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Quem é vivo sempre aparece!!1

Falaaaaa galera!! Se é que ainda existe alguém que passe por aqui… e se passar deve ficar preso nas teias de aranhas, heuaheua!!

Well… depois de uma grande temporada fora do blog e da França, estou de volta: no blog e na França!!

Sim, estamos novamente morando em Grenoble, inicialmente por mais 2 anos! Neste tempo ficamos 10 meses no Brasil, curtindo a família, o Cris terminando o Doutorado e nos preparando para voltarmos.

E depois de muita choradeira, voltamos!

E como estar na França facilita, e muito, viajarmos, nada melhor que reativar o blog para escrever um pouco sobre nossas viagens (faltaram muitas da leva antiga, dessa vez prometo estar mais presente), sobre minhas corridas e quem sabe… sobre a chegada de um(a) segundo(a) herdeiro(a)!!

 

Bem, voltamos no dia 11/02 e ainda estamos hospedados na casa de amigos a procura de um apartamento para nos acomodarmos. Assim, minha missão no momento é: cuidar do Pedro (que está lindão e enorme, logo posto fotos aqui), buscar apartamentos e CORRER!!

 

Pois é, neste ano vai dar certo a MEIA MARATONA DE PARIS!! Estou treinando firme, será agora no dia 08/03, estou na reta final de treinamentos!! Mas eu escreverei a respeito logo logo!

 

Para reiniciar está bom né?

Espero que vocês não tenham desistido de mim!!

Abraços

 

Uma princesa de verdade!

Hoje o post é especial… especial para todas as pessoas que buscam ver a vida de uma forma mais simples, colorida e mágica, pois ele conta a história de uma princesa… uma princesa de verdade!!

 

Antes… um pulinho no túnel do tempo!

 

Quando ficou tudo certo sobre a nossa vinda para a França, após anos e anos de planejamento e espera, outros planejamentos começaram a surgir, dentre eles, o de receber visitas no período em que estivéssemos aqui na Europa.

No dia da nossa despedida no Brasil, minha sobrinha de 4 anos me perguntou com uma vozinha de cortar o coração se ia demorar para nos vermos novamente… com a experiência de 11 anos como tia, sabia que não poderia mentir (mesmo que a intenção fosse evitar algum sofrimento)!

“- Sim meu amor, vai demorar uns 6 meses!”, respondi.

A carinha dela não mudou muito, e ela me questionou se isso era muito tempo… (como me encanta essa fase de desconhecimento sobre o tempo). Expliquei que teria que passar o dia das crianças, o aniversário do primo, o Natal, o aniversário do mano, o Ano Novo e também o aniversário dela, para só depois de tudo isso nós nos encontrarmos novamente!

Quase morri ao ver os olhinhos da minha pequena se encherem de lágrimas!

Para amenizar essa dolorosa informação, acrescentei que quando nos encontrássemos iriamos visitar o Mundo da Fantasia, onde as princesas moram… claro que essa frase soou como mágica e fez com que ela esquecesse, ao menos por alguns minutinhos, a informação anterior! Passou a perguntar sobre o Mundo da Fantasia, se ele existia mesmo, se as princesas eram de verdade… tudo confirmado!

OBS.: aos adultos, acrescento que nessa última parte não houveram mentiras, apenas uma visão mais inocente (e no caso cor-de-rosa) do que encontraríamos na Disney Paris, o Mundo da Fantasia!!

 

Passaram-se os meses… um pouco mais de 6 é bem verdade, mas enfim chegou o grande dia de nos reencontrarmos!

 

No dia seguinte ao desembarque em Paris, lá estávamos nós, no tão esperado Mundo da Fantasia!

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Posso dizer com propriedade, que não há dinheiro no mundo que pague a alegria no rostinho da minha pequena Ana Luiza!!

 

Primeira providência: comprar um caderninho de autógrafos (já na mãozinha dela na foto ali de cima)!

Segunda: aprender a pedir um autógrafo em francês!!

E assim a Ana Luiza passou o dia… brincando e se divertindo com a família toda, mas sempre esperando o tão sonhado momento de encontrar uma princesa! Difícil… elas não ficam andando pela Disney!

 

E a mais bela de todas as histórias passa a se tornar realidade!!

