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Londres

Eis outra cidade que eu e o Cris sempre pensamos em conhecer… ele mais que eu, é bem verdade, mas enfim, sempre esteve em nossos planos no período em que estivéssemos aqui na Europa.

Assim como relatado no post de Amsterdam, Londres foi ficando, ficando… o tempo foi passando… e ela foi ficando para um segundo, ou quem sabe, para um terceiro plano.

Porém, nada melhor que aquele super feriadão para conseguirmos realizar o desejo de conhecer essas duas cidades: Amsterdam e Londres, juntinhas! Essa, diferente daquela (sempre gostei dessa parte na língua portuguesa, hahahaha, os famosos pronomes demonstrativos!!), é uma cidade super grande, mega urbana, sem aquele jeitinho de cidade de interior que tanto gostamos. Para mim, um pouco difícil e até desestimulante fazer um roteiro para essas viagens, fico perdida sem saber por onde começar… então bora pesquisar e pedir ajuda!

 

E falando de ajuda: Primo Leone, obrigada pelas dicas, foram super úteis! Lembrei muito de ti nesta viagem!

 

OK, 3 dias programados e vamos ver no que resultou esse passeio!

Sair de Amsterdam com destino à Londres já assusta um pouco… para entrar na Inglaterra tem toda a burocracia do aeroporto, enfrentando fila para o passaporte, super revistas e muita demora… Aliás, após passar pelos procedimentos normais, como estou grávida e já estava com a barriga bem saliente, fui revistada (somente eu) por uma mulher que passou a mão em mim por todos os cantos! Hahaha!! Verdade, acho que nunca fui tão bulinada! Questionei o Cris a respeito e ele disse que são comuns falsas grávidas passarem com “produtos proibidos” pelos aeroportos… Tudo bem, sendo pela segurança, deixei passarem a mão 😛

Chegando em Londres, fiquei com uma impressão nada boa. As pessoas não são tão prestativas em ajudar turistas, não fazem questão de falar um inglês claro e tive a impressão que querem ser diferentes em tudo! Talvez o fato de eu não me comunicar em inglês possa ter ajudado nessa minha má impressão, mas vamos seguir!!

 

Gastronomicamente tínhamos três objetivos:

a) provar o autêntico English Breakfast – também chamado de cooked breakfast ou traditional breakfast.

Um café da manhã basiquinho, composto por: 2 linguiças, 1 ovo frito, 1 tomate frito ou grelhado, cogumelos salteados, feijão assado (de latinha) com molho de tomate, 2 fatias de bacon, pão torrado ou frito, e para beber chá preto com leite ou café puro.

Pesado? Pois saibam que ainda é possível acrescentar:

BLACK PUDDING – morcela

HASH BROWN – batatas cozidas picadas, misturadas com ovos fritos, parecendo um omelete de batatas

SCRAMBLE EGGS – ovos mexidos com um pouco de manteiga e leite

b)  Fish and chips (peixe e fritas)

c)   Steak and ale pie (picadinho de carne cozido na cerveja, servido com uma massa folhada)

 

Logo no primeiro café da manhã, ainda antes de chegar na capital Inglesa, na cidade de Luton, decidimos tomar o famoso English Breakfast! Não era o local planejado inicialmente, mas estando lá, acho que todos os cafés se assemelham, então decidimos aproveitar para fazer o primeiro “check-in” na lista de programações. E vou dizer… nada fácil dar conta do recado, mesmo para quem come bastante no café da manhã como eu!

 

Saindo dessa loucura gastronômica, é chegada a hora de partir para Londres propriamente dita.

 

Lá, compramos um cartão de ônibus e metrô, onde colocávamos crédito e esse era descontado conforme o uso… muito bom! Usamos somente ônibus (aqueles vermelhos, tradicionais), uma opção um pouco mais demorada (mas mais barata) que o metrô, mas que nos permitia conhecer a cidade entre um ponto e outro.

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Não parece uma pintura ao fundo? Pois saibam que não era!!

