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Feliz 2016!!

Para tudooooo!!

Sério, já é 2016!! E pior… já estamos na metade de fevereiro!!

O tempo está voando, para vocês também??

tempo

Meu Pedro já tem 2 anos e meio, ontem completamos 1 ano do nosso retorno à França e eu… já estou mais perto dos 40 que dos 30!!   :-0

piratas

anonovo

selinho

 

Brincadeiras a parte, um projeto para 2016, dentre tantos, é voltar a escrever aqui no blog. Em 2015 não viajamos muito, o que não é desculpa para abandonar esse espaço, mas tenho sim algumas viagens por escrever!!

Também quero diversificar um pouco, escrever sobre algum outro assunto que me peçam aqui nos comentários (hahahaha, rindo sozinha, imaginando tantos comentários com diferentes assuntos que eu nem daria conta!! 😛 ), ou sei lá sobre o que vier na telha: sobre costumes, esportes, roupas, estética…

Na próxima semana partiremos para uma viagem pela Borgonha e Champagne, acho que será bem interessante e trarei um post recheado de lindas fotos!!

Por enquanto… deixo um até breve!!

Meu parto… um momento mágico!

Ontem o meu maior e melhor presente completou 5 meses de vida (fora da barriga)!  E não teria um dia melhor para retomar os posts aqui no blog!

E como o dia foi dedicado ao Pedro, o post é sobre a maravilhosa vinda dele para os nossos braços: o “relato do meu parto natural”!!

😉

Durante toda a minha gestação eu lia relatos, livros e mais livros, via vídeos na internet, e assim me preparava para o meu parto! Me emocionava muito com os relatos de partos, fossem normais ou cesáreas, especialmente no último mês de gestação. E claro, sempre pensava em escrever meu próprio relato para partilhar a nossa história, inspirar e encorajar outras mulheres ao parto natural e também para contar como é ter um bebê aqui do outro lado do mundo, na França, um país onde, diferentemente do Brasil, a cesárea é exceção.

Nosso pequeno Pedro chegou 16 dias antes da data prevista pelo médico, no dia 19 de julho, com 38 semanas e 5 dias de gestação.

Neste dia acordei às 05h20min, horário que normalmente levantava para ir ao banheiro durante toda a gestação. Porém, naquele dia senti algo diferente… uma leve dor, muito parecida com uma cólica menstrual. Como não era nada muito forte, voltei a dormir! Vinte minutinhos mais tarde acordei com a mesma dorzinha! Chamou-me atenção o intervalo de 20 minutos, tempo esse descrito como o primeiro intervalo entre as contrações regulares.

Tendo programado uma caminhada logo cedo com o maridão, às 7h, fiquei acordada até esse horário, sentindo meu corpo, reparando o tempo de intervalo e percebendo as mudanças que estavam por vir. Às 7h acordei o Cris, relatei o que vinha ocorrendo e fui para a bola suíça (aquela usada no pilates) administrar as dores, que até então eram suaves, ainda como uma cólica.

Devido ao fato de saber que caminhadas ajudam no trabalho de parto, e imaginando que pudesse ser o dia do nascimento do Pedro, decidimos manter a nossa caminhada. Enquanto nos aprontávamos, por volta das 8h, o tampão saiu… na teoria era bem mais fácil de identificar: líquido mais espesso, um pouco gelatinoso (como uma clara de ovo), de coloração clara ou levemente amarronzada (devido a presença de sangue) e cheiro de água sanitária! Ok, mas na prática, fiquei com um “será?!”… seguido de um “tudo bem, ACHO que é o tampão!”

Saímos para a caminhada: passeamos pela beira do rio, bem mais lentamente que a marcha habitual, precisando parar ao sentir algumas contrações, pois as danadas aumentavam, tornando-se mais freqüentes e doloridas. Aproveitando a caminhada, passamos na farmácia para comprar o Spaflon, um remédio que inibe falsas contrações, ou seja, tomando ele, se elas continuarem, é porque realmente chegou “a hora”. Ainda na farmácia, sob os olhares das atendentes e clientes (pois a dor neste momento já não podia ser disfarçada), abraçada no Cris, senti uma forte dor e um líquido descendo… minha bolsa estourou! Não escorreu líquido pelas pernas como li várias vezes, mas como o Pedro estava com a cabeça encaixada há dois meses, sabia que esse líquido poderia descer aos poucos.

De volta para casa, fui para um demorado banho quente para ajudar a relaxar. O Cris começou a arrumar as coisas que faltavam, segundo uma listinha já preparada por mim, enquanto eu me estiquei no colchão colocado na sala, fui para a bola suíça e caminhava pela casa, administrando as contrações. O líquido continuava a sair.