Mas quando menos espero, eis uma princesa… sim, de verdade, ali na minha frente!!

A mais linda de todas, confesso que nunca tinha lido a sua história nem visto seus filmes, mas ela era encantadora: pele clarinha, cabelos loiros, longos e encaracolados nas pontinhas, olhos castanhos, um sorriso sem igual, uma alegria contagiante!!

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Essa é a princesa Valente… depois que consegui tirar os olhos dela, o que foi muito difícil, pois ela é linda demais, descobri a sua história:

Uma princesa autossuficiente, por vezes rebelde, que quer algo de diferente para a sua vida, além do mundo impecável e exclusivo das princesas, com pessoas lhe servindo, casamento marcado e um monte de compromissos da realeza!

A Ana Luiza Valente é assim, prefere andar a cavalo, enfrentar desafios, alimentar os animais, mas sempre sem perder a ternura e o amor por quem está ao seu lado.

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Enfrenta com bravura os desafios…

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…muitos desafios…

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…doma “cavalos” como ninguém…

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…gosta de cuidar dos animais…

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… é sempre muito amorosa!

A Valente sabe também que é uma princesa, e vive de verdade esses momentos, com muita bravura e muito amor!!

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Em seu castelo…

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…defendendo seu reino!

Eu tenho sorte grande na vida de ter uma sobrinha como a Ana Luiza, tão carinhosa, amável, linda e inteligente, mas jamais imaginei que teria ainda mais sorte e conhecer a princesa Valente!! 

Passamos dias incríveis juntas que ficarão guardados para sempre em meu coração!!

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Obrigada por ser tão especial…

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…te amo minha princesinha!

Muros pintados… em Lyon

Recebemos um casal de amigos na última semana e no roteiro deles estava Lyon… confesso que em um primeiro momento desanimei! Já tínhamos ido para lá na Fête des Lumiéres, lembram? E não vimos muita coisa de interessante (exceto a festa propriamente dita) além de uma cidade grande, sem aquele estilo europeu que tanto gostamos. Porém, roteiro das cidades prontos, era a hora de fazer o roteiro do passeio… e Lyon coube a mim!
Primeiro as informações básicas: Lyon fica a 100km de Grenoble, é a terceira maior cidade da França (atrás de Paris e Marseille, com quase 480.ooo habitantes), sendo a segunda maior área urbana (atrás de Paris, obviamente, com cerca de 2.142.732 habitantes), pertencendo à região de Ródano-Alpes… a “nossa” região (dentro dessa região, Grenoble está no departamento Isére).
Quando vou visitar uma cidade, leio a respeito dela nos guias turísticos e nos blogs, para conhecer um pouco da sua história e saber o que visitar. Foi questão de 1 horinha para eu começar a gostar de Lyon… e foram algumas coisas nada típicas me chamaram a atenção, dentre elas, alguns “muros pintados”.
Esses muros, são parte de Lyon, uma arte bem típica da cidade, e tão bem feitos e integrados à paisagem que podem passar desapercebidos.
Existem centenas deles, e como não tinha tempo para ficar procurando (1 dia na cidade somente), peguei um mapinha e marquei a localização de dois mais conhecidos e próximos de onde iríamos.
O primeiro deles é o chamado “La fresque des Lyonnais”, e ele é tão bem feito e interessante, que estávamos na frente do endereço e demoramos um pouquinho para percebê-lo e olhar para cima. Nele estão pintadas diversas personalidades que nasceram na cidade de Lyon, como os irmãos Auguste e Louis Lumière (inventores do cinema – e claro que aqui lembrei do meu irmão), o escritor Saint-Exupéry (autor do livro “O Pequeno Principe” – e lembrei da minha irmã Simone, que adora esse livro), dentre muitos outros como o Paul Bocuse, que é considerado o melhor chefe de cozinha do mundo. As pinturas ainda foram feitas numa ordem, estando nos andares mais altos os personagens ou personalidades mais antigos.
Antes (obviamente foto retirada da internet):
Depois (fotos um pouquinho maiores para verem os detalhes)
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Foto para meus irmãos, Daniel e Simone ;)

