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Paris – parte 2

No segundo dia na Cidade Luz, em 22/12/2012, dia programado para subir na Torre Eiffel, tivemos chuva e frio!

Felizmente e infelizmente compramos nossos bilhetes, com hora marcada pela internet (super fácil, no site http://www.tour-eiffel.fr/ –> canto superior direito, em tickets. Você escolhe o dia e horário disponível e basta levar o comprovante impresso ou mostrar no celular mesmo). Felizmente porque é uma facilidade muito grande, pois em dias normais, evita as imensas filas, que podem durar até duas horas. Infelizmente porque a data e horário são inalterados, e o bilhete não é reembolsado e nem pode ser vendido, por ser nominal (teoricamente podem pedir a sua identificação, mas para nós não pediram, e ambos os bilhetes saíram no meu nome).

Assim, lá fomos nós… às 9h30min com chuva, visitar (e no caso do Cris, conhecer) a tão bela e famosa Tour Eiffel.
Projetada por Gustave Eiffel como um monumento temporário, foi construída para a Exposição Universal de 1889 para comemorar o centenário da Revolução Francesa. Com 324 metros de altura, manteve-se como “edifício” mais alto do mundo até 1931.

Infelizmente devido ao mau tempo, a vista não foi das melhores, e consequentemente o registro fotográfico também não. Porém, em decorrência dessa chuva, quase recebemos  certificado de visita mais prolongada, pois ficamos nada mais nada menos que 3 horas na Torre Eiffel.

Tentando um registro... apesar do tempo!

Tentando um registro… apesar do tempo!

Na Torre tem muito o que se fazer, na parte superior tem uma exposição de fotos acima do vidro por onde olhamos a cidade, uma exposição cronológica, mostrando a construção, o apartamento de Gustave Eiffel que se localizava na própria Torre e até uma comparação bem interessante da altura da Torre Eiffel com as demais Torres do mundo.

No primeiro e segundo andares (na verdade não me recordo bem o que tem em cada um) tem um filme bem interessante sobre a construção e sobre os acontecimentos que envolveram o monumento, mais fotos e informações sobre as alterações e reformas que ocorreram durante o passar dos anos, além de um pequenino museu, café e restaurante. E ao contrário do que se pode imaginar, tomar um café com croissant na cafeteria da Torre não é tão caro… e o chocolate quente é uma delícia!

Registrando nossa passagem na Torre Eiffel...

Registrando nossa passagem na Torre Eiffel…

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É possível subir pelas escadas até o segundo andar, mas caso o objetivo seja mesmo subir até o topo, compensa ir de elevador, afinal terás que pegá-lo no segundo andar de qualquer forma. Nós optamos por subir de elevador – até porque o fôlego da gestante aqui não é mais o mesmo – e descer da mesma forma até o segundo andar, e de lá encarar os degraus, curtindo a estrutura da Torre, que é imperdível.

Descendo pelas escadas

Descendo pelas escadas

Vista do Jardins do Trocadero e do Senna

Logo em frente a Torre, tem o Jardins du Trocadéro, onde encontramos outra Marché do Nöel, para a felicidade dessa apaixonada pelo Natal.

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Passeamos pelo famoso Parc du Champ-de-Mars, aquele gramadão lindo que fica aos pés da Torre, onde normalmente os turistas as pessoas ficam sentadas, fazendo pique-niques e batendo as tradicionais fotos pulando ou segurando a Torre Eiffel.

O gramado fica fechado/cercado no inverno para ser recuperado, o que achamos bem interessante…DSC02750

Momento romântico com direito ao pézinho ;)

Momento romântico com direito ao pézinho 😉

Homenageando nosso baby

Homenageando nosso baby

Seguindo o Parc du Champ-de-Mars até o final, encontramos a École Militaire ou Academia Real Militar de Luís XV, que foi fundada em 1751 para educar 500 filhos de oficiais que haviam empobrecido. Sua arquitetura foi encomendada por Luís XV para rivalizar com o Hôtel des Invalides (fotos logo abaixo), encomendado por Luís XIV, em 1670.

Não achamos nada de especial na mesma (e por isso sequer temos registro). Visitas só com uma licença especial!

Muito linda a grandiosa estrutura do Hôtel des Invalides e Esplanades des Invalides. Esse é um edifício grandioso e muito bonito, construído em 1676, para os veteranos de guerra feridos e sem lar, muitos dos quais haviam se tornado mendigos.

Fachada com canhões

Fachada com canhões

Panorâmica da fachada

Panorâmica da fachada

Pátio do Hôtel des Invalides

Pátio do Hôtel des Invalides

Mais tarde a Église du Dôme foi incorporada com seu reluzente telhado dourado, construída como capela particular do Rei Luís XIV. O famoso telhado dourado tinha o objetivo de refletir o esplendor de seu reino, sendo de uso exclusivo do “Rei Sol”. É um dos melhores exemplos da arquitetura francesa do século 17, o Grand Siécle.

A maior atração é o túmulo de Napoleão, mas optamos por não visitá-lo.

