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Barriguinha, barriga, barrigão!

POST ESCRITO NO DIA 18/07/2013 – UM DIA ANTES DA CHEGADA DO NOSSO PEDRO!

 

Enfim estamos chegando no final da nossa gestação!

Ando um pouco confusa com meus sentimentos… uma mistura de vontade de que o Pedro nasça – para que eu possa ver seu rostinho, pegá-lo nos meus braços, rir, chorar e vivenciar tudo o que sempre sonhei sobre o capítulo da minha vida “ser mãe” – com uma vontade de que a minha gestação não acabe.

Sempre escutei minha mãe e minha irmã falando que no final da gestação deu uma tristeza nelas… elas falavam que era pelo fato do bebê sair da barriga, ser entregue ao mundo, não ser “só teu, ali na tua barriga”… talvez seja um pouquinho disso que esu esteja sentindo!

Estes dias, conversando com o Cris sobre como esses nove meses passaram rápido, falei para ele “eu sempre quis estar grávida, e agora passou tão rápido!”. E é verdade! Desde a minha adolescência, planejava ter filhos cedo e já me imaginava com um barrigão… acho que quase todos da minha família e meus amigos mais próximos me viram alguma vez forçando a barriga e me imaginando grávida! E agora que esse momento chegou… passou tão rápido!!

Foram 9 meses muito bem vividos, não posso reclamar!

Apesar da saudade da família e dos amigos, e da vontade de partilhar mais de perto esse momento único com as pessoas que amamos, o fato de estarmos longe fez com que eu e o Cris nos uníssemos ainda mais e vivenciássemos juntos cada segundo da nossa gravidez.

Meu maridão (e não tem como não chamá-lo de outra forma, pois ele foi maravilhoso, sempre) esteve presente em todos os momentos: nas consultas ao obstetra, nas consultas à sage-femme, nas compras das roupinhas, na procura por berço, fazendo as fotos da evolução da barriga, fazendo fotos nas ruas de Grenoble, sempre preocupado perguntando se estava tudo bem comigo e com o Pedro, etc.

Nestes últimos dias, percebo que nós dois estamos mais emotivos! Conversamos muito imaginando como será a nossa vida com o Pedro, imaginando cada fase dele. Às vezes o papai fica olhando pra barriga, sem falar nada, com um leve sorriso no rosto… outras vezes, fica conversando com o Pedro e acariciando a barriga (como se eu não estivesse ali) num momento só dos dois!

Apesar de lermos que no final o bebê mexe menos, devido a falta de espaço, o nosso gurizão não para, especialmente à noite. O que me emociona mesmo é quando ele começa a mexer quando o Cris chega em casa e começa a conversar… nítido sinal de que reconhece a voz do seu papai!!

Minha barriga está enorme, e eu não canço de acariciá-la… segundo o Cris, não fico nenhum minutinho sem passar a mão nela. 😉

O meu peso quase não se alterou… especialmente no último mês, que em geral a gestante ganha até 500g por semana, eu não aumentei nadinha. Graças a Deus o Pedro, ao contrário, ganhou peso normalmente, o que me permite ficar tranquila. O fato é que tenho me dedicado muito às caminhadas e ao pilates, e assim consegui aumentar até então em torno de 9 quilos.

Abaixo segue a nossa sequência de fotos da barriga, mostrando a evolução de toda a gestação!!

38semanasEstou muito feliz com a minha gestação… foi um período maravilhoso, encantador, que jamais será apagado da minha memória e do meu coração! Agora é esperar a chegada do nosso pequeno príncipe e viver cada momento com muita intensidade!

 

Uma delícia de encontro – Sage-femme…

Super relaxante… assim poderia definir o nosso sexto encontro com a sage-femme!!

O assunto: posições e técnicas para aliviar a dor no trabalho de parto!