Foto para meus irmãos, Daniel e Simone 😉

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Essa foto abaixo eu adorei, não dá para acreditar que tem uma loja abaixo? E a sombra do tapete??
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Outro muro super conhecido é o chamado “Mur des Canuts”, que foi pintado em 1987. São 1200 metros quadrados (o maior da Europa) de pura arte. O nome se deve ao tema da pintura, pois é a representação da vida dos Canuts, que eram operários do século XIX que teciam seda.   É um muro que realmente está integrado com a paisagem da cidade. Infelizmente não passamos por ele, mas deixo aqui o registro para aqueles que tiverem curiosidade… dêem uma olhadinha na internet, é de impressionar!
Fomos ainda na pintura chamada “La Biblioteque de la Cité”, que apesar da parte superior representar uma biblioteca e não prédios ou imagens urbanas como nos anteriores, também chama muita atenção.
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Sua parte inferior é de uma realidade incrível…  não acham?
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Ainda encontramos outras pinturas caminhando pela cidade.
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Algumas mais simples, mas que impressionavam pelos detalhes, como os pássaros abaixo.
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Algumas pouco prováveis no meio de uma cidade…

... um leão?

… um leão?

...uma pantera negra?

…uma pantera negra?

 

E para fechar com chave de ouro, com muito orgulho apresento uma pintura que encontrei… aqui no teatro de Grenoble! 😛

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Janelas fechadas…

É difícil perceber em um primeiro momento, mas após saber da história, parece que elas estão por toda a parte… as janelas fechadas!

Eu nunca fui muito boa em História, e meu passado não me deixa mentir a respeito! Mas como já disse aqui no blog, viajando e vendo os lugares de perto, tudo fica mais interessante de ser estudado!

Sendo assim, depois de velha e de quase nada saber sobre a História do Brasil – sim, eu tenho vergonha de assumir isso – quanto mais desse Velho Mundo, passo a pesquisar sobre o que leio e vejo, para a vida e para escrever aqui.

Então… vamos à história!

Durante a Revolução Francesa, em 1789, com a finalidade de cobrar das pessoas mais ricas impostos maiores, foi criado o “imposto sobre portas e janelas”.
Dá para imaginar o que aconteceu né? Os proprietários passaram a fechar as janelas (ainda não encontrei portas fechadas) economizando uns pilas.

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em Avignon, France

Na foto acima, conseguimos ver janelas que se mantiveram abertas, fechadas somente com tijolos e as finalizadas com reboco, essas últimas mais comuns, o que tornam as “janelas fechadas” quase imperceptíveis.

Victor-Marie Hugo, mais conhecido como Victor-Hugo (inúmeras praças e ruas levam o seu nome aqui na França), francês, poeta, ativista pelos direitos humanos, e de grande atuação política, disse, a respeito desse imposto:  “Deus nos deu o ar da graça, mas o Estado quer cobrar por ele, fazendo as pessoas morarem em casas escuras e fechadas” (fonte: Gazeta do Sul).

 

Nos meus estudos, descobri que esse imposto não é exclusividade da França… Até o final do século XVII, o Rei Guilherme III da Inglaterra, também cobrava uma taxa pelas janelas existentes nos imóveis. Porém lá o efeito foi inverso, como prova de status, as pessoas passaram a “criar” mais e mais janelas em suas mansões. Ainda, no México também houve a aplicação do mesmo imposto, segundo o texto “os 10 impostos mais absurdos do mundo”

Dizem ainda que a arquitetura de Amsterdã, com suas casas compridas, janelas minúsculas e fachadas estreitas, também deve-se ao chamado imposto sobre janelas ou sobre fachadas. 

Bem, após saber desse imposto e da história, passei a observar a cidade de uma forma um pouco diferente (e as vezes até dolorida, pois o pescoço sofre)… olhando para cima!

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em Lyon, France

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em Lyon, France

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em Chateauneuf du Pape, France

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em Lyon, France

Elas realmente estão em todas as partes…e a prova disso é que mesmo prestando mais atenção agora, algumas “janelas fechadas” escapam aos nossos olhares e só são percebidas após analisarmos algumas fotos, em que elas não eram o foco principal!

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Acima, foi feito o registro de uma “subidinha bruta” em Chateauneuf du Pape… e à direita, super discreta, uma janela fechada.