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Relaxando e conversando com o Pedro

Não pensei em anotar as contrações, na verdade nem sei bem o motivo de não ter feito… no meu coração já tinha certeza de que o Pedro estava a caminho, não precisava comprovar que estava em trabalho de parto. Ligamos para a sage-femme que pelo nosso relato confirmou tratar-se do grande dia, desejando “bon courage” (boa sorte).

11h15min eu e o Cris saímos para a maternidade, um dia quente de sol, todo perfeito pra que a mais linda das criaturas de Deus viesse para esse mundo! Foi um percurso, casa – maternidade, emocionante, cheio de dores e sorrisos… nem precisávamos falar nada, nossos olhares um para outro eram repletos de carinho e amor… sabíamos que nosso pequenino estava a caminho!

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Felizes indo “buscar” o nosso petit Pedro

Já na maternidade aguardamos em torno de 30 minutinhos até sermos encaminhados à sala de exames.

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Em um intervalo de contrações… feliz da vida!

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Durante uma contração… mas ainda feliz da vida!

Nesta sala as minhas contrações e os batimentos cardíacos do Pedro eram monitorados. Pouco antes das 13h o primeiro exame clínico constatou uma dilatação de 4cm. Confesso que neste momento fiquei um pouco tensa… diversas vezes escutei da minha mãe que ninguém da minha família tinha passado dos 4cm de dilatação, e que não seria diferente comigo por uma questão de genética 🙁

A sage-femme que nos acompanhava foi muito sábia (sage) ao me falar das contrações, dizia que elas eram, naquele momento, minhas melhores amigas, pois eram as responsáveis por trazer o meu filho aos meus braços. Orientou-me a respirar lentamente e me movimentar, saindo da cama. Foi muito bom e importante escutar aquelas palavras, pois me fez lembrar que a dor que eu estava sentindo era normal, era natural, e era a responsável por fazer com que o Pedro pudesse nascer… era meu corpo querendo me oferecer o melhor presente da minha vida!

Ficamos mais umas 2h30 nesta sala, freqüência e intensidade das contrações aumentando bastante. Eu e o Cris tentavamos de tudo… posições, rebolar, pontos de shiatsu que ele apertava a cada contração para aumentar minha tolerância a dor (esses são mágicos, leia a respeito aqui), bola suíça (onde passei a maior parte do tempo), massagens… ele, o meu maridão como chamo, esteve sempre presente, sempre ao meu lado, me dando suporte físico e emocional, realmente acreditando na minha capacidade de dar a luz por parto natural, algo tão intensamente desejado por mim. Contudo, apesar de todas essas manobras e todo o apoio que recebi, a esta altura, mesmo nos intervalos das contrações as dores continuavam, ainda que mais fracas.

Por volta das 15h30min um novo exame clínico… meu coração disparou: 7cm de dilatação!! Minha alegria foi enorme, e por alguns instantes pensei em continuar sem anestesia, pois estava ciente de tudo que a anestesia acarretaria, como a impossibilidade de eu fazer qualquer coisa para ajudar no parto, além de torná-lo mais lento, o que poderia desencadear em várias intervenções, como o uso do fórceps e até mesmo uma cesariana. Porém, as dores das contrações estavam intensas, e no intervalo entre elas já não era possível relaxar e descansar.
Decidi pela peridural, decisão 100% apoiada pelo maridão, que percebia que não estava sendo fácil para mim.

Assim, partimos para a sala do nascimento, e as 16h10min recebi a anestesia, uma dose leve, conforme solicitamos.
As dores passaram em seguida, restando um leve desconforto a cada contração, como se fossem as cólicas iniciais.

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Sem dores, no aguardo do meu pequeno!

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Melhor equipe de apoio do mundo! Obrigada!!

Perto das 18hs um novo exame clínico constatou que eu estava com quase 9cm de dilatação, quase dilatação completa!! Porém, as dores voltaram, somadas ao cansaço de mais de 10 horas de trabalho de parto. O fato de estar deitada na cama (eis que já tinha recebido a peridural e não poderia mais me movimentar como antes, deixando de ser tão ativa no parto) agravavam as dores, pois sempre tive dores nas costas, e estas já estavam cansadas. Piorando o meu quadro, precisei ficar na posição ginecológica para que o Pedro “descesse”, e ali fiquei bastante tempo. Para mim esta posição foi ruim,  pois além de todas as dores que eu estava sentindo, o cóccix também começou a doer (tinha quebrado o cóccix há 2 anos).