Essas posições servem para tornar o trabalho de parto mais rápido e menos dolorido. Ficar deitada na cama é a pior coisa a fazer durante esses momentos, eis que dificulta a descida do bebê, além de pressionar o cóccix contra a cama, não permitindo a mobilidade natural e necessária que ele necessita para a passagem do bebê!

Esse encontro foi bem prático, e eu ganhei muitas massagens e pude até relaxar um pouquinho… adorei!

Abaixo seguem as fotos com as explicações de algumas posições que aprendemos:

1) Pressão sobre o cóccix com a palma da mão (em qualquer sentido, como mostram as fotos). Diminui a dor que a gestante pode estar sentindo nesta região.

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2) Pressionar com os polegares ao lado do cóccix. Mesmo objetivo!

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3) Apertar com os polegares a musculatura que fica ao lado da coluna vertebral, de cima a baixo (meridiano da bexiga). Relaxa muito, pois essa musculatura é muito exigida desde o momento em que a barriga cresce. É o local onde tenho mais dores, especialmente à noite!

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4) Massagear as costas com uma bolinha de tênis. Nem preciso falar o quanto é relaxante e bom (pelo mesmo motivo descrito acima)… é só olhar a minha cara de felicidade na foto! 😉

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5) Posições para alongar as costas!

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Pobre marido…

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movimentando-se na bola suíça

6) Posição para descansar… para aliviar a pressão sobre as costas e sobre o cóccix, o ideal é colocar uma pequena almofada ou travesseiro fino levantando um pouco o quadril (foto 2).

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7) Pontos de acupuntura no pé (na parte de trás e na da frente) –> estimulam as contrações e ajudam na dilatação do colo do útero. Serve para ajudar nos casos do trabalho de parto estar lento.

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8) Pontos para aumentar a tolerância a dor. Abaixo dos maléolos (ossos do tornozelo). Apertar preferencialmente nos dois pés ao mesmo tempo e durante as contrações. Caso a gestante não tolere a dor, fazer entre as contrações.

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Importante o papel do pai neste momento né? Além de um suporte emocional, ele realmente pode fazer algo de concreto para ajudar neste momento tão dolorido. Contudo precisa estar ciente da sua ação, não sendo “necessário” questionar a gestante se ela “quer” que faça a massagem ou que aperte algum ponto, uma vez que está com dores e certamente dirá que não, com receio de que a dor piore. A orientação é no sentido de fazer o que estiver ao seu alcance (sem perguntar), parando caso a gestante peça ou relate piora.

Neste encontro foi o que aprendemos… mas haverá mais um sobre massagens!! Aguardo ansiosa!

Chegamos em casa, e agora? –> Quarto encontro com a sage-femme

Aprés-accouchement (após o nascimento), esse foi o tema do nosso quarto encontro com a sage-femme!

 

Ao escolher o título deste post lembrei muito de um casal de amigos de Campinas – o Rafael e a Alessandra, que quando chegaram na casa deles após o nascimento da primeira filha, se olharam e veio a pergunta: “E agora? O que a gente faz com esse bebê?”. Ria muito quando eles contavam sobre esse dia!!

 

Neste encontro foram nos passadas algumas informações que acredito que no Brasil sejam passadas pelo Médico Pediatra, algumas ainda no hospital e outras nas primeiras consultas! Aqui na França temos esse primeiro encontro antes do nascimento para algumas informações básicas, e depois para as consultas do Pedro podemos escolher entre um médico especialista – pediatra – ou um médico geral (e caso seja necessário esse encaminha posteriormente para um pediatra).

 

Durante o primeiro mês levaremos o Pedro nesta sage-femme, ela fará a pesagem semanal dele e verificará se tudo está dentro da normalidade. Após, o Pedro terá seu próprio médico com consultas mensais.

 

Bem, o Pedro já tem a pediatra brasileira dele, a Titia Viviane, como não poderia deixar de ser! Porém, em que pese esse super apoio e que sei será recheado de amor, mesmo que a distância num primeiro momento, seguimos aprendendo aqui com algumas informações.