Já no primeiro ônibus que pegamos passamos por pontos como a Abadia de Westminster, o Palace of Westmisnter (Casa do Parlamento), pela Casa da Cavalaria, e descemos na Trafalgar Square, nada mais nada menos que em frente a Galeria Nacional.

Dali pegamos nosso London Pass (que deixarei como dica mais abaixo), e decidimos caminhar um pouco pelo centro de Londres, a parte mais turística, aproveitando o solzinho pelas ruas londrinas.

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Piccadilly Circus

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Registrando (como todo bom turista) a cabine telefônica e os táxis londrinos

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Galera “lagarteando” no sol

Após o passeio, fomos a pé até o Museum British. Um museu gratuito e enorme. Fizemos um roteiro sugerido passando pelas exposições mais interessantes!

Apesar de estarmos em um museu, foi cansativo, pois realmente ele é muito grande… então nada melhor do que descansar em um pub, não é?

O escolhido foi o Salisbury pub, construído em 1892 como restaurante, logo foi transformado em pub. Muito bem decorado num estilo antigo clássico. Ambiente agradabilíssimo! Adorei!

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Após, encerramos o dia na região mais concentrada de turistas, na Westminster Bridge, admirando algumas das vistas mais famosas da cidade: Palace of Westmisnter, Big Ben, Rio Tâmisa e o London Eye!

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O Palace of Westminster (ou Casa do Parlamento) com o Big Ben são símbolos da cidade. O primeiro abriga as duas casas, House of Commons (cas dos comuns) e House of Lords (casa dos lordes), e o famoso “relógio” Big Ben, nada mais é que o sino da referida Casa do Parlamento.

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No dia seguinte tivemos uma programação intensa para aproveitarmos as atrações inclusas no London Pass.

DICA: O London Pass é um cartão de visitas da cidade que te dá direito a entrar “gratuitamente” em várias atrações, descontos em diversas outras e passagem sem fila em algumas poucas. Minha dica é fazeres a tua programação, e depois de planejar o que realmente desejas conhecer na cidade, analisar se vale a pena comprar. Há cartões para 1, 2, 3 ou 6 dias!

 

Cedinho estávamos na  Abadia de Westminster para não pegarmos muita fila e conseguirmos aproveitar bem o dia! 

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Linda manhã na famosa “Londres cinzenta”

Apesar do nome, nesta Abadia não fazem cervejas 😛

É uma igreja, a mais importante da cidade, pois é onde acontecem as coroações dos reis britânicos, os casamentos reais e também onde são enterradas as pessoas da família real. Foi erguida no século VIII e ampliada no século XI.

É muito bonita, porém cheia de TÚMULOS, o que acaba tornando-a um pouco “poluída visualmente”. Mas não podemos negar que é recheada de história!! Vale a pena a visita!

Dos eventos mais famosos e recentes que ali aconteceram, podemos destacar o funeral da Princesa Diana, em 1997, e o casamento do príncipe Willian, em 2011.

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Abadia de Westminster

Após, seguimos pelas visitas às Igrejas, indo para a Catedral Saint Paul.

Apesar da importância da Abadia, a Catedral é uma das Igrejas mais famosas da Inglaterra, e ali também ocorreram muitos eventos históricos importantes, como o casamento da Princesa Diana e do Príncipe Charles em 1981 e o funeral de Winston Churchill em 1965.

Com estilo barroco, finalizada em 1710, a presente estrutura é a quinta catedral construída no mesmo local desde o ano de 604. Possui a segunda maior cúpula do mundo (a primeira é a Basílica de São Pedro, no Vaticano).

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Catedral Saint Paul

Nossa terceira visita do dia foi a Tower of London, o castelo mais antigo da Inglaterra que já foi fortaleza e palácio real, mas que hoje é uma atração turística onde há exposição de armas, armaduras e as jóias da Realeza.

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Não sei dizer bem certo porque esse local não me encantou… acho que pelo fato de ter soldados, ou melhor, pessoas fantasiadas de soldados, andando pelo castelo, me passava a idéia de estar num teatro, não dando aquela sensação de ser um local que alguma vez foi realmente importante. 