Abaixo, foto de uma caminhada pelas ruas de Lyon, na parte velha da cidade, estilo bem Europeu e muito bonita… à esquerda da foto, mais janelas fechadas.

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Sendo assim, quando estiverem realizando passeios aqui pela Europa, não esqueçam de olhar para cima!! 😉

Paris – parte 2

No segundo dia na Cidade Luz, em 22/12/2012, dia programado para subir na Torre Eiffel, tivemos chuva e frio!

Felizmente e infelizmente compramos nossos bilhetes, com hora marcada pela internet (super fácil, no site http://www.tour-eiffel.fr/ –> canto superior direito, em tickets. Você escolhe o dia e horário disponível e basta levar o comprovante impresso ou mostrar no celular mesmo). Felizmente porque é uma facilidade muito grande, pois em dias normais, evita as imensas filas, que podem durar até duas horas. Infelizmente porque a data e horário são inalterados, e o bilhete não é reembolsado e nem pode ser vendido, por ser nominal (teoricamente podem pedir a sua identificação, mas para nós não pediram, e ambos os bilhetes saíram no meu nome).

Assim, lá fomos nós… às 9h30min com chuva, visitar (e no caso do Cris, conhecer) a tão bela e famosa Tour Eiffel.
Projetada por Gustave Eiffel como um monumento temporário, foi construída para a Exposição Universal de 1889 para comemorar o centenário da Revolução Francesa. Com 324 metros de altura, manteve-se como “edifício” mais alto do mundo até 1931.

Infelizmente devido ao mau tempo, a vista não foi das melhores, e consequentemente o registro fotográfico também não. Porém, em decorrência dessa chuva, quase recebemos  certificado de visita mais prolongada, pois ficamos nada mais nada menos que 3 horas na Torre Eiffel.

Tentando um registro... apesar do tempo!

Tentando um registro… apesar do tempo!

Na Torre tem muito o que se fazer, na parte superior tem uma exposição de fotos acima do vidro por onde olhamos a cidade, uma exposição cronológica, mostrando a construção, o apartamento de Gustave Eiffel que se localizava na própria Torre e até uma comparação bem interessante da altura da Torre Eiffel com as demais Torres do mundo.

No primeiro e segundo andares (na verdade não me recordo bem o que tem em cada um) tem um filme bem interessante sobre a construção e sobre os acontecimentos que envolveram o monumento, mais fotos e informações sobre as alterações e reformas que ocorreram durante o passar dos anos, além de um pequenino museu, café e restaurante. E ao contrário do que se pode imaginar, tomar um café com croissant na cafeteria da Torre não é tão caro… e o chocolate quente é uma delícia!

Registrando nossa passagem na Torre Eiffel...

Registrando nossa passagem na Torre Eiffel…

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É possível subir pelas escadas até o segundo andar, mas caso o objetivo seja mesmo subir até o topo, compensa ir de elevador, afinal terás que pegá-lo no segundo andar de qualquer forma. Nós optamos por subir de elevador – até porque o fôlego da gestante aqui não é mais o mesmo – e descer da mesma forma até o segundo andar, e de lá encarar os degraus, curtindo a estrutura da Torre, que é imperdível.

Descendo pelas escadas

Descendo pelas escadas

Vista do Jardins do Trocadero e do Senna

Logo em frente a Torre, tem o Jardins du Trocadéro, onde encontramos outra Marché do Nöel, para a felicidade dessa apaixonada pelo Natal.

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Passeamos pelo famoso Parc du Champ-de-Mars, aquele gramadão lindo que fica aos pés da Torre, onde normalmente os turistas as pessoas ficam sentadas, fazendo pique-niques e batendo as tradicionais fotos pulando ou segurando a Torre Eiffel.

O gramado fica fechado/cercado no inverno para ser recuperado, o que achamos bem interessante…DSC02750

Momento romântico com direito ao pézinho ;)

Momento romântico com direito ao pézinho 😉

Homenageando nosso baby

Homenageando nosso baby

Seguindo o Parc du Champ-de-Mars até o final, encontramos a École Militaire ou Academia Real Militar de Luís XV, que foi fundada em 1751 para educar 500 filhos de oficiais que haviam empobrecido. Sua arquitetura foi encomendada por Luís XV para rivalizar com o Hôtel des Invalides (fotos logo abaixo), encomendado por Luís XIV, em 1670.

