries, arrasado em 1871 na guerra franco-germânica pelos Revolucionários de Comuna (foi um movimento parisiense em que os trabalhadores ocuparam diretamente o poder político).

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Fazendo pose 😉

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Um ponto turístico após o outro, e fotos e mais fotos, chegamos a Place de la Concorde… apesar de termos foto somente de longe, a história do local me impressionou:

Obelisco... láááá no fundo :P

Obelisco… láááá no fundo 😛

Essa é uma das praças mais suntuosas e históricas da Europa. Local onde foi instalada a Guilhotina conhecida como Viúva-Negra, passando a praça a chamar-se Place de la Révolution. Nela, em 1793, Luís XVI foi decaptado, além de 1300 pessoas como Maria Antonieta, Madame du Barry (amante do Rei Luís XV) e líderes da revolução, como Robespierre. O Obelisco de Luxor, de 3.200 anos, foi doado ao Rei Luís Felipe como presente do vice-rei do Egito.

E nela se inicia a avenida mais famosa da França (ou mesmo da Europa), a Avenue Champs-Élysées. 

Surgida na década de 1660, a Champs-Élysées é uma linha reta de 3km que liga a Place de la Concorde ao Arc de Triomphe. No século 19 era usada como pista de corrida de cavalos. Hoje é o local onde os franceses fazem suas grandes comemorações – e a turistada passa o Ano Novo 😛

Para a minha alegria, tinha uma grande Marché de Nöel, feirinhas tradicionais de artesanato e comidas nas cidades da Europa, que eu adoro!! Assim, caminhamos tranquilamente enquanto o sol se punha!

Como adora uma Marché de Nöel...

Como adora uma Marché de Nöel…

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Champs-Élysées se iluminando

 Aqui recebi a maravilhosa notícia de que meu irmão passou na seleção do doutorado, deixando o dia ainda mais especial!!

Concentrada ao receber a notícia! Depois foi só alegria!

Concentrada ao receber a notícia! Depois foi só alegria!

 Arc de Triomphe

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Esse arco foi o cumprimento de uma promessa de Napoleão aos seus homens, ao afirmar  que eles “voltariam para casa sob arcos triunfais”, após a batalha de Austerlitz, em 1805. No ano seguinte foi lançada a pedra fundamental, mas a obra foi adiada devido a queda de Napoleão para 1836. São 50 metros de altura.

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Detalhes do Arco

Detalhes do Arco

Em 11 de novembro de 1920, o corpo do Soldado desconhecido foi colocado sob o arco para homenagear os soldados mortos da Primeira Guerra. A chama eterna é acessa toda a noite.

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No interior do arco, o Cris se divertiu com a demonstração dos detalhes do monumento, que era projetado na tela conforme ele comandava.

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Do alto do Arco, tivemos uma vista maravilhosa da Cidade Luz iluminada, encerrando a noite com chave de ouro!!

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Champs-Élysées

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Cidade Luz

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Fête des Lumières – Lyon

Nos dias 06 a 09 de dezembro, em Lyon, a segunda maior cidade da França, aconteceu o Festival das Luzes, ou Fête des Lumiére.

É uma grande festa que atrai mais de 4 milhões de turistas nos seus 4 dias – sendo o ponto alto o dia 08 de dezembro – e conta com a presença dos profissionais mais renomados do mundo na arte da iluminação.

A HISTÓRIA:

Quando Lyon foi atingida pela praga – peste bubônica – no ano de 1643, os conselheiros municipais prometeram prestar uma homenagem à Nossa Senhora caso a cidade fosse poupada. Inicialmente, a forma de agradecimento por parte da população era a iluminação da cidade através de velas postas nas janelas das casas, produzindo um efeito mágico por toda a cidade, além de uma procissão com oferendas à Maria. Assim, o evento comemora o dia em que Lyon foi consagrada à Virgem Maria.