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Visitamos rapidamente a exposição das armas (devido ao tempo que teríamos para realizar outras visitas pelo London Pass) e a exposição das jóias da Realeza! Essa última sim posso dizer que valeu a pena esperar na vila e visitar com calma. É surpreendente ver as coroas, colheres, roupas e toda a riqueza da Realeza, e ainda saber que algumas daquelas peças estão ali para serem guardadas, pois ainda são utilizadas pela família Real em ocasiões importantes.

 

Logo ao lado da Tower of London está a Tower Bridge, a famosa ponte de Londres que foi construída em 1894 sendo sustentada por duas enormes torres. Apesar de ser mais bonita quando vista de fora, subimos na mesma e a atração foi interessante.

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Tower Bridge vista da Tower of London

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Há um filme contando sobre a sua construção e após exposição de fotos com informações sobre diferentes pontes no mundo todo, dando um enfoque especial a suas estruturas como obras da engenharia. A vista estando sobre o Rio Tâmisa é o que mais deixa a desejar, vez que a passarela por onde caminhamos é fechada e não nos permite tirar belas fotos, nem mesmo ter uma vista completa da região.

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Encerrando as programações e aproveitar um pouquinho do tímido sol, fizemos um passeio de barco pelo Rio Tâmisa, retornando para a região de Westminster.

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Ponte do Milênio

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E para encerrar o dia bem, como não podia deixar de ser, uma paradinha agradável no Red Lion Pub.

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Agora mais próximo ao hotel, passamos por mais 2 pubs…

 

Terceiro e último dia em Londres, não podíamos deixar de “tentar ver” a troca da guarda em frente ao Buckingham Palace. 

Nada mais do que um teatrinho para os turistas, a troca da guarda ocorre todos os dias às 11:30 no portão de entrada do Buckingham Palace, que é a residência oficial (e aqui nada de teatro, é de verdade mesmo) da família real.

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É sempre bom chegar cedo!

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Troca da Guarda Real

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Memorial Victoria

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Após, um agradabilíssimo passeio pelo Park Saint James, parque que fica em frente ao Palácio. Um lugar lindo e tranquilo, muito bem cuidado, com lago artificial, patos, cisnes, cadeiras para se sentar ao sol e lindos jardins!

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 Uma caminhada pela cidade e mais um parque, desta vez o Regent’s Park.

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Como não podia deixar de ser, uma passadinha no mais conhecido e visitado Museu de Cera do mundo, o Madame Tussauds. Hora de se divertir e pagar mico!

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Maridão ficou com inveja…

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…e deu o troco!

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Robin Williams… gentileza em pessoa

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passando umas dicas para o principiante!

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Amsterdam

Essa cidade sempre esteve nos nossos planos… sempre pensamos em conhecê-la!

Após a nossa ida a Bruxelas, visitar a Cibele, o Rodrigo e a Heleninha (e encontrar a Tia Diva), e escutarmos eles falarem de Amsterdam com tanto carinho, ela entrou para o nosso roteiro certo… mas com a gestação e as visitas que tivemos, o tempo foi passando e quase quase que ela “fica para depois”!

Mas nada como um super feriadão e a barriga crescendo (o que vai me impedir de viajar de avião logo logo) para tomarmos a decisão, meio que de última hora, e irmos realizar esse projeto!! Ainda com o incentivo de estarmos na primavera e nos dias do famoso parque das tulipas… a decisão ficou fácil!

Tendo uma semana de folga, conseguimos encaixar duas cidades: Amsterdam e Londres (esta em seguida terá seu post próprio)! Então… pé na estrada!

 

Amsterdam, capital da Holanda, não é uma cidade recheada de monumentos e pontos turísticos como Paris, por exemplo. Encontramos a sua beleza em uma caminhada, nas suas casas tortas, nos inúmeros canais e pontes, e nas incontáveis bicicletas que tomam conta da cidade.

OBS.: ao contrário do que imaginei, em um site encontrei a informação de que Amsterdam “conta com mais de 7 mil monumentos e edifícios declarados sendo de valor histórico, e com mais de cinquenta museus públicos e privados” (ver aqui).