Não achamos nada de especial na mesma (e por isso sequer temos registro). Visitas só com uma licença especial!

Muito linda a grandiosa estrutura do Hôtel des Invalides e Esplanades des Invalides. Esse é um edifício grandioso e muito bonito, construído em 1676, para os veteranos de guerra feridos e sem lar, muitos dos quais haviam se tornado mendigos.

Fachada com canhões

Fachada com canhões

Panorâmica da fachada

Panorâmica da fachada

Pátio do Hôtel des Invalides

Pátio do Hôtel des Invalides

Mais tarde a Église du Dôme foi incorporada com seu reluzente telhado dourado, construída como capela particular do Rei Luís XIV. O famoso telhado dourado tinha o objetivo de refletir o esplendor de seu reino, sendo de uso exclusivo do “Rei Sol”. É um dos melhores exemplos da arquitetura francesa do século 17, o Grand Siécle.

A maior atração é o túmulo de Napoleão, mas optamos por não visitá-lo.

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Église du Dôme…

...e o famoso teclado dourado

…e o famoso teclado dourado

Saindo do Hôtel des Invalides, aproveitando a trégua da chuva e caminhando poucos metros, chegamos na mais bela ponte de Paris, Ponte Alexandre III. Com decoração em Art Nouveau* de lampiões, querubins, ninfas e cavalos, que foi construída entre 1896 e 1900.

*Art Nouveau é um estilo de decoração do fim do século XIX e início do século XX, que possui linhas ondulares, assimétricas e entrelaçadas, sendo de uma delicadeza inconfundível. Vimos esse estilo nas casas em Bruxelas e após foi fácil identificá-lo em outros locais como na arquitetura de Barcelona e aqui em Paris. A capital francesa, aliás, foi inicialmente o centro principal da Art Nouveau no País, tornando-se após, o centro internacional do estilo. –> para saber mais a respeito: http://www.arquitetonico.ufsc.br/art-nouveau

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Eiiii o que vocês estão combinando??

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…era isso?? O que eu fiz?

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Ao lado, o Grand Palais e o Petit Palais. O primeiro  com fachada em estilo Neo-clássico, construído em 1900, possui decoração Art Nouveau em ferro, porém como no seu interior estava instalada a famosa pista de patinação no gelo, a fila gigantesca nos impediu de conhecê-lo. 

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O Petit Palais é sede do Musée des Beaux-Arts de Paris, também foi construído em 1900. Entramos no seu hall, e ficamos realmente encantados com a sua arquitetura e seus detalhes, em especial o seu teto.

Petit Palais - entrada

Petit Palais – entrada

Petit Palais - interior

Petit Palais – interior

Importante falar que todo esse passeio da Torre Eiffel até o Petit Palais foi feito a pé (em torno de 4km), com as devidas paradas nos monumentos (com direito a sentar um pouquinho, claro), parada para o almoço e muitas fotos.

De metrô (muito fácil de se guiar no metrô de Paris) fomos para o outro lado da cidade (ou do centro de Paris, onde ficam as atrações turísticas de Paris) para visitarmos a lindíssima Basílica Sacre Coeur.

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Foi erguida por causa de uma promessa feita no início da Guerra Franco-Prussiana, por dois comerciantes, no caso da França ser poupada. As obras começaram em 1875. Apesar de ser grande e majestosa, e de ser um dos prédios católicos mais importantes da França, nunca foi considerada especialmente bonita. Suas portas de bronze mostram cenas da última ceia e outras passagens bíblicas. Sua cúpula oval é o segundo ponto mais alto de Paris, após a Torre Eiffel.

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Chegamos na Basílica já noite (na verdade a tardinha, mas no inverno escurece muito cedo aqui também), e conseguimos vê-la toda iluminada.

Pertinho dali, o pecaminoso o famoso Mouling Rouge, construído em 1885, que tornou-se palco de musicais em 1900, sendo o berço do cancan.