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Église du Dôme…

...e o famoso teclado dourado

…e o famoso teclado dourado

Saindo do Hôtel des Invalides, aproveitando a trégua da chuva e caminhando poucos metros, chegamos na mais bela ponte de Paris, Ponte Alexandre III. Com decoração em Art Nouveau* de lampiões, querubins, ninfas e cavalos, que foi construída entre 1896 e 1900.

*Art Nouveau é um estilo de decoração do fim do século XIX e início do século XX, que possui linhas ondulares, assimétricas e entrelaçadas, sendo de uma delicadeza inconfundível. Vimos esse estilo nas casas em Bruxelas e após foi fácil identificá-lo em outros locais como na arquitetura de Barcelona e aqui em Paris. A capital francesa, aliás, foi inicialmente o centro principal da Art Nouveau no País, tornando-se após, o centro internacional do estilo. –> para saber mais a respeito: http://www.arquitetonico.ufsc.br/art-nouveau

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Eiiii o que vocês estão combinando??

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…era isso?? O que eu fiz?

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Ao lado, o Grand Palais e o Petit Palais. O primeiro  com fachada em estilo Neo-clássico, construído em 1900, possui decoração Art Nouveau em ferro, porém como no seu interior estava instalada a famosa pista de patinação no gelo, a fila gigantesca nos impediu de conhecê-lo. 

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O Petit Palais é sede do Musée des Beaux-Arts de Paris, também foi construído em 1900. Entramos no seu hall, e ficamos realmente encantados com a sua arquitetura e seus detalhes, em especial o seu teto.

Petit Palais - entrada

Petit Palais – entrada

Petit Palais - interior

Petit Palais – interior

Importante falar que todo esse passeio da Torre Eiffel até o Petit Palais foi feito a pé (em torno de 4km), com as devidas paradas nos monumentos (com direito a sentar um pouquinho, claro), parada para o almoço e muitas fotos.

De metrô (muito fácil de se guiar no metrô de Paris) fomos para o outro lado da cidade (ou do centro de Paris, onde ficam as atrações turísticas de Paris) para visitarmos a lindíssima Basílica Sacre Coeur.

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Foi erguida por causa de uma promessa feita no início da Guerra Franco-Prussiana, por dois comerciantes, no caso da França ser poupada. As obras começaram em 1875. Apesar de ser grande e majestosa, e de ser um dos prédios católicos mais importantes da França, nunca foi considerada especialmente bonita. Suas portas de bronze mostram cenas da última ceia e outras passagens bíblicas. Sua cúpula oval é o segundo ponto mais alto de Paris, após a Torre Eiffel.

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Chegamos na Basílica já noite (na verdade a tardinha, mas no inverno escurece muito cedo aqui também), e conseguimos vê-la toda iluminada.

Pertinho dali, o pecaminoso o famoso Mouling Rouge, construído em 1885, que tornou-se palco de musicais em 1900, sendo o berço do cancan.

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O Montmartre, bairro onde encontra-se a Basília e o Mouling Rouge, é muito simples se comparado aos demais locais onde estão os pontos turísticos da cidade, mas nós gostamos muito de lá. Muitos bares, pessoas tomando café ou vinho nas calçada, artistas de rua expondo suas pinturas ou oferecendo caricatura, tudo isso fez com que mudássemos a nossa programação e  jantássemos por lá mesmo (mas não no Cabaret abaixo), encerrando esse agradável dia em um bairro que recomendaremos a todos.

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PARIS – parte 1

No dia 21 de dezembro, cedinho, partimos para o recesso de final de ano… rumo à Paris!

Três horas de viagem de trem, tranquila e de primeira classe! Chiquérrimos!! A diferença da primeira e da segunda classe era de 5 euros, e como na primeira temos lugares marcados e bancos um pouco mais espaçosos, optei por conhecê-la 😉

Chegamos em Paris e fomos direto ao “nosso apartamento”. Na verdade um casal de amigos que estava no Brasil e nos emprestou o apartamento para ficarmos estes dias… um charme e muito bem localizado!!

Deixamos nossas coisas e logo partimos para conhecer a cidade, a pé!

O dia não ajudou muito, estava nublado! Porém, para a época do ano em que a previsão é de frio intenso, estava bom!

Mesmo nublada... Paris é bela!

Mesmo nublada… Paris é bela!

Como sabemos que voltaremos à Paris inúmeras outras vezes com diferentes visitas, tínhamos a pretensão de conhecer sim os pontos turísticos, mas sem a “necessidade” de conhecê-los, ou seja, passeamos pelas ruas e fomos conhecendo a cidade, entre uma atração e outra.

Sendo assim, caminhamos cerca de 2,5km até chegarmos na Notre Dame.

Nos encantamos com a arquitetura da Igreja! Linda, linda, linda!!

Neste ano de 2013, a Notre Dame completa 850 anos!

Fundos da Catedral

Fundos da Catedral

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Lateral

A Catedral Notre Dame é uma das mais antigas catedrais francesas no estilo gótico. Foi encomendada em 1159 e construída em 2 séculos. Nela ocorreu a coroação de Henrique VI, em 1422, e de Napoleão Bonaparte, em 1804.