Bem… seguindo…

Conhecida como a “Veneza Holandesa” (mais uma Veneza para a nossa listinha), devido aos seus inúmeros canais, Amsterdam é  uma cidade consideravelmente nova, pouco mais de 700 anos de história, mas tão bela e encantadora que seu Centro Histórico é Patrimônio da Humanidade, segundo a UNESCO.

 

Com mais de 800 mil habitantes (juro que não imaginei que eram tantos) a cidade é recheada de museus e programações para os incontáveis turistas que ali se encontram. Ficamos 2 dias na cidade e um terceiro dia no parque das tulipas (um encanto à parte), e acreditamos ser tempo suficiente para conhecer Amsterdam, não na sua totalidade, mas deixando um gostinho de “quero mais”.

Duas coisas realmente me chamaram a atenção: o cuidado com a cidade, repleta de parques e jardins floridos, dando um colorido todo especial aos dias normalmente nublados; e o carisma das pessoas que ali moram, prestativos e atenciosos ao dar informações.

 

Chegando na cidade e saindo da estação central, já nos deparamos com a inconfundível arquitetura das casas e da própria estação, além dos canais que estão por toda as esquinas. Nos munimos do mapa da cidade (adorei a embalagem parecida com um remédio) e partimos para nosso primeiro dia.

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Estação central

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Nosso inseparável remedinho, o mapa!

“Para a nooooossa alegria” (não resisti, desculpem) fomos brindados com um lindo dia de sol: raridade!! Como a primeira programação foi prejudicada por uma imensa fila de espera (não queríamos perder um dia de sol em uma fila para depois ficar mais de hora dentro de um museu), decidimos passear pelo bairro Jordaan.

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Bairro antigo, atualmente conhecido como o bairro dos artistas e intelectuais, foi na verdade construído para abrigar os trabalhadores envolvidos na expansão da cidade através do cinturão de canais no século XVII. Portanto até as décadas de 60 e 70, foi um bairro de trabalhadores, só depois sendo tomado por artistas, estudantes e profissionais liberais.

É um local recheado com lindos canais, bares, cafés antigos ou Bruincafés – que são cafés com séculos de idade.

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Aproveitamos para dar uma paradinha para nos deliciarmos com a famosa Appelgebak met slagroom, ou simplesmente torta de maçã com chantili. Segundo o DaniDuc do blog Ducs Amsterdam (para mim o melhor blog sobre a cidade), provar essa torta deve fazer parte da programação! Assim,  paramos na cafeteria Winkel 43 que, segundo o próprio DaniDuc, serve a melhor torta de maçã da cidade… realmente uma delícia!

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Passeamos pelas ruas deste adorável bairro, repleto de lojinhas encantadoras e que segundo Kimbell, que nos recebeu no Hotel Liberty (adoramos esse hotel e, sem dúvidas, recomendamos! Instalações simples mas muito boas e limpas, bem localizado e atendimento nota dez), por ser um bairro menos turístico, é onde encontraremos os melhores preços da cidade.

A famosa praça Dam é onde ocorre a festa de final de ano, com fogos de artifício e shows.  Antiga, grande e repleta de turistas, é onde encontramos o Museu da Madame Tussaud (que não visitamos por estarmos de partida para Londres em 2 dias) e o Palácio Real. Não é de uma beleza de tirar o fôlego, mas não se pode deixar de dar uma passadinha, dado seu valor histórico, tendo sido mercado central e também palco de diversos protestos.

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Neste local existia uma represa do Rio Amstel (dam = represa) e ao seu redor que a cidade se desenvolveu. Essa represa virou praça, porém o nome permaneceu, sendo a origem do nome da cidade, que inicialmente era Amstel Dam (represa do Amstel), chegando a atual Amsterdam.

Abaixo o Monumento Nacional, que foi construído em memória àqueles que perderam suas vidas na Segunda Guerra Mundial, também presente na praça Dam.