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O Montmartre, bairro onde encontra-se a Basília e o Mouling Rouge, é muito simples se comparado aos demais locais onde estão os pontos turísticos da cidade, mas nós gostamos muito de lá. Muitos bares, pessoas tomando café ou vinho nas calçada, artistas de rua expondo suas pinturas ou oferecendo caricatura, tudo isso fez com que mudássemos a nossa programação e  jantássemos por lá mesmo (mas não no Cabaret abaixo), encerrando esse agradável dia em um bairro que recomendaremos a todos.

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PARIS – parte 1

No dia 21 de dezembro, cedinho, partimos para o recesso de final de ano… rumo à Paris!

Três horas de viagem de trem, tranquila e de primeira classe! Chiquérrimos!! A diferença da primeira e da segunda classe era de 5 euros, e como na primeira temos lugares marcados e bancos um pouco mais espaçosos, optei por conhecê-la 😉

Chegamos em Paris e fomos direto ao “nosso apartamento”. Na verdade um casal de amigos que estava no Brasil e nos emprestou o apartamento para ficarmos estes dias… um charme e muito bem localizado!!

Deixamos nossas coisas e logo partimos para conhecer a cidade, a pé!

O dia não ajudou muito, estava nublado! Porém, para a época do ano em que a previsão é de frio intenso, estava bom!

Mesmo nublada... Paris é bela!

Mesmo nublada… Paris é bela!

Como sabemos que voltaremos à Paris inúmeras outras vezes com diferentes visitas, tínhamos a pretensão de conhecer sim os pontos turísticos, mas sem a “necessidade” de conhecê-los, ou seja, passeamos pelas ruas e fomos conhecendo a cidade, entre uma atração e outra.

Sendo assim, caminhamos cerca de 2,5km até chegarmos na Notre Dame.

Nos encantamos com a arquitetura da Igreja! Linda, linda, linda!!

Neste ano de 2013, a Notre Dame completa 850 anos!

Fundos da Catedral

Fundos da Catedral

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Lateral

A Catedral Notre Dame é uma das mais antigas catedrais francesas no estilo gótico. Foi encomendada em 1159 e construída em 2 séculos. Nela ocorreu a coroação de Henrique VI, em 1422, e de Napoleão Bonaparte, em 1804.

São características do estilo gótico, dentre outras, a verticalidade para demonstrar a majestade das obras, os Arcos de Ogiva, as Abóbadas em Cruzaria, vitrais que permitem a iluminação do interior e as famosas gárgulas.

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Verticalismo e Majestade

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Arcos de Ogiva

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Abóbada em Cruzaria

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Pequena e principal parte do imenso Presépio montado no interior da Notre Dame

Caminhando mais um pouquinho descobrimos, meio sem saber onde era, o Conciergerie. Um edifício visivelmente reformado (e que só podia ser “visitado” por fora), que serviu como principal prisão da França entre 1391 e 1912 e durante a Revolução Francesa que pôs fim à Monarquia. Nesse período (1789 – 1799), a prisão ficou superlotada e teve como prisioneiros Maria Antonieta (executada em 1793) e François Ravaillac, o assassino de Henrique IV (que foi preso e torturado neste local em 1610).

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Atravessando o Senna, caminhamos pela parte comercial e sentamos para descansar e fazer um lanche, pausas necessárias…

E a caminhada continuou, passando pelo Musée du Louvre, que optamos conhecer somente por fora, eis que o famoso Museu é muito grande e não somos um casal muito cultural 😛

Mas admiramos a arquitetura do grandioso prédio, construído em 1190 pelo Rei Felipe Augusto, para proteger Paris dos ataques Viking.

E como não podia deixar de ser… seguem fotinhos na pirâmide!

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Meu garoto…

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Clássica... não podia faltar!

Clássica… não podia faltar!

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Continuamos nosso passeio pelos jardins e praças que ligam o Louvre com o Arco do Triunfo, passando pelo Arc de Triomphe du Carrousel

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Este arco de mármore foi construído por Napoleão para celebrar vários triunfos militares, especialmente a batalha de Austerlitz, em 1805. As estátuas que coroam o arco foram acrescentadas em 1828 e são cópias dos cavalos de São Marcos, que Napoleão roubou de Veneza e foi obrigado a devolver após a derrota na batalha de Waterloo, em 1815.