Após, em 1852 uma estátua da Virgem Maria foi erguida ao lado da Basílica, com vista para a cidade. A inauguração da estátua, então marcada para 8 de setembro daquele ano, dia da Celebração da Natividade da Virgem, precisou ser adiada devido a uma inundação provocada pelo Rio Saône, que corta a cidade, inundando o local onde a obra estava sendo feita, impedindo que a estátua ficasse pronta, Nova data foi definida: 8 de dezembro. Tudo estava pronto para a inauguração (estátua pronta e devidamente iluminada, fogos de artifício preparados e bandas marciais contratadas), porém, na manhã do grande dia uma tempestade atingiu a cidade de Lyon, sendo a festa novamente cancelada pelos organizadores. Contudo, o povo, ao final do dia, passou a iluminar suas janelas com as já tradicionais velas, e a descer para as ruas, realizando a procissão, iluminando a estátua com velas e cantando para Nossa Senhora.

Assim, a celebração foi repetida ano a ano.

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E nós, morando há 100Km de Lyon, não poderíamos deixar de prestigiar tal evento.

Reunimos uma turma e pegamos o trem…

… fomos ainda na parte da tarde, para conhecer um pouco a cidade e evitar o tumulto da multidão se dirigindo para o mesmo local. Apesar de sairmos às 13:30 da tarde (17h começa a escurecer), o trem estava completamente lotado, inclusive com pessoas viajando de pé, e outras sentadas no chão.

Chegando na cidade, uma caminhada nos levou até o famoso Rio Saône, o responsável pela inundação do local onde a estátua estava sendo feita, adiando a sua inauguração.

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DSC02161Nosso primeiro encontro com uma atração da festa foi com um dragão montado no meio da praça, que ainda não estava 100% iluminado, mas valeu para o registro do nosso grupo.

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Tiago, Heloísa, eu, Cris e Ogum

Após almoçarmos, a noite chegou, e com ela as luzes!

Em uma primeira praça diversas atrações: roda gigante, uma estátua carinhosamente chamada por nós de Bento Gonçalves (como todas as estátuas de cavalos aqui da Europa), a Basílica de Fourvière de Notre-Dame (classificada pela UNESCO como Patrimônio Mundial da Humanidade em 1998) ao fundo, projeções de histórias na fachada dos prédios, etc.

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Fogos ao Bento Gonçalves 😉

Com a Basílica, Nossa Senhora e o "merci Marie" ao fundo

Com a Basílica, Nossa Senhora e o “merci Marie” ao fundo

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Caminhando pelas ruas iluminadas, fomos admirando as exposições, chegando novamente no dragão, agora mais “vivo”…

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Dragão iluminado…

...e fantasiado de colorado!

…e fantasiado de colorado!

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Tudo bonito, mas até então nada encantador, até que escutamos uma forte música que lembrava a batida de um coração, e lá estava ele, O CORAÇÃO… eleito pelo grupo a atração mais emocionante! Perfeito para uma fotinho careta romântica 😉

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O coração trocava de cores...

O coração trocava de cores…

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…conforme a batida da música!

Os fogos de artifício deixaram muito a desejar… nem fotos temos. Mas quem já passou o Ano novo em Capão da Canoa já consegue ter uma idéia de como foi 😛

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“Praça do abajur” 😛

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… quero um na minha casa!

E deixo aqui o meu registro de decepção quanto a tão comentada participação dos moradores de Lyon, com suas velas iluminando as janelas e fachadas de suas casas… encontramos muito poucas! 🙁

Já nos direcionando para a estação de trem, com receio de não conseguirmos pegá-lo devido a super lotação (último trem da noite para Grenoble), fomos atrás de uma última atração, e eu diria que foi a que realmente fechou a noite com chave de ouro… uma projeção no teatro da cidade, que usava de forma perfeita a arquitetura do prédio para apresentar uma obra encantadora de música e luzes… valeu a pena!!

Abaixo está um vídeo com as duas melhores atrações do nosso passeio!

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E assim encerramos mais um passeio… chegando em casa quase 2h da manhã, com temperaturas negativas, cansados, mas achando que valeu a pena!

 

Passeio de domingo

Num domingo de sol, já raros nesta época do ano, resolvemos fazer mais um passeio aqui por perto.

Combinamos com duas amigas e partimos para um passeio dominical… Objetivo? Conhecer uma famosa gruta que fica próxima à Grenoble.

Passeio sem grandes expectativas no início, é bem verdade, pois para mim grutas são para serem visitadas no verão 😛

Primeira parada nos rendeu uma visita a uma pequena feirinha de rua. Nada de especial! Veio a frustração! Mas relaxei, afinal só de sair de casa, passear com o Cris e as amigas já estava bom!

:/

E seguimos viagem… e a coisa começou a ficar boa. Já na estrada a paisagem mudou, e nos deparamos com a cena abaixo, a estrada passando por dentro da montanha!

Por dentro da montanha

Logo mais, um riachinho nos acompanhava pelo caminho, além dos inúmeros penhascos… pausa para o registro:

Em uma das paradinhas, encontramos uma lindo local onde “deveria ter” um café… no meio do nada, esse local serviu de inspiração para um “chá imaginário” com as amigas!! Só nós mesmas!!

Nosso almoço foi na pequena cidade de Pont-en-Royan, famosa pelas suas casinhas de pedras e coloridas, encravadas na montanha, chamadas casas em suspensão! O Rio Drôme também é lindo, com águas límpidas, compõe um local digno de pintura.

Apenas para registrar, Pont-en-Royan é um pequeno vilarejo (com 2,9km² de área), com 917 habitantes, segundo o censo de 1999. Repararam??? 😮  É menor que a nossa querida São Martinho!!

casas suspensas

Com a barriga cheia após prato principal e sobremesa 😛 fomos para o ponto alto do dia: Grottes de Choranche.

Na chegada, o penhasco coberto por árvores amarelo-alaranjadas nos encantam…

Grottes de Choranche é uma gruta pré-histórica, com mais de 70.000 anos, descoberta tardiamente em 1875, devido a sua difícil localização, na base de um penhasco. Possuindo 60 metros de diâmetro e 18 de altura, vocês podem imaginar a surpresa dos moradores da cidade de Chorange que a descobriram… como pode uma gruta deste tamanho (32km) estar dentro da rocha?

Olhando o penhasco sobre nossas cabeças

Tudo isso dentro da montanha

Centenas de estalactites tubulares de 4mm de diâmetro formam uma das grandes maravilhas naturais da Europa, por muitos desconhecidos. São formados por um mecanismo natural e perfeito, e muito demorado, afinal para ter-se 5cm desse canudo, demora mais de 100 anos. Os desta caverna chegam a ter 3 metros!!

Cavernas como essa servem como moradas para animais estranhos como os “olms” (anfíbios), há 60 milhões de anos. Esse animais não tem cor e são cegos. Sendo os maiores animais das cavernas do mundo, são raríssimos, claro.

A segunda parte da caverna possui muita água corrente e luzes coloridas que dão um charme todo especial ao local.

Para fechar com chave de ouro, um show na caverna catedral, na parte superior da gruta (que tem como extensão total 32km – apenas 500m são visitados) descoberta em 1950, sua beleza é potencializada pelo show de luzes e som.

Caverna Catedral

Saindo deste belíssimo passeio, que superou todas as nossas expectativas, chega a hora de voltarmos para Grenoble. Antes um registro do Grupo nota dez desse passeio…

…Que venham outros!!

As garotas…

…com o Cris

 

 

 

 

Annecy

Uma pequena cidade que se localiza na região Rhône-Alpes (mesma região da nossa cidade) a 100km de Grenoble, entre as cidades de Chambery e Genéva, com aproximadamente 53 mil habitantes, Annecy é conhecida como a “Veneza Francesa” ou “Veneza dos Alpes”.

É uma cidade muito visitada pela sua beleza, e como é pertinho daqui, alugamos um carro, chamamos alguns amigos e… voilá!!

Chegando na cidade, nos primeiros 3 minutinhos de caminhada já nos encantamos pela paisagem… o Lago Annecy com montanhas ao fundo é cenário perfeito para uma foto.

Caminhando mais um pouquinho encontramos os famosos canais, todos com flores em suas floreiras, árvores na cor do outono, cisnes e patos, tudo enchendo os olhos da multidão de turistas do local.

Alguns canais desembocam no Lago de Annecy, um local encantador, com um gramado enorme onde as pessoas fazem seus pique-niques ou simplesmente se deitam para tomar um solzinho.

Os amigos

Um momento de encantar o coração

Adentrando nas pequenas ruas da cidade, no primeiro canal e mais visitado pelos turistas encontramos o Palais de l’Isle, uma casa construída em uma pequena ilha (sim, eu disse adentrando na cidade e tem uma pequena ilha), no século XII. 

Palais de l’Isle

Lado oposto ao Castelo

Fomos visitar o castelo de Annecy que foi residência dos Condes de Genebra (face a proximidade com a cidade) e dos duques de Genevois-nemours (senhores feudais), uma edificação que atualmente sedia um museu.

Château d’Annecy

Passeamos pelas ruas, sem pretensões de pontos turísticos, pois assim é Annecy… bela por inteiro!

Brincando com os efeitos da câmera

 

Chamrousse

Há alguns dias fiz um post sobre o clima daqui e comentei que da sacada daqui do quarto do hotel onde estávamos dava para ver as montanhas com neve, lembram?

Pois bem, no dia 09/set fomos até essa montanha… “à procura da neve encantada”!! Hehehe!! Viajei! 😛

Assim, partimos no domingo para um passeio, uma bela caminhada na cidade de Chamrousse. Há 30km de Grenoble, essa pequena cidade ou aldeia é por aqui chamada de “village” (cidade em francês é “ville”), com aproximadamente 460 habitantes, distribuídos em 13,3km2 (possui uma Prefeitura), e com altitude média de 1912m, chegando a 2440m. É uma comunidade rural e tem como principal atração turística a beleza natural e uma estação de ski.

Após 1h de ônibus (apesar dos poucos quilômetros), chegamos a Chamrousse e partimos para uma caminhada, seguindo uma trilha no GPS.

Um primeira paradinha para registrar a neve ao fundo, resquícios daquela semana fria que relatamos no post http://vivendonafranca.petry.rs/2012/09/03/ahhh-o-verao/.

“A” neve!!

Nestas caminhadas se perder é normal, ainda mais para os iniciantes… mas confesso que, sem e tratando de montanhas, a vista sempre compensa a caminhada extra!

Após aproximadamente 1h40min, chegamos ao primeiro lago! O local é encantador, pois se trata de um lago no meio das montanhas!

Após este lago as trilhas são mais puxadas, e não encontramos mais crianças no caminho. Mas a cada momento somos surpreendidos com a beleza de um lago no meio do nada, ou simplesmente das montanhas com o silêncio profundo do local.

Este lago, nos encantou de uma forma especial… suas águas cristalinas permitiam enxergarmos o fundo de pedras.

Por fim chegamos ao último lago, ou conjunto deles. Com uma beleza indescritível, ficamos admirando a paisagem por um bom tempo!

 Mas… e a neve? Sim, encontramos a “neve encantada” mais de perto… infelizmente não tão de perto para fazer guerrinha, e nem em grande quantidade, mas clarooo que eu registrei!!

a neve

Caramba… na foto parece loucura a minha animação com a neve, mas juro que ao vivo ela encontrava-se mais próxima e em maior quantidade! 😉

Terão que vir no inverno para sentir e conferir!!

Para encerrar o passeio e compensar a caminhada de quase 5h e a descida da montanha que veio a seguir (grau de dificuldade alto), a paisagem que vimos lá no topo da montanha era linda, de uma estação de ski!

O local é lindo e apaixonante nesta época do ano, que teoricamente é para ser a menos encantadora, pois não temos neve, nem flores! Alguém duvida que teremos outro post sobre Chamrousse em breve?

Marseille

No último final de semana resolvemos ir para a praia, pois a previsão do tempo anunciava chuva para o próximo. Assim, alugamos um carro e nos tocamos para o litoral!

O destino escolhido foi Marseille, cidade mais antiga da França que fica no litoral, na costa mediterrânea. É a segunda maior cidade francesa, sendo a terceira maior região metropolitana.

A cidade é muito bonita, com prédios antigos, não muito altos, na grande maioria. Mas o que mais chama a atenção é o litoral, muito diferente do que temos no Brasil, formado por paredões de calcário que se adentram ao mar.

Na foto abaixo podemos ter uma idéia desse litoral que mistura área urbana com a beleza natural das rochas e do mar azul.

 

As Calanques, que no conceito de Rachel Verano (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/viajar-bem-barato/contra-a-afetacao-da-cote-dazur-calanques-em-cassis/ – pq copiar é crime, hehe) são “pequenos braços de mar que recortam o litoral ladeados por falésias calcárias e formam prainhas de sonho”. Para mim uma descrição perfeita!

Nos afastando um pouquinho do centro da cidade chegamos nas primeiras Calanques, na divisa com a Ile Maïre. A vista da água azul com um paredão branco na frente é maravilhosa! Esses paredões podem chegar a 500m de altura.

ao fundo a “Ile Maïre”

Ao final do nosso primeiro dia em Marseille, fomos ver o pôr-do-sol na praia, um momento incrível!

Porque a vida vale muito a pena…

…ao lado de quem amamos…

…ou lembrando de quem amamos!!

A noite, jantinha num bar escolhido pelo Cris! 😉 Janta boa, ambiente gostoso e ceva… muito boa!

O Cris estava realizado nesse bar!

 Nosso domingo foi dedicado as Calanques, pois há uma área extensa dessa formação, de cerca de 20 km entre as cidades de Marseille e Cassis, área verde do mapa abaixo. Neste mapa dá para ver os dois locais que visitamos de perto: Ile de Maïre e Calanque de Sormiou.

Mapa das Calanques

Para conhecermos todas, precisamos fazer uma caminhada de aproximadamente 11h (em ritmo bom de caminhada) ou comprar um passeio de barco, que infelizmente nesta época do ano não permite um mergulho durante o passeio. Escolhemos a segunda opção, devido a falta de tempo e de preparo (precisaríamos estar bem equipados para fazer as trilhas).

No início do passeio, já passamos próximo ao Castelo de If, que é uma antiga prisão situada numa ilha. Essa prisão ficou famosa no romance “O Conde de Monte Cristo” de Alexandre Dumas.

Castelo de If, onde ocorreram as filmagens de “O Conde de Monte Cristo”

Entradas do Mar Mediterrâneo, formando as Calanques

Sol dando um colorido especial ao passeio

 Na parte da tarde, decidimos visitar uma praia, na Calanque Sormiou. Para isso caminhamos por aproximadamente 30 minutos em uma trilha. Ficamos impressionados com a disposição dos franceses em realizar esse tipo de passeio, encontramos pais com filhos nas costas e crianças correndo e brincando pelo caminho, deixando-nos com vergonha do nosso cansaço 😉

Avistando a Calanque de Sormiou

Após um banho refrescante

Na trilha, muito bom!!

Ao final do dia, o local para curtir o pôr-do-sol foi a Basílica de Notre Dame de la Garde, a principal Basílica da cidade que fica a 149 metros de altitude, onde tivemos uma bela vista da cidade, encerrando com chave de ouro nosso passeio!

Foto especial para a mãe-sogra D. Luiza… lembramos com carinho de ti!

Admirando a vista, curtindo o momento!