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Aproveitando o sol, visitamos a Feira Albert Cuypmarkt, que ocorre todos os dias, há mais de 100 anos. Uma feira de rua que vende de tudo: roupas, capas de celulares, flores, bicicletas, comida, etc. Apesar dos turistas baterem o ponto na feira, ela não deixa de ser muito frequentada pelos holandeses que ali moram. Mas tínhamos um motivo especial para nos deslocarmos até esta feira, os famosos Stroopwafels que a Cibele nos apresentou e que virou encomenda certa quando ela ia de Amsterdam para o Brasil. Lá fica a famosa barraquinha das “bolachas de caramelo” que são feitas na hora. Clarooo que comemos uma grande feito na hora e trouxemos um pacote na bagagem… tudo em nome do Pedro!

O Cris aproveitou e conheceu o tradicional Haring, um peixe marinho cru servido com picles e cebola. Gostosinho, mas cheinho de espinhos! Para as gestantes… atenção: só uma provinha! 😉

Se tem uma coisa que eu gosto é de viajar com o maridão… nosso jeito realmente combina! Normalmente temos um roteiro, até bem organizado (se alguém precisar de guia turístico, fale comigo… estou até pensando em abrir uma agência de viagens :D), mas a flexibilidade é o nosso ponto alto. E devido a ela, ao retornar de bonde para o centro da cidade, decidimos descer em um local não previsto, mas que era lindo… um pequeno jardim no meio de uma rótula.

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Uma espiadinha no mapa e alteramos o roteiro… caminhando poucos metros pela beira de um canal, já estaríamos na Praça Het Museumplein, então bora caminhar um pouquinho! Essa praça reúne os museus Rijksmuseum, o Van Goghmuseum e o Stedelijlmuseum, além do Concert Hall e do famoso letreiro “I AMsterdam”, que parece ser o mais disputado de todos para fotos!

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“I AMsterdam” ao fundo 😛

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Uma passadinha no Mercado flutuante das flores, onde lembramos muito da minha mãe, que ia enlouquecer com as mudas de tulipas e após, um merecido descanso no nosso Hotel antes de partir para a noite de Amsterdam.

A noite não poderia acontecer em outro local que o famoso Red Light District (bairro da luz vermelha). Bairro famoso pelas vitrines em que as mulheres são o próprio “produto ofertado” – uma vez que a prostituição é legalizada na Holanda – além dos coffeeshops  – onde é permitido o consumo da maconha – e de diveros sexshops. Sim, tudo ali, nas ruas, nas vitrines, onde encontramos muitas famílias passeando, crianças, idosos… na grande maioria turistas.

É estranho para quem mora em um País onde a maconha e a prostituição não são legalizadas estar num local como esse, não há como não ficar curiosa e olhar mesmo. Mas mais curiosa ainda era a minha situação: grávida, com barrigão, neste local… confesso que no início me senti um tanto “estranha”, mas depois não tinha como não relaxar e curtir… afinal era o que todos faziam ali.

A foto abaixo foi tirada com a “autorização” dos policiais! Li em muitos blogs que não é permitido tirar fotos no Red Light District, mas acredito que a proibição esteja restrita às “profissionais” (há adesivos de proibição de fotografas nas vitrines). Contudo, nunca se sabe quando algum policial não vai pensar que você está tirando foto com um super zoom… então não custa nada pedir né?

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Erotic Museum

O bairro que estamos falando é denominado De Wallen, o centrão. Porém é possível encontrar vitrines com mulheres ofertando seus trabalhos em outros locais da cidade e nos mais diversos horários. Pertinho do Hotel que ficamos tinham algumas vitrines com mulheres trabalhando pela manhã… é assim né? Afinal, você não sai cedo de casa para trabalhar?

Jantamos em um Pub super legal (novamente indicação do DaniDuc) chamado Beleerde Suster. Local agradável, bem decorado, onde além de ser um pub, é também restaurante e uma micro cervejaria local.

No segundo dia acordamos cedinho com o objetivo de evitar a enorme fila do Museu Anne Frank. Foi o museu escolhido por nós para visitar na cidade, uma vez que já tínhamos feito um super passeio em fevereiro, na cidade de Arles, vendo as paisagens (ao vivo e a cores) pintadas por Van Gogh.