Logo após já emenda o Jardin des Tuileries, que foi desenhado no século 17 e que pertencia ao Palácio de Tuileries, arrasado em 1871 na guerra franco-germânica pelos Revolucionários de Comuna (foi um movimento parisiense em que os trabalhadores ocuparam diretamente o poder político).

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Fazendo pose 😉

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Um ponto turístico após o outro, e fotos e mais fotos, chegamos a Place de la Concorde… apesar de termos foto somente de longe, a história do local me impressionou:

Obelisco... láááá no fundo :P

Obelisco… láááá no fundo 😛

Essa é uma das praças mais suntuosas e históricas da Europa. Local onde foi instalada a Guilhotina conhecida como Viúva-Negra, passando a praça a chamar-se Place de la Révolution. Nela, em 1793, Luís XVI foi decaptado, além de 1300 pessoas como Maria Antonieta, Madame du Barry (amante do Rei Luís XV) e líderes da revolução, como Robespierre. O Obelisco de Luxor, de 3.200 anos, foi doado ao Rei Luís Felipe como presente do vice-rei do Egito.

E nela se inicia a avenida mais famosa da França (ou mesmo da Europa), a Avenue Champs-Élysées. 

Surgida na década de 1660, a Champs-Élysées é uma linha reta de 3km que liga a Place de la Concorde ao Arc de Triomphe. No século 19 era usada como pista de corrida de cavalos. Hoje é o local onde os franceses fazem suas grandes comemorações – e a turistada passa o Ano Novo 😛

Para a minha alegria, tinha uma grande Marché de Nöel, feirinhas tradicionais de artesanato e comidas nas cidades da Europa, que eu adoro!! Assim, caminhamos tranquilamente enquanto o sol se punha!

Como adora uma Marché de Nöel...

Como adora uma Marché de Nöel…

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Champs-Élysées se iluminando

 Aqui recebi a maravilhosa notícia de que meu irmão passou na seleção do doutorado, deixando o dia ainda mais especial!!

Concentrada ao receber a notícia! Depois foi só alegria!

Concentrada ao receber a notícia! Depois foi só alegria!

 Arc de Triomphe

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Esse arco foi o cumprimento de uma promessa de Napoleão aos seus homens, ao afirmar  que eles “voltariam para casa sob arcos triunfais”, após a batalha de Austerlitz, em 1805. No ano seguinte foi lançada a pedra fundamental, mas a obra foi adiada devido a queda de Napoleão para 1836. São 50 metros de altura.

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Detalhes do Arco

Detalhes do Arco

Em 11 de novembro de 1920, o corpo do Soldado desconhecido foi colocado sob o arco para homenagear os soldados mortos da Primeira Guerra. A chama eterna é acessa toda a noite.

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No interior do arco, o Cris se divertiu com a demonstração dos detalhes do monumento, que era projetado na tela conforme ele comandava.

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Do alto do Arco, tivemos uma vista maravilhosa da Cidade Luz iluminada, encerrando a noite com chave de ouro!!

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Champs-Élysées

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Cidade Luz

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Annecy

Uma pequena cidade que se localiza na região Rhône-Alpes (mesma região da nossa cidade) a 100km de Grenoble, entre as cidades de Chambery e Genéva, com aproximadamente 53 mil habitantes, Annecy é conhecida como a “Veneza Francesa” ou “Veneza dos Alpes”.

É uma cidade muito visitada pela sua beleza, e como é pertinho daqui, alugamos um carro, chamamos alguns amigos e… voilá!!

Chegando na cidade, nos primeiros 3 minutinhos de caminhada já nos encantamos pela paisagem… o Lago Annecy com montanhas ao fundo é cenário perfeito para uma foto.

Caminhando mais um pouquinho encontramos os famosos canais, todos com flores em suas floreiras, árvores na cor do outono, cisnes e patos, tudo enchendo os olhos da multidão de turistas do local.

Alguns canais desembocam no Lago de Annecy, um local encantador, com um gramado enorme onde as pessoas fazem seus pique-niques ou simplesmente se deitam para tomar um solzinho.

Os amigos

Um momento de encantar o coração

Adentrando nas pequenas ruas da cidade, no primeiro canal e mais visitado pelos turistas encontramos o Palais de l’Isle, uma casa construída em uma pequena ilha (sim, eu disse adentrando na cidade e tem uma pequena ilha), no século XII. 