 

* Com 3 dias de vida o bebê recebe, ainda na maternidade, um pique no pézinho, para a realização de exames e detectar 5 doenças graves.

* Caso o bebê tenha febre (o que verificaremos em casa) nos 3 primeiros meses de vida, e essa febre for abaixo de 38,5 graus centígrados, podemos dar um remédio (receitado pelo médico ou sage-femme) e aguardar ver se a febre baixa. Caso seja superior ou não ceder com o remédio, devemos ir para o hospital imediatamente. Para verificar a febre o ideal (como o bebê se mexe muito na verificação do estado febril) é o termômetro retal, e a temperatura normal é entre 36,5 e 37,5 graus centígrados.

* Limpeza do rosto: realizada com soro fisiológico;

* Limpeza do olho: realizada quando o bebê está com o olho sujinho (por óbvio, mas quero dizer que não precisa ser feita a todo instante), na direção “de fora para dentro”

* Limpeza da orelha: não precisa ser diária e deve ser feita com compressa enroladinha, não usando-se inicialmente o cotonete.

* Higiene das roupas do bebê: deve ser feita com sabão neutro apropriado para bebês ou sabão BIO (e nesta caso as roupas podem ser lavadas juntamente com as roupas dos pais), porém não deve ser utilizado amaciante!

 

Além dos cuidados com o bebê, no período aprés-accouchement, há alguns cuidados com a nova mamãe.

* o sangramento pós-parto pode durar até 3 semanas, claro variando de mulher para mulher e de outros fatores, como por exemplo, se a mamãe está amamentando (pois dar o seio estimula a contração e o retorno do útero, estancando o sangramento);

*caminhadas são aconselhadas somente após 1 mês do parto;

* entre 6 e 8 semanas após o parto deve ser agendada uma consulta com o ginecologista. Neste encontro além de da análise da recuperação física do corpo da mulher, são passadas informações sobre a preservação… afinal, você sabia que no período pós parto a mulher fica “mais fértil”?

* após 2 meses há sessões de reeducação perineal e abdominal. Interessante não?

O períneo, após a gestação e nascimento, normalmente costuma ser estirado, restando frouxo o canal vaginal e, como consequência, as mães podem soltar um pouco de urina involuntariamente quando tossem ou espirram. –> Na França esses problemas não são aceitáveis, havendo sessões de reeducação perineal pagas pelo sistema de saúde, bem como reeducação abdominal, tudo visando o bem-estar do relacionamento do casal.
Por hoje era isso… até o próximo encontro!

Barriguda? Eu???

Hoje eu e o Cris nos divertimos muito vendo as fotos da evolução da barriga na gestação! Foi muito divertido olhar as primeiras fotos e lembrar da nossa felicidade fazendo a comparação e da nossa alegria ao mostrar as fotos para a família e para os amigos. E a minha ansiedade em fazer os posts para o blog e colocar aqui as fotos? Só eu mesma!

Para lembrarem as primeiras fotos: “barrigudinha” (fotos com 8,13 e 17 semanas) e “barriguda… a evolução” (foto com 27 semanas).

Ficamos imaginando o que o pessoal comentou quando mostramos as fotos… deviam pensar que estávamos loucos de enxergar alguma diferença, hehehehe!!