Eu, muito culta que sou, nunca tinha ouvido falar de Anne Frank, mas ao fazer o roteiro me encantei por sua história: uma adolescente judia, que morava com sua família na cidade de Amsterdam, por volta de 1940. No seu aniversário de 13 anos, ganhou de seus pais um diário, onde inicialmente escrevia “coisas secretas” sobre a sua escola, amigas, garotos… como quase toda adolescente tem (ou tinha, na minha época ainda tínhamos os famosos diários)!

Logo após ganhar este presente, os nazistas invadiram a Holanda, enviando os judeus para os campos de concentração. O pai de Anne, que possuía duas empresas na cidade, decidiu se esconder com sua família e mais algumas pessoas em uma das empresas, e para isso contou com a ajuda de 4 pessoas, todos seus colegas/sócios.

Por 2 anos eles viveram uma vida de total reclusão, sem sair do esconderijo e sem sequer abrir as escuras cortinas para que não fossem vistos pelos vizinhos, tinham que ter cuidados diários como não falar alto (pois os funcionários da empresa que trabalhavam no mesmo prédio não sabiam que ali estavam), não utilizar as torneiras durante o dia (devido ao barulho dos encanamentos), etc. Uma verdadeira reclusão!!

Porém eles foram traídos (sem saber por quem) e descobertos, sendo todos encaminhados aos campos de concentração. Todos morreram, exceto o pai de Anne Frank, que retornou ao esconderijo ainda na esperança de ter notícias da sua família. Após saber da morte de sua filha Anne, decidiu ler seu diário e conheceu uma menina madura, totalmente diferente da filha com quem convivia… que mostrava através das palavras seus sentimentos e sua força. Assim, decidiu publicá-lo! O livro é um best-seller e existe em mais de 70 idiomas…

O museu, uma das maiores atrações de Amsterdam, fica na antiga empresa onde a família permaneceu escondida… é realmente emocionante! Não é permitido tirar fotos no museu, e por isso não temos um registro para colocar aqui 🙁

Após a visita, voltamos ao Hotel para tomarmos o café da manhã feito pelo anfitrião Kimbell (do Liberty Hotel) que nos falou mais um pouco da cidade!

O Hotel fica encostadinho na menor fachada de Amsterdam (o prédio é maior para trás), sendo portanto quase que um ponto turístico!!

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Depois trocarmos de hotel para o Family Hotel Kooyk, que também indico pela estrutura, localização e especialmente pela atenção dispensada pela proprietária.

Esse segundo hotel ficava mais longe do centrão, porém mais próximo de outras atrações programadas para o segundo dia! Assim partimos para a visita ao lindíssimo parque Vondelpark, enorme e super bem cuidado, onde passamos agradáveis momentos a três. 

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Pracinhas e cafés

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Onde está o Pedro?

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A tarde um merecido passeio na cervejaria Brouwerij ‘t IJ, tao recomendada pela Cibele, Rodrigo, Daniel (agora o meu irmão). Uma cervejaria pequena, que funciona desde 1985,  muito agradável! Tem uma deck para ficar ao ar livre (que aproveitamos mesmo sem o sol do dia anterior), curtindo a paisagem dos canais e do moinho.

Quando as cervejas em si não tenho como falar (vamos aguardar um post a respeito né Cris?!), mas passei ótimos momentos com o maridão neste local, conversando e aprendendo um pouquinho mais sobre o fabuloso mundo das cervejas!!

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Nosso terceiro dia em Amsterdam foi dedicado ao Parque Keukenhof, que farei um post especial… mas antes dele, nos despedimos dessa agradável cidade com um passeios por seus canais.

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Indicamos muito a cidade para quem for dar um pulinho na Europa, Amsterdam é imperdível!! 

Voltando à adolescência

Boa noite galera!
Hoje estamos embarcando numa “indiada das antigas”, como diz o Cris… ir de bus daqui a Munique, para a October, 10hs de viagem no sistema bate-e-volta. Enche a cara no bus durante a viagem noturna, passa o dia na october e volta de bus na outra noite…

Aguardem notícias…