Palais de l’Isle

Lado oposto ao Castelo

Fomos visitar o castelo de Annecy que foi residência dos Condes de Genebra (face a proximidade com a cidade) e dos duques de Genevois-nemours (senhores feudais), uma edificação que atualmente sedia um museu.

Château d’Annecy

Passeamos pelas ruas, sem pretensões de pontos turísticos, pois assim é Annecy… bela por inteiro!

Brincando com os efeitos da câmera

 

Marseille

No último final de semana resolvemos ir para a praia, pois a previsão do tempo anunciava chuva para o próximo. Assim, alugamos um carro e nos tocamos para o litoral!

O destino escolhido foi Marseille, cidade mais antiga da França que fica no litoral, na costa mediterrânea. É a segunda maior cidade francesa, sendo a terceira maior região metropolitana.

A cidade é muito bonita, com prédios antigos, não muito altos, na grande maioria. Mas o que mais chama a atenção é o litoral, muito diferente do que temos no Brasil, formado por paredões de calcário que se adentram ao mar.

Na foto abaixo podemos ter uma idéia desse litoral que mistura área urbana com a beleza natural das rochas e do mar azul.

 

As Calanques, que no conceito de Rachel Verano (http://viajeaqui.abril.com.br/blog/viajar-bem-barato/contra-a-afetacao-da-cote-dazur-calanques-em-cassis/ – pq copiar é crime, hehe) são “pequenos braços de mar que recortam o litoral ladeados por falésias calcárias e formam prainhas de sonho”. Para mim uma descrição perfeita!

Nos afastando um pouquinho do centro da cidade chegamos nas primeiras Calanques, na divisa com a Ile Maïre. A vista da água azul com um paredão branco na frente é maravilhosa! Esses paredões podem chegar a 500m de altura.

ao fundo a “Ile Maïre”

Ao final do nosso primeiro dia em Marseille, fomos ver o pôr-do-sol na praia, um momento incrível!

Porque a vida vale muito a pena…

…ao lado de quem amamos…

…ou lembrando de quem amamos!!

A noite, jantinha num bar escolhido pelo Cris! 😉 Janta boa, ambiente gostoso e ceva… muito boa!

O Cris estava realizado nesse bar!

 Nosso domingo foi dedicado as Calanques, pois há uma área extensa dessa formação, de cerca de 20 km entre as cidades de Marseille e Cassis, área verde do mapa abaixo. Neste mapa dá para ver os dois locais que visitamos de perto: Ile de Maïre e Calanque de Sormiou.

Mapa das Calanques

Para conhecermos todas, precisamos fazer uma caminhada de aproximadamente 11h (em ritmo bom de caminhada) ou comprar um passeio de barco, que infelizmente nesta época do ano não permite um mergulho durante o passeio. Escolhemos a segunda opção, devido a falta de tempo e de preparo (precisaríamos estar bem equipados para fazer as trilhas).

No início do passeio, já passamos próximo ao Castelo de If, que é uma antiga prisão situada numa ilha. Essa prisão ficou famosa no romance “O Conde de Monte Cristo” de Alexandre Dumas.

Castelo de If, onde ocorreram as filmagens de “O Conde de Monte Cristo”

Entradas do Mar Mediterrâneo, formando as Calanques

Sol dando um colorido especial ao passeio

 Na parte da tarde, decidimos visitar uma praia, na Calanque Sormiou. Para isso caminhamos por aproximadamente 30 minutos em uma trilha. Ficamos impressionados com a disposição dos franceses em realizar esse tipo de passeio, encontramos pais com filhos nas costas e crianças correndo e brincando pelo caminho, deixando-nos com vergonha do nosso cansaço 😉

Avistando a Calanque de Sormiou

Após um banho refrescante

Na trilha, muito bom!!

Ao final do dia, o local para curtir o pôr-do-sol foi a Basílica de Notre Dame de la Garde, a principal Basílica da cidade que fica a 149 metros de altitude, onde tivemos uma bela vista da cidade, encerrando com chave de ouro nosso passeio!

Foto especial para a mãe-sogra D. Luiza… lembramos com carinho de ti!

Admirando a vista, curtindo o momento!