Solicitamos mais anestesia, porém devido ao fato das dores não serem das contrações, mas da posição do Pedro, costas e cóccix, nada mudou! Além da segunda dose da peridural, neste momento administraram 1,5ml de ocitocina por hora, com o objetivo de regular as contrações.

Chegando perto das 19h, percebemos que o nascimento seria um pouco “adiado”, pois neste horário ocorre a troca de profissionais da maternidade, e já não daria mais tempo de iniciar a fase de expulsão e terminar até às 19h. Ok, era hora de administrar a ansiedade!

As dores continuavam, um mistura de contrações, costas e cóccix, então as 19h20min foi administrada mais uma dose (a última) de anestesia, e elevaram a dose de ocitocina, agora para 3,5ml por hora.

Neste momento também começam a arrumar a sala para o grande momento… frio na barriga, medo da dor, ansiedade pela chegada do Pedro, dores, tudo se misturando!!

As 20hs ocitocina foi pra 5.5ml/h e iniciamos o trabalho de expulsão. Inicialmente a sage-femme me pediu para que eu fizesse força para a saída do bebê… contudo a força que eu fiz não era suficiente. Orientada a fazer a maior força que conseguiria, inclusive segurando as barras da cama para ajudar, segui meu trabalho. O Cristiano foi orientado a empurrar a minha nuca a cada contração, o que parece agressivo, mas facilitava muito o meu trabalho.

Por volta das 20h20min a sage-femme chamou o médico, é chegada a hora!!

Continuávamos a fazer força a cada contração, mas aqueles instantes foram tão intensos que, quando percebi o médico mandou eu parar: ops, eu sabia que ele só mandaria eu parar quando o Pedro estivesse saindo! Estávamos na reta final. Então olhei para o lado e vi o maridão emocionado que me falou “já vi a cabecinha dele”!!

Em poucos segundos meu filho já estava em meus braços! Foi o tempo que o Pedro teve para chorar, pois assim que foi colocado em meu colo, fazendo o “peau a peau” (pele a pele) ele se acalmou e ficou ali, olhando para a mamãe e o papai, conhecendo e curtindo a sua família… Essas duas horas foram inesquecíveis, somente nós três na sala, eu e o Cris nos conhecendo agora como pais e admirando o nosso pequenino que nos olhava com atenção e muito amor!

Às 20h46min do dia 19 de julho de 2013, com 2,880kg e 48cm de pura gostosura, Pedro veio ao mundo me mostrando que a vida poderia sim ser mais colorida, mais intensamente vivida e repleta de amor!

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Meu tesouro!

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Como diria o “Tio Dani”: a foto não é perfeita… mas o momento é!

 

Minhas impressões:

* o longo trabalho de parto, quando verdadeiramente vivenciado, passa tão rápido que até dá vontade de voltar no tempo;

* as dores são suportáveis se sentidas a cada contração (e não pensando nas 12h de trabalho de parto)… vivenciá-las uma a uma, eis o segredo!

* ao ser questionada sobre as dores, respondo que tive um parto atípico: senti muitas dores, mas tenho a consciência de que eram decorrentes de outros fatores (cóccix e costas). As contrações? Expulsão? Dessas tenho até saudades!

* a dor da expulsão, que realmente me assustava, foi mínima! O corpo é sábio… banhado em ocitocina torna esse momento mágico!

* quando mesmo posso encomendar o segundo baby e repetir a dose??

 

UM ADENDO: li em diversos lugares a informação de que a dor do parto normal é equivalente a dor de 20 ossos quebrando ao mesmo tempo – balela!!

Deixo o registro de que quebrar o cóccix dói muitoooo mais que ter um filho! 😉

 

 

As melhores férias da minha vida…

Sempre que leio blogs  eles estão sem atualizações o motivo é o mesmo: férias!
Sendo assim, passo aqui rapidinho para dizer que estou nas melhores férias da minha vida: cuidando do meu pequenino Pedro!

Hoje nem tão pequenino assim, uma vez que o rapazinho já completou 2 meses no último dia 19.

Estou preparando um post relatando o meu parto, que como desejado, foi natural! Em breve… tá saindo do forno.

Por enquanto deixo para vocês uma mini sequência de fotinhos do meu príncipe… cuidado para não babar no seu teclado! 😉

* Fechando com chave de ouro esse período maravilhoso da minha vida! Adorei minha gestação… mas nada melhor que ter o Pedro nos braços!

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* Pedro decidindo se autorizava ou não a postagem da foto dele aqui no blog… foi difícil, mas ele deixou!

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* Sendo torturado pela mamãe na sessão diária “mordidinhas de amor”

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* Deixando o papai emocionado!

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