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Uma nova forma de hospedagem…

Hoje decidi escrever sobre uma nova forma de hospedagem que descobri quando já estava morando aqui na França, apesar da indicação ter vindo do meu irmão.

Trata-se do AIRBNB, um site no estilo booking, porém onde os particulares colocam seus imóveis para “alugar” por curtos períodos.

Utilizei por duas vezes e fiquei super satisfeita!

 

Funciona da seguinte forma: você entra no site www.airbnb.com.br e preenche os campos “para onde você quer ir?”, datas de chegada e partida, e quantidade de hóspedes.

Podes refinar a sua busca na coluna da esquerda, escolhendo, por exemplo, se queres que o imóvel esteja todo disponível (pois há pessoas que alugam quartos, privativos ou compartilhados, e que permanecem na casa, essa opção ainda não experimentei), reduzindo o preço da diária para a faixa que seu orçamento permitir, escolhendo a localização dentro da cidade (bairro) já selecionada inicialmente e/ou ainda selecionando algumas comodidades que entendas essenciais, como estacionamento, internet sem fio, piscina, permissão para fumar, etc. Aí é só analisar as opções ofertadas vendo as fotos, a localização através do mapa (que inicialmente, por motivo de segurança, não é exata, mas bem aproximada), as regras do imóvel e suas características. Do lado direito já vai aparecer o preço da diária, a taxa do site e da limpeza, e mais alguma peculiaridade se houver, como por exemplo, valor adicional acima de um número pré-determinado de pessoas no imóvel.

É super importante dar uma olhadinha nos comentários que ficam na parte inferior da página, pois neles podem conter informações que na descrição do imóvel não constam, como por exemplo, se o imóvel é menor que o tamanho que aparenta nas fotos, se tem água quente (aqui na França é um problema a ser analisado, pois normalmente os tonéis de água quente servem um número limitado de banhos), condições de limpeza, segurança da rua/área ao redor do imóvel (para analisar se podes voltar caminhando para o imóvel a noite), hospitalidade e ajuda do anfitrião, dentre inúmeras outras informações importantes.

Antes de efetuar a reserva, é possível entrar em contato com o proprietário do imóvel através de mensagens pelo site, para tirar quaisquer dúvidas sobre o imóvel ou solicitar informações adicionais. No meu caso, as respostas foram sempre super rápidas. Tais consultas são recomendáveis pelo próprio site, sendo até mesmo necessárias várias consultas para encontrar um imóvel que o satisfaça.

 

Há uma série de recomendações do próprio site (no link “confiança e segurança”, na parte inferior da página principal) que são interessantes ler antes de utilizá-lo, como por exemplo, apenas se comunicar com os proprietários/interessados através do site, pesquisar sobre a pessoa com quem estás negociando através de outras que já alugaram o imóvel em questão, além de informações sobre como funcionam os pagamentos (só é liberado ao proprietário 24h após sua saída do imóvel, caso não tenha ocorrido nenhum problema a ser solucionado). Há também garantias para quem aluga, como não podia deixar de ser, como a possibilidade de reclamar caso tenhas danificado o imóvel e o consequente desconto do valor do dano direto do seu cartão.

 

O lado bom do AIRBNB (na minha opinião):

* normalmente os preços são mais convidativos que os dos hotéis, especialmente se forem mais de duas/três pessoas;

* liberdade para utilizar a cozinha e assim diminuir os gastos da viagem com alimentação;

* liberdade para as crianças que possuirão mais espaço;

 

Minhas experiências:

1) Em Barcelona –> estávamos, eu e o Cristiano, com mais um casal de amigos, e alugamos um apartamento no centro de Barcelona pagando o mesmo preço que pagaríamos para ficar em um Hostel com banheiro compartilhado e camas beliches. Essa experiência foi muito interessante, inicialmente porque os proprietários da casa estavam viajando, deixando a chave com uma amiga. Só conhecemos os proprietários na hora da entrega das chaves, no último dia. Porém isso não significou que não tivemos assistência dos mesmos, por mensagens estavam sempre dispostos (os donos do apartamento e a própria amiga) a nos ajudarem, inclusive com indicação de restaurantes. O que achamos mais interessante foi que eles simplesmente saíram de casa, deixando-a em ordem para nós, mas com todos os seus pertences (como se tivessem saído para ir na padaria): porta-retratos, bebidas, alimentos na geladeira, etc. Uma casa normal… Claro que nós, como “inquilinos” precisamos ter o bom senso e não utilizar as coisas da casa, por isso compramos nossa alimentação e usamos a geladeira sem nenhum problema. Preparamos nossa ceia de ano novo e assim economizamos uma grana boa jantando em casa com os amigos.