São características do estilo gótico, dentre outras, a verticalidade para demonstrar a majestade das obras, os Arcos de Ogiva, as Abóbadas em Cruzaria, vitrais que permitem a iluminação do interior e as famosas gárgulas.

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Verticalismo e Majestade

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Arcos de Ogiva

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Abóbada em Cruzaria

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Pequena e principal parte do imenso Presépio montado no interior da Notre Dame

Caminhando mais um pouquinho descobrimos, meio sem saber onde era, o Conciergerie. Um edifício visivelmente reformado (e que só podia ser “visitado” por fora), que serviu como principal prisão da França entre 1391 e 1912 e durante a Revolução Francesa que pôs fim à Monarquia. Nesse período (1789 – 1799), a prisão ficou superlotada e teve como prisioneiros Maria Antonieta (executada em 1793) e François Ravaillac, o assassino de Henrique IV (que foi preso e torturado neste local em 1610).

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Atravessando o Senna, caminhamos pela parte comercial e sentamos para descansar e fazer um lanche, pausas necessárias…

E a caminhada continuou, passando pelo Musée du Louvre, que optamos conhecer somente por fora, eis que o famoso Museu é muito grande e não somos um casal muito cultural 😛

Mas admiramos a arquitetura do grandioso prédio, construído em 1190 pelo Rei Felipe Augusto, para proteger Paris dos ataques Viking.

E como não podia deixar de ser… seguem fotinhos na pirâmide!

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Meu garoto…

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Clássica... não podia faltar!

Clássica… não podia faltar!

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Continuamos nosso passeio pelos jardins e praças que ligam o Louvre com o Arco do Triunfo, passando pelo Arc de Triomphe du Carrousel

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Este arco de mármore foi construído por Napoleão para celebrar vários triunfos militares, especialmente a batalha de Austerlitz, em 1805. As estátuas que coroam o arco foram acrescentadas em 1828 e são cópias dos cavalos de São Marcos, que Napoleão roubou de Veneza e foi obrigado a devolver após a derrota na batalha de Waterloo, em 1815.

Logo após já emenda o Jardin des Tuileries, que foi desenhado no século 17 e que pertencia ao Palácio de Tuileries, arrasado em 1871 na guerra franco-germânica pelos Revolucionários de Comuna (foi um movimento parisiense em que os trabalhadores ocuparam diretamente o poder político).

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Fazendo pose 😉

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Um ponto turístico após o outro, e fotos e mais fotos, chegamos a Place de la Concorde… apesar de termos foto somente de longe, a história do local me impressionou:

Obelisco... láááá no fundo :P

Obelisco… láááá no fundo 😛

Essa é uma das praças mais suntuosas e históricas da Europa. Local onde foi instalada a Guilhotina conhecida como Viúva-Negra, passando a praça a chamar-se Place de la Révolution. Nela, em 1793, Luís XVI foi decaptado, além de 1300 pessoas como Maria Antonieta, Madame du Barry (amante do Rei Luís XV) e líderes da revolução, como Robespierre. O Obelisco de Luxor, de 3.200 anos, foi doado ao Rei Luís Felipe como presente do vice-rei do Egito.

E nela se inicia a avenida mais famosa da França (ou mesmo da Europa), a Avenue Champs-Élysées. 

Surgida na década de 1660, a Champs-Élysées é uma linha reta de 3km que liga a Place de la Concorde ao Arc de Triomphe. No século 19 era usada como pista de corrida de cavalos. Hoje é o local onde os franceses fazem suas grandes comemorações – e a turistada passa o Ano Novo 😛

Para a minha alegria, tinha uma grande Marché de Nöel, feirinhas tradicionais de artesanato e comidas nas cidades da Europa, que eu adoro!! Assim, caminhamos tranquilamente enquanto o sol se punha!

Como adora uma Marché de Nöel...

Como adora uma Marché de Nöel…

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Champs-Élysées se iluminando

 Aqui recebi a maravilhosa notícia de que meu irmão passou na seleção do doutorado, deixando o dia ainda mais especial!!

Concentrada ao receber a notícia! Depois foi só alegria!

Concentrada ao receber a notícia! Depois foi só alegria!

 Arc de Triomphe

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Esse arco foi o cumprimento de uma promessa de Napoleão aos seus homens, ao afirmar  que eles “voltariam para casa sob arcos triunfais”, após a batalha de Austerlitz, em 1805. No ano seguinte foi lançada a pedra fundamental, mas a obra foi adiada devido a queda de Napoleão para 1836. São 50 metros de altura.

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Detalhes do Arco

Detalhes do Arco

Em 11 de novembro de 1920, o corpo do Soldado desconhecido foi colocado sob o arco para homenagear os soldados mortos da Primeira Guerra. A chama eterna é acessa toda a noite.

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No interior do arco, o Cris se divertiu com a demonstração dos detalhes do monumento, que era projetado na tela conforme ele comandava.

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Do alto do Arco, tivemos uma vista maravilhosa da Cidade Luz iluminada, encerrando a noite com chave de ouro!!

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Champs-Élysées

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Cidade Luz

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