Bem, o Cris, naquela época, já me chamava de barrigudinha… agora a coisa ficou mais intensa, mais direta, barriguda, pançuda, barriga cambota e até transporte são os nomes carinhosos que recebo! “Transporte” se deve a um amigo espanhol que disse que só fui aceita no clube da cerveja de quinta-feira (em um dia que o Cris ia sozinho e aceitou a minha companhia) porque estava transportando o Pedro, que na verdade quem estava acompanhando o Cris era o Pedro, e não eu… ok, comecei a ser ignorada fisicamente 😛

Mas agora a barriga esta realmente grande, tivemos uma evolução considerável. Hoje completamos 32 semanas de gestação, pesando 69kg, ou seja, aumentei mais ou menos 7kg (ou 7,5kg) desde o início da gestação. Segundo os sites especializados, a partir de agora é possível que eu aumente até meio quilo por semana, pois nesta fase final o Pedro ganhara muito peso (aproximadamente metade do peso que terá ao nascer). Caramba… confesso que isso me assusta um pouco, mas vamos em frente!!
O Pedro deve estar com aproximadamente 42 centímetros e 1,7kg, mas saberemos certinho no dia 12/06, dia da próxima (e última) ecografia.

Como poderão ver nas fotos abaixo a barriga está realmente grande, e nesta última semana (após a última foto) ela parece estar mudando não só de tamanho, mas de formato também, ficando cada vez mais alta. Isso tem me trazido um pouco mais de desconforto ao dormir, uma pequena dificuldade de respirar mesmo quando parada (dependendo da posição) e uma dor bem forte abaixo da primeira costela do lado direito. Segundo o médico, essa dor se deve a presença da vesícula biliar no local, então quando o Pedro chuta ali naquele cantinho, dói mesmo!

C’est la vie!! 😉
E o que tenho a dizer é que estou muito feliz com tudo isso! A emoção tem tomado conta dessa mamãe nesta fase final da gestação (simmmm, estamos no último trimestre), onde a reparação para o parto está mais intensa. E com o Pedro respondendo aos nossos carinhos com chute e muitas cambalhotas, não tem como não se emocionar a cada dia!

Querem ver como o Pedro tá grandão?

7meses

Barrigudinha…

…Essa é a nova forma como o Cris me chama! Ahhh se fosse em outros tempos ele certamente estaria de cama, se recuperando…
Mas agora estou adorando! 😉

Estando aqui no Velho Mundo, tão longe da família e dos amigos, e nesta fase da gestação o principal questionamento é a respeito do sexo do bebê e a maior curiosidade é de ver o crescimento da barriga!

Quanto ao sexo do bebê, no final de março faremos a próxima ecografia, e poderemos dizer se será uma gremista como a mamãe ou um colorado como o papai! 😛
Claro… afinal, se for menina, ela ficará no shopping com a mamãe enquanto o papai vai no jogo (garota esperta), mas se menino, nada mais justo que sofrer torcer ao lado do papai!

Ahhh e quanto a vontade de saber o sexo só no dia do nascimento, pensamos muito e percebemos que mais gostoso do que essa surpresa, seria poder fazer algumas comprinhas mais específicas para o nosso bebê, além de poder chamá-lo pelo nome desde cedo!

 

Mas… e a barriga?

Segue abaixo o desenvolvimento!

3meses

Estamos fazendo o registro, tentando manter uma certa regularidade. O que vocês acham?
Andei ohando alguns desenhos de previsões do tamanho da barriga e acho que está dentro da normalidade…

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Ainda não é “aquela barriga” que as pessoas olham e dizem “ela está grávida”, mas para quem sabe, a diferença já é visível!

Pela manhã, no momento familiar com a nossa barriga, eu e o Cris sentimos ela bem durinha… abaixo do umbigo (ahh, e esvazio a bexiga antes).

 

Na semana passada tive a primeira impossibilidade de usar uma calça jeans, que é com cintura mais alta… não fechou! Querem saber? FIQUEI FELIZ DA VIDA!

Hoje completamos 18 semanas de gestação, ou seja, entramos no quinto mês! Logo logo ultrapassaremos a metade desse lindo período!
Nosso bebê já possui cerca de 15cm e 200 gramas, sendo comparado a um mamão papaya e, em comprimento, a uma banana (essa comparação e complicada, dada a diversidade de bananas que temos no Brasil, mas fazer o que né?) 😛