Esse casal utilizava o airbnb há uns 6 meses, então já tinham instruções básicas na geladeira, bem como espalhadas pela casa (em cima da mesa, lembrando de usarmos os porta-copos para não estragar o móvel; no armário, avisando que ali estavam suas roupas e que não deveríamos abrir aquela parte; ensinando como usar o aquecedor), além de informações sobre a cidade e um mapa a nossa disposição, com a indicação dos pontos turísticos e meios de transporte.

 

2) Em Roma –> alugamos um apartamento de um brasileiro (o que facilitou a comunicação, pois não falo italiano, mas normalmente o inglês é bem compreendido por todos) super bem localizado, ao lado do Vaticano. Essa experiência foi um pouco diferente, pois o imóvel parecia mesmo para alugar, não tinha qualquer resquício de que alguém morasse nele. Os utensílios de cozinha eram em número reduzido (mas suficientes), não haviam armários ocupados com roupas ou alimentos. Apesar de também recebermos as chaves de uma amiga do proprietário, ele esteve sempre a disposição para nos ajudar pelo telefone.

Foi um verdadeiro achado, eis que fomos numa época em que os hotéis estavam absurdamente caros (troca do Papa), e estávamos em 5 adultos e 4 crianças, o que tornaria o nosso gasto com hotel gigantesco – pagamos em torno de 1/3 do valor que gastaríamos em hotel. Para as crianças foi super bom, pois podiam ficar bem a vontade no apartamento, além de termos um ponto de apoio para o descanso, necessário nesta situação.

 

Bem, agora eu sempre procuro no Airbnb paralelamente ao booking, especialmente se ficarei na cidade por mais de 2 dias (pois na minha opinião para ficar 1 dia, nada melhor que um hotel ou mesmo um hostel – desses falarei em um post futuro) e se estamos com mais pessoas (acho que o ideal para compensar o valor dos hotéis é a partir de 4 pessoas, pois com 3 ainda encontramos bons preços nas redes de hotéis “ibis e cia limitada”). Percebo também que é uma ótima opção para aquelas datas importantes, em que normalmente os hotéis duplicam ou até triplicam suas diárias (na época em que fomos para Roma, um hotel que tinha ficado 2 meses antes estava cobrando 3 vezes o preço da diária), como ano Novo, Páscoa, Natal, etc.

 

Decidi escrever este post, pois sei que nós brasileiros estamos calejados pela insegurança e violência que vivemos em nosso País, infelizmente. E percebo ao comentar sobre o airbnb e outras facilidades que descobri aqui, que criamos uma proteção natural, e desconfiamos das pessoas que estão a nossa volta; temos a sensação de que sempre terá alguém querendo “passar a perna na gente”, não é? É claro que pode dar errado, que podemos nos deparar com uma pessoa mal-caráter, que anuncia um imóvel em condições diferentes das reais, ou pior, que não existe; mas hoje acredito que as chances são pequenas, que no geral, “o esquema funciona bem”. Sei que facilita muito estar aqui na Europa, onde as pessoas tem uma visão diferente desses serviços, talvez por não vivenciarem a nossa violência, realmente não sei se usaria o airbnb dentro do Brasil. 🙁

Bem… acho que vocês entendem o meu posicionamento acima, espero que sim!

 

Mas o post foi feito com o objetivo de deixar essa dica e tentar orientar um pouquiho. Hoje, em minhas viagens, eu uso o airbnb… e recomendo!!

 

Caso tenhas alguma experiência a respeito e queira compartilhar… será bem legal! Use os comentários abaixo!!